Opinião 11:41

Campina chega aos 156 anos com desafio de vencer crise da pandemia e recuperar posições no NE

Foto: Ascom

Campina Grande completou ontem 156 de emancipação política. A cidade tem muitas demandas e desafios a serem vencidos e, em ano eleitoral, eles são sempre trazidos no discurso de candidatos que disputam o comando da prefeitura. Mas os números do IBGE e os fatos ocorridos este ano mostram que Campina precisa encarar, rapidamente, pelo menos duas grandes batalhas: vencer a crise provocada pela pandemia e ampliar a robustez econômica que fez a sua história ser destacada no interior do Nordeste.

A cidade tem o 2º maior (R$ 8,648 bilhões em 2017) Produto Interno Bruto (PIB) entre as cidades do interior do Nordeste. Perde para Feira de Santana, na Bahia (R$ 13,657 bilhões); e fica à frente de Caruaru, em Pernambuco (R$ 6,877 bilhões).

Mas no comparativo entre valores nominais do PIB, sem descontar a inflação dos anos considerados, o município tem perdido posições no cenário nordestino – considerando-se as capitais, cidades que fazem parte das regiões metropolitanas e as de menor porte.

Em 2002, Campina Grande ocupava a 13ª colocação. Já em 2017 ficou na 17ª. No ranking nacional a cidade passou do 114º para o 119º lugar, no mesmo período – conforme dados do IBGE.

Foto: reprodução

No crescimento nominal do PIB, que não leva em consideração a inflação registrada ao longo dos anos, Campina Grande registrou variação positiva de 384,9%, de 2002 a 2017. Mas esse aumento foi menor que a alta verificada na Paraíba (389,45%).

Já o PIB per capita campinense, que resulta da divisão do produto interno bruto pelo total estimado de habitantes, registrou alta nominal, sem o desconto da inflação, de 331,2% de 2002 a 2017. Enquanto isso, o indicador estadual teve aumento nominal de 324,9%, ao passo que o de João Pessoa foi ainda menor, de 267,1%.

No mesmo período, porém, a população campinense cresceu menos (13,2%) que a estadual (15,2%) e a de João Pessoa (31,1%).

Os números ligam o sinal de alerta. A cidade precisa ampliar os horizontes de sua economia, buscar novos mercados e, também, otimizar os seus investimentos – independente de quem for escolhido pelas urnas em 15 de novembro. Após um ano marcado pela pandemia, os próximos quatro anos serão fundamentais nesse processo.

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