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Autoridades fazem vista grossa e convenções são ‘palco de horrores’ para o coronavírus na Paraíba

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As convenções municipais se transformaram em um palco de horrores para a disseminação do coronavírus na Paraíba. Um Estado com quase 113 mil casos da doença confirmados e mais de 2,6 mil mortes assiste a aglomerações, passeatas e ao desrespeito flagrante das regras de isolamento social.

E o pior: com a complacência e, em alguns casos, o envolvimento das autoridades que deveriam fiscalizar o cumprimento das medidas.

Do Sertão ao Litoral, prefeitos candidatos à reeleição, partidos e candidatos promovem aglomerações em eventos que, visivelmente, não seguem as recomendações da saúde pública.

Em Junco do Seridó, por exemplo, uma das candidaturas fez até passeata pelas ruas, com muitos participantes sem utilizar máscaras.

Em Serra Branca, no Cariri, centenas de pessoas se aglomeraram em um ginásio esportivo na convenção que homologou a candidatura à reeleição do prefeito Souzinha, do Progressista. Ele mesmo, que como prefeito, tem a obrigação de estar preocupado com a saúde de seus munícipes. Em um vídeo, nas redes sociais, é possível ver até crianças sem máscaras durante o evento.

Além de Serra Branca e Junco, os maus exemplos se espalharam pelo Estado. Em Juripiranga, Caturité, Cruz do Espírito Santo, Malta, Camalaú… candidatos e eleitores abusaram da própria sorte e esqueceram que estamos em plena pandemia.

O desrespeito às normas de isolamento são um reflexo do que vivemos há anos no ambiente político, um universo onde quem busca o voto não calcula as circunstâncias e obstáculos necessários para obtê-lo. E, por mais das vezes, acaba burlando as regras e a lei.

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