Ostentando camisa com bandeira de Campina, Bolsonaro faz piada sobre uso da cloroquina contra Covid-19

Foto: reprodução

Quando deixar o Governo, o presidente Jair Bolsonaro pode se candidatar a humorista. Nesse novo ofício, certamente ele continuaria tendo muitos admiradores. Mas as piadas e ironias que ele tem feito, durante a pandemia do coronavírus, não têm graça alguma. Ontem durante uma live e ostentando a camisa do antigo clube Sport Campina (hoje Sport de Lagoa Seca), que tem a bandeira de Campina Grande como símbolo, o presidente mais uma vez fez piada ao falar sobre a utilização da cloroquina como medicamente no combate à Covid-19.

“Toma quem quiser e quem quiser não toma. Quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma tubaína”, emendou, aprofundando ainda mais a divisão entre ‘direita’ e ‘esquerda’ em um debate que não tem absolutamente nada de ideológico. O uso ou não do medicamento deve ser, sim, uma discussão científica. E Bolsonaro sabe disso. Mas prefere estimular a miopia de alguns de seus seguidores, num país onde se vive um drama humanitário com a morte de quase 18 mil pessoas.

“Liberou a cloroquina. Mais um ponto ai Romero, mais um ponto para você. O Romero e eu não vamos ter na consciência, nós evitamos muitos de morrerem sem solução”, disse em outro momento da conversa, ao avaliar a possibilidade de eficácia do medicamento.

O presidente continua fazendo piada na crise. Todas de mau gosto.

 

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