Prefeitura de Campina estabelece ‘feriadão’ do coronavírus, mas precisa do apoio da população

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

Os moradores de Campina Grande precisam aderir ao ‘feriadão’ do coronavírus, estabelecido pela prefeitura para tentar barrar a curva de crescimento de casos registrada na cidade nas últimas semanas. É que a antecipação dos feriados é boa, mas não resolve, sozinha, o problema. Pelo contrário. Se não houver a colaboração da população, permanecendo em casa, os cinco dias sem trabalho poderão deixar as ruas da cidade ainda mais movimentadas.

É preciso, então, que cada um faça a sua parte e seja fiscal do ‘vizinho’ que descumprir as orientações das autoridades de saúde. Não há outro caminho. A cidade já registra 870 casos confirmados da doença, tendo 73% dos leitos de UTI ocupados por pacientes com Covid-19 – um risco cada vez mais iminente de um colapso nos sistemas de saúde público e privado. A ideia está sendo colocada em prática em outras cidades. Em São Paulo, por exemplo, a antecipação dos feriados diminuiu o fluxo de pessoas nas ruas.

O decreto municipal ainda não foi publicado, mas deverá trazer a antecipação dos dias 24 de junho (Dia de São João), 11 de junho (Corpus Christi) e 05 de agosto (Dia da Fundação da Paraíba). Diferente do que foi divulgado ontem, o dia 02 de novembro (Dia de Finados) ficará de fora e não deverá ser antecipado, conforme a Procuradoria do Município.

Lojas, feiras livres, mercados públicos e bancos serão fechados. Apenas supermercados, farmácias, padarias e postos de combustíveis abrirão as portas – de acordo com a prefeitura.

Uma oportunidade para os campinenses demonstrarem que já entenderam a gravidade de uma doença que já matou mais de 23 mil brasileiros. Para ter bons resultados o ‘feriadão’ precisa do apoio e da consciência cidadã de todos.

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