Investigação 11:54

Denúncia da Famintos: confira a íntegra do documento apresentado à Justiça Federal

Foto: Silas Batista

Como antecipou o Blog Pleno Poder, o Ministério Público Federal (MPF) protocolou ontem mais uma denúncia no âmbito da Operação Famintos, que investiga fraudes e desvios de recursos públicos na merenda escolar em Campina Grande. O documento, de 398 páginas, é assinado pela procuradora da República Acácia Soares Suassuna.

Foram denunciados pelo MPF o ex-secretário de Administração do município, Paulo Roberto Diniz; as ex-secretárias de Educação, Iolanda Barbosa e Verônica Bezerra; o atual secretário de educação do município, Rodolfo Gaudêncio, que na época dos fatos investigados era assessor jurídico da pasta; a ex-pregoeira oficial do município, Gabriella Coutinho; o ex-chefe de licitações da prefeitura, Helder Giuseppe; a ex-diretora administrativa da Educação, Maria do Socorro Menezes de Melo; além de outros 10 servidores da prefeitura e 5 empresários.

Confira a íntegra da denúncia 1

Confira a íntegra da denúncia 2

Confira a íntegra da denúncia 3

Confira a íntegra da denúncia 4

Confira a íntegra de denúncia 5

Outro lado:

O advogado do ex-secretário de Administração Paulo Roberto Diniz, Félix Araújo Filho, disse que o ex-secretário nunca participou de nenhum tipo de ilegalidade e irá provar, na Justiça, ser inocente. Já o advogado da ex-secretária de Educação Iolanda Barbosa, Sheyner Asfora, informou que ela recebeu com surpresa a denúncia e que nunca participou dos atos apontados pelo MPF.

Em nota, o atual secretário de Educação do município, Rodolfo Gaudêncio, disse que sempre colaborou com as investigações, respeita a Justiça e provará ser inocente.

O advogado do empresário Frederico de Brito Lira, Iarley Maia, considerou que as imputações da denúncia são excessivas e que vai provar, na Justiça, a inexistência dos fatos alegados pelo MPF. Os demais denunciados ainda não foram localizados pelo Blog.

Na última fase da Famintos, a prefeitura de Campina Grande declarou que desde o início da investigação coopera e dá apoio ao funcionamento das instituições, “porque o Município é o maior interessado no esclarecimento dos fatos”.

A Justiça Federal já condenou 16 investigados que faziam parte do núcleo empresarial. Eles recorreram da decisão ao TRF5.

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