'Mortos vacinados' na Paraíba: órgãos precisam identificar quem tomou vacina no lugar deles

Levantamento mostrou que entre os imunizados contra a covid-19 há 341 com CPFs de pessoas falecidas

Mais de 110 mil vacinas contra a Covid-19 são enviadas para 223 municípios da Paraíba / Foto: SES-PB

Um cruzamento de dados feito pelo Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) e divulgado ontem causou perplexidade. Os dados constataram que entre os imunizados contra a covid-19 no Estado existem 341 CPFs de falecidos e 8.973 pessoas com cadastros inexistentes. Uma situação, aparentemente, absurda!
O impacto da informação provoca, necessariamente, questionamentos: quem utilizou e foi imunizado com documentos de pessoas já falecidas? Em quais cidades isso aconteceu? Quais os gestores responsáveis por essa distribuição de doses?

As perguntas precisam ser respondidas urgentemente pelos órgãos de fiscalização. É preciso identificar quem burlou a fila da vacinação e fraudou o processo de distribuição.

Formas de identificar isso e mecanismos de investigação temos de sobra.
O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba, por exemplo, é referência no país em investigações de organizações criminosas e pode ser chamado a colaborar. Outros órgãos, como o MPF e a Polícia Federal, também têm competência para atuar.
Os imunizados com CPFs mortos precisam aparecer. De preferência, atrás das grades.

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