Investigação 5:19

Operação Famintos: MPF denuncia secretário de Educação, três ex-secretários e mais 18 em Campina

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

Depois de mais de um ano de investigações, desde a deflagração da primeira fase da Operação Famintos, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal ontem a denúncia que tem como alvo o núcleo de servidores e ex-gestores da Educação de Campina Grande. A denúncia é assinada pela procuradora da República Acácia Soares Suassuna.

Foram denunciados pelo MPF o ex-secretário de Administração do município, Paulo Roberto Diniz; as ex-secretárias de Educação, Iolanda Barbosa e Verônica Bezerra; o atual secretário de educação do município, Rodolfo Gaudêncio, que na época dos fatos investigados era assessor jurídico da pasta; a ex-pregoeira oficial do município, Gabriella Coutinho; o ex-chefe de licitações da prefeitura, Helder Giuseppe; a ex-diretora administrativa da Educação, Maria do Socorro Menezes de Melo; além de outros 10 servidores da prefeitura e 5 empresários.

Na denúncia, o MPF aponta licitações que teriam sido fraudadas com o suposto envolvimento dos denunciados e considera, em um dos trechos, o ex-secretário de Administração Paulo Roberto Diniz como sendo o chefe do suposto ‘esquema’ (no núcleo político).

Foto: reprodução

Para o MPF, a maior parte dos denunciados teria cometido crimes como peculato, fraudes em licitações e organização criminosa. Alguns, porém, como no caso de gestores escolares e empresários envolvidos no suposto ‘esquema’, foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva e ativa.

Confira como cada um deles foi denunciado: 

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Outro lado:

O advogado do ex-secretário de Administração Paulo Roberto Diniz, Félix Araújo Filho, disse que nunca participou de nenhum tipo de ilegalidade e irá provar, na Justiça, ser inocente. Já o advogado da ex-secretária de Educação Iolanda Barbosa, Sheyner Asfora, informou que ela recebeu com surpresa a denúncia e que nunca participou dos atos apontados pelo MPF.

Em nota, o atual secretário de Educação do município, Rodolfo Gaudêncio, disse que sempre colaborou com as investigações, respeita a Justiça e provará ser inocente.

O advogado do empresário Frederico de Brito Lira, Iarley Maia, considerou que as imputações da denúncia são excessivas e que vai provar, na Justiça, a inexistência dos fatos alegados pelo MPF. Os demais denunciados ainda não foram localizados pelo Blog.

Na última fase da Famintos, a prefeitura de Campina Grande declarou que desde o início da investigação coopera e dá apoio ao funcionamento das instituições, “porque o Município é o maior interessado no esclarecimento dos fatos”.

A Justiça Federal já condenou 16 investigados que faziam parte do núcleo empresarial. Eles recorreram da decisão ao TRF5.

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