Operação Pés de Barro: prefeito investigado por dinheiro na cueca continua em penitenciária

João Bosco Fernandes, de Uiraúna, é investigado na Operação Pés de Barro da PF. Ele foi afastado das funções

Foto: reprodução

O prefeito afastado da cidade de Uiraúna, no Sertão do Estado, João Bosco Fernandes, continua detido na penitenciária Hitler Cantalice. Ao blog a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária confirmou, há pouco, que a ordem para soltura ainda não chegou na unidade. Familiares do gestor já teriam pago a quantia de R$ 522 mil, determinada em fiança pelo ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao conceder ao gestor o retorno à liberdade.

Quando deixar a prisão João Bosco não retornará, por enquanto, ao comando da prefeitura, mas a saída do presídio será, sem dúvidas, uma vitória para os seus apoiadores. Eles foram às ruas, inclusive, na noite da última sexta-feira em Uiraúna, para comemorar a decisão de Celso de Mello.

O prefeito é investigado por envolvimento num esquema de pagamento de propina nas obras da Adutora de Capivara e estava preso desde o fim do ano passado.

A operação Pés de Barro

A operação tem como base um acordo de colaboração premiada. O colaborador disse à Polícia Federal que teria sido pressionado a pagar propinas que variavam entre 10% e 5%. As vantagens ilícitas, de acordo com a Polícia Federal, viriam de suposto superfaturamento das obras da Adutora de Capivara. O sistema adutor deve se estender do município de São José do Rio do Peixe-PB ao município de Uiraúna-PB, no Sertão da Paraíba.

As obras contratadas, inicialmente, pelo montante de R$ 24,8 milhões já teriam permitido, de acordo com as investigações, a distribuição de propinas no valor R$ 1,2 milhão. Além do prefeito João Bosco, o deputado federal Wilson Santiago (PTB) também é alvo da investigação.

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