Teste positivo de Bolsonaro deve servir de ‘lição’ para quem descumpre recomendações médicas

Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje que testou positivo para covid-19. Ele é mais um entre os mais 1,6 milhão de brasileiros infectados com a doença que já matou mais de 65 mil pessoas no país. Mas a confirmação de que o presidente está com o vírus é muito mais que isso. Ela deve servir de ‘lição’ para quem tem, assim como ele, descumprido e apoiado eventos que desrespeitam as orientações médicas e medidas de isolamento social.

É que desde o início da pandemia, por várias vezes, Bolsonaro foi visto em Brasília incentivando e participando de aglomerações promovidas por seus apoiadores. Fez graça com o vírus, comparando-o a uma ‘gripezinha’. Afrontou governadores e politizou o tema.

Agora é obrigado a mostrar que não tem nada de ‘mito’. Que é feito, como todos os demais, de carne e de osso, e que também é vítima do coronavírus.

O presidente afirmou que chegou a ter febre de 38 graus, sentiu mal-estar e cansaço. Mas melhorou e já se sente “perfeitamente bem”. “Estou bem, estou normal, em comparação a ontem [segunda], estou muito bem”, afirmou. Bolsonaro tem 65 anos e faz parte da faixa etária considerada por especialistas como grupo de risco.

O mínimo que se espera é que ele tenha uma recuperação rápida e, depois disso, incentive os seus apoiadores a seguirem as orientações médicas. É o mínimo que ele deve fazer: servir de ‘lição’ para quem tem descumprido as regras.

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