Oposição cobra, com razão, sessões híbridas na ALPB a partir de fevereiro

Pelo modelo proposto, deputados integrantes do grupo de risco poderiam permanecer de forma remota

Foto: Ascom

A bancada de oposição deve protocolar hoje um pedido para que as sessões da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) voltem a ser realizadas de forma presencial a partir de fevereiro, ou pelo menos em um formato híbrido. Ontem integrantes da bancada se reuniram para discutir o tema.
Eles defendem que não faria mais sentido recomeçar os trabalhos no formato remoto, já que outras atividades e órgãos públicos já retomaram o funcionamento há tempos.
O modelo híbrido, inclusive, já foi adotado por outros legislativos estaduais e câmaras municipais. Em Campina, por exemplo, tem funcionado assim.
E convenhamos: não faz sentido mesmo a manutenção das sessões remotas. Até porque a maioria dos deputados da ‘Casa’ participou, em suas bases eleitorais, de eventos da campanha eleitoral ano passado. Eventos, aliás, que provocaram aglomerações bem mais significativas do que as reuniões em Plenário.
Pela proposta dos deputados, as sessões seriam retomadas em um modelo híbrido, dando a oportunidade para que deputados integrantes do grupo de risco possam participar de forma remota.
“Os deputados que não se sentirem confortáveis, ou fizeram parte de grupos de risco, podem participar de casa. Mas que seja aberto pelo menos o Plenário”, defendeu a deputada Camila Toscano (PSDB).
A volta das atividades em Plenário é necessária. Os defensores da proposta têm razão nisso. O ‘novo normal’ precisa chegar também no Legislativo.

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