Longe do debate local, Pedro teria dificuldade em ‘incorporar’ projeto de Romero

Foto: Câmara Federal

O processo de definição do nome que vai concorrer à prefeitura de Campina Grande pelo grupo do prefeito Romero Rodrigues (PSD) continua aberto. Caso a proposta aprovada ontem pelo Senado se confirme, adiando o prazo das convenções municipais para até 16 de setembro, a escolha deverá ser também adiada. Haverá mais prazo para negociações e um entendimento. Mas o cenário parece indicar que o afunilamento entre o deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) e o ex-deputado Bruno Cunha Lima (PSD) é, quase, irreversível.

A ‘disputa’, inclusive, tem feito surgir rumores sobre uma possível escolha do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), filho do ex-senador Cássio, como o nome capaz de aglutinar o agrupamento. Mas ele teria dificuldade em incorporar, agora, o projeto dos últimos (quase) oito anos de gestão municipal.

Diferente de Bruno e Tovar, que foram até bem pouco tempo secretários municipais, Pedro tem se destacado na Câmara Federal com a discussão de temas nacionais, sobretudo os ligados à Educação. Mas tem se mantido distante dos debates políticos paroquianos de Campina. E isso, claro, pode ter um peso significativo junto ao eleitorado.

Ser alçado à condição de candidato a prefeito, poucos meses antes do pleito, nessas condições, poderia representar um risco para o próprio projeto. Romero e demais aliados certamente irão avaliar isso.

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