Opinião 13:20

Esquerda não levou eleição para 2º turno, mas cresceu em Campina Grande em 2020

Foto: Ascom

Considerada uma ‘ilha’ do bolsonarismo no Nordeste em 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro foi o mais votado na cidade nos dois turnos, Campina Grande parece ter saído das urnas este ano com a sinalização de um movimento menos conservador. Pelo menos é isso que indicam os números da eleição de domingo, se comparados com os resultados de 2016.

Em 2016, por exemplo, a cidade elegeu apenas um vereador de partido alinhado à esquerda: Anderson Maia, do PSB, que teve naquele ano 2.734 votos.

Este ano o número se manteve o mesmo, com a eleição de Jô Oliveira, do PC do B. Mas os votos foram ampliados para 3.050. Jô será a primeira vereadora negra eleita para o Legislativo municipal.

Na disputa majoritária de 2016 o candidato do PSOL, David Lobão, obteve 2.902 votos. No último domingo, Olímpio Rocha, da mesma legenda, saltou para 5.241 votos. Além dele, a votação do PC do B, de Inácio Falcão, também precisa ser contabilizada.

Com o apoio do MDB, o partido comunista obteve 33.415 votos com Inácio Falcão. Ficou em terceiro, em termos de votação. Adriano Galdino, do PSB, recebeu apenas 9.897 votos há quatro anos.

O crescimento da esquerda na cidade se deve, em boa parte, à articulação entre as legendas desse segmento a partir da criação do Fórum Pró Campina – que reuniu partidos e representantes de entidades para discutir os problemas do município.

A articulação não foi suficiente para levar o pleito para o segundo turno, mas rendeu, pelo menos, crescimento. O resultado das urnas confirmou isso.

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