Opinião 11:59

Ministério Público tem razão na ‘briga’ por mais vacinas para idosos

Foto: Ascom

A escassez de vacinas contra a covid-19 tem provocado, em muitos lugares, a judicialização do processo de distribuição das doses. Na Paraíba, não tem sido, infelizmente, diferente. A situação mais emblemática envolve o Ministério Público  – em suas diversas esferas – e a prefeitura de João Pessoa.

Ontem, uma decisão (pouquíssimo objetiva) do desembargador Rogério Fialho, do TRF5, colocou ainda mais azeite no embate.

De um lado, autoriza o município a vacinar profissionais de saúde que não estão na “linha de frente”. Do outro, atende o pedido dos MPs para priorizar a vacinação de idosos, destinando 94% das doses para esse grupo de risco.

Duas informações, porém, presentes na decisão, chamam atenção.

A primeira é de que já foram vacinados 20,7 mil trabalhadores da saúde na Capital, com o relato de que até agentes de ambientais do Centro de Zoonoses já foram vacinados.

A outra, o fato de que até agora as doses chegaram apenas para pouco mais de 2,4 mil idosos, tendo esse grupo índices alarmantes de óbitos – em todo o país.

Diante dos dois dados, não há como entender diferente. A priorização dos idosos parece ser o caminho mais correto a ser trilhado; embora, claro, reconheça-se a necessidade de imunizar os profissionais de saúde envolvidos no combate ao vírus.

Em um ambiente em que é preciso eleger prioridades, os MPs têm tido razão em lutar por mais vacinas para os idosos. Para eles o vírus é, quase sempre, um risco iminente de morte.

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