Eleição municipal deve provocar afastamento de 10 auxiliares da prefeitura de Campina Grande

Secretários que vão disputar vagas na Câmara terão até sábado para entregar cargos

Foto: Ascom

Pelo menos 10 auxiliares da prefeitura de Campina Grande deverão se afastar das funções, em breve, para a disputa de cargos eletivos nas eleições municipais deste ano. Para alguns deles, que irão disputar vagas no Legislativo, o prazo para desincompatibilização termina no próximo sábado (04). Para outros, que desejam participar do pleito em chapas majoritárias, esse prazo vai até junho.

É o caso, por exemplo, do secretário de Planejamento Tovar Correia Lima (PSDB) – cotado para encabeçar a chapa do grupo do prefeito Romero Rodrigues (PSD). Mas na lista ainda há o secretário de Ciência e Tecnologia, Lucas Ribeiro (Progressista), que pode ser candidato a vice; e o presidente da Agência Municipal de Desenvolvimento (AMDE), Nelson Gomes Filho, que já demonstrou o interesse de ocupar espaço em uma das chapas majoritárias.

No grupo dos pré-candidatos à Câmara Municipal estão a secretária de Assistência Social, Eva Gouveia; o secretário de Esportes, Teles Albuquerquer; Joia Germano, da Secretaria de Cultura; Josimar Henrique, que hoje comanda a Urbema; Gildo Silveira, que ocupa o cargo de secretário adjunto de Educação; Hércules Lafite, que coordena o Sine Municipal e a secretária de Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas.

Todos estes terão que entregar o ‘bastão’ de suas ‘pastas’ ao prefeito, caso queiram entrar na disputa. Por falar em Romero, após todas as saídas, caberá a ele dar um ‘freio de arrumação’ na estrutura e, claro, escolher quem irá continuar à frente das secretarias até – pelo menos – o fim do processo eleitoral. É a dança da cadeiras na Administração municipal…

Por conta da pandemia, Ministério Público de Contas pede suspensão do São João de Campina Grande

Procuradores questionam “conveniência” e “necessidade” de realização do evento, diante da crise econômica e sanitária provocada pelo coronavírus

Foto: Artur Lira

A realização do Maior São João do Mundo, de Campina Grande, foi adiada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD) no fim do mês passado, por conta da pandemia do coronavírus. A festa está prevista para acontecer entre 9 de outubro e 8 de novembro – caso a doença e seus efeitos estejam controlados até lá. Mas uma representação do Ministério Público de Contas (MPCPB) está pedindo a suspensão do evento. O pedido é assinado pelo procurador-geral do MPC, Manoel Antônio dos Santos Neto, e outros dois procuradores.

No parecer, eles alegam as dificuldades econômicas provocadas pelo novo coronavírus e alertam para a “necessidade” e “conveniência” da realização da festa num período diferente da época junina. Os procuradores ainda alertam para o fato da nova data, escolhida pela prefeitura, estar próxima ao calendário eleitoral e observam que no dia 12 de março deste ano o poder público municipal empenhou R$ 2.8 milhões para o pagamento da empresa realizadora da festa. O pagamento, porém, não foi realizado.

No documento, o MPC cita exemplos de outras cidades que decidiram pelo cancelamento das festas juninas; assim como da Olimpíada de Tóquio, adiada para 2021. A representação do MPC ainda será analisada pelo conselheiro substituto Antônio Cláudio Silva Santos, que será o relator do caso.

Foto: reprodução

Foto: reprodução

Prefeitura diz que empenho não será pago e que festa traz dividendos econômicos

O procurador geral do município de Campina Grande, José Fernandes Mariz, afirmou que a prefeitura “não realizou” e nem “irá realizar” qualquer tipo de pagamento antecipado para a empresa que promove a festa. Ele também ressaltou que, ao contrário de outros eventos festivos, o Maior São João do Mundo faz triplicar a arrecadação de ICMS e outros impostos, trazendo dividendos para a cidade.

“A preocupação do Ministério Público de Contas é a mesma do município, com a preservação do erário público. Além disso, temos tido também a preocupação com as ações de saúde. E isso motivou o adiamento. Não havia outra alternativa a não ser o prefeito determinar a suspensão para uma data mais distante. O pagamento não foi, nem será realizado. Isso está muito claro. Não há perspectiva de fazer pagamento, porque o prefeito já entendeu que não há a menor possibilidade de fazer o evento agora em junho. Só quem pode dizer se podemos realizar eventos de massa, no futuro, são os especialistas em saúde pública. Quem vai decidir se será em outubro ou  não, serão os pareceres técnicos das autoridades sanitárias”, explicou Mariz.

Artur Bolinha ‘reproduz tese’ de ACM Neto sobre pandemia e publicação viraliza no whatsapp

Publicação do pré-candidato à prefeitura de Campina Grande aconteceu horas depois que ACM Neto usou as redes sociais para criticar bancos

Foto: reprodução

As redes sociais são, às vezes, implacáveis para políticos e agentes públicos. Qualquer ‘pisão na bola’ pode significar uma enxurrada de críticas e memes. É o que tem ocorrido desde ontem com o empresário e pré-candidato à prefeitura de Campina Grande, Artur Bolinha (PSL). Ao comentar em suas redes sociais sobre o papel das instituições bancárias durante a pandemia do coronavírus, ele aparentemente reproduziu ideias publicadas poucas horas antes pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (Democratas).

A postagem feita por Bolinha viralizou em grupos de whatsapp e passou a ser alvo de críticas feitas por internautas. A estrutura dos textos e as palavras são bem parecidas com as publicadas pelo prefeito baiano. Embora as teses sejam as mesmas, não é possível dizer que houve um ‘Ctrl C – Ctrl V’. Mesmo assim, alguns opositores já estão classificando Bolinha como ‘pré-candidato carbono’.

Veja as duas postagens:

Foto: reprodução

Foto: reprodução

O empresário Artur Bolinha disse ao blog que “não existe patente de pensamento”. “O que ele colocou, que eu coloquei, provavelmente se procurar com detalhes vai encontrar twitter’s de mais diversas pessoas falando exatamente a mesma coisa. O que é importante é que as pessoas entendam a gravidade do momento, inclusive nessa questão de pressionar para que os bancos nesse momento possam ser de fato parceiros da sociedade, do cidadão comum e das empresas”, explicou.

Prefeitura lança plano para reabrir comércio, mas como fiscalizar regras de distanciamento?

Foto: reprodução

A reabertura do comércio em Campina Grande, assim como nas demais cidades brasileiras, é uma necessidade indiscutível. Todo mundo concorda que empresas e trabalhadores precisam voltar ao trabalho para diminuir os impactos provocados pela pandemia do coronavírus. Mas o cerne da questão é como e quando deverá ocorrer esse retorno. Em Campina a prefeitura lançou uma cartilha com a proposta de reabertura gradativa dos estabelecimentos.

Pelo documento, as lojas do Centro da cidade reabrirão as portas na próxima segunda-feira (06), com horário de funcionamento reduzido (10h às 16h). Os shoppings e galerias seguiriam o mesmo movimento – a partir do dia 13 – e escolas e academias ficariam com o reinício das atividades sob análise. A proposta vai ser apresentada e discutida na próxima sexta-feira (03), durante uma reunião com empresários, Ministério Público e autoridades da Saúde.

O plano estabelece ainda que o funcionamento gradual dos estabelecimentos observe regras de distanciamento social, como a manutenção da distância mínima entre os clientes, limitação de acesso e uso de equipamentos de proteção individual. As regras seriam fiscalizadas por equipes do Procon, Vigilância Sanitária, Ministério Público e outros órgãos. Mas surge a questão: essas equipes serão capazes de exigir o cumprimento desses condicionamentos?

A prática tem demonstrado que não. O decreto municipal que proíbe o funcionamento de restaurantes e bares está em vigor, mas alguns donos de estabelecimentos (sobretudo em bairros mais afastados) teimam em mantê-los funcionando. As filas nas agências bancárias, nos últimos dias, tem sido outro exemplo. Embora as recomendações indiquem que evitemos aglomerações, as filas se formam aos montes nas calçadas. A verdade é que é praticamente impossível fiscalizar todos os estabelecimentos (e consumidores) ao mesmo tempo.

O plano merece ser discutido. Não há problema algum nisso. Mas aplicar o seu cronograma, nesse momento, parece temeroso. Se não há como exigir o cumprimento de suas normas, não é plausível que entreguemos à ‘consciência’ de cada um a sua prática. Até porque as ruas demonstram, todos os dias, que não somos um povo acostumado a adotar boas práticas.

Cortejado por outros partidos, vereador de Campina Grande confirma saída do MDB

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

O MDB de Campina Grande está menor. Talvez não quantitativamente, mas numa perspectiva analítica. O partido perdeu o seu único representante no Legislativo municipal, o vereador Olímpio Oliveira (sem partido). E quem acompanha o cotidiano da política campinense sabe: a legenda deixará de ter um vereador com atuação destacada na Câmara. Assíduo, com intervenções pertinentes e firmes, Olímpio é agora cortejado por outras legendas.

Mas ele precisa escolher um novo ‘ninho’ até o próximo sábado (04), quando termina o prazo da legislação eleitoral para que candidatos este ano tenham domicílio e legenda definidos. A missão, porém, não é das mais fáceis.

Embora tenha recebido convites de partidos da base aliada do prefeito Romero Rodrigues  (PSD) e também da oposição, o ex-emedebista terá que encontrar uma legenda que lhe dê segurança e combatividade para a disputa. No grupo oposicionista, alguns temem a chegada dele por considerá-lo muito ‘pesado’ eleitoralmente. Se decidir caminhar para a base governista, Olímpio terá que convencer seus seguidores (eleitores) da mudança de posicionamento.

Uma alternativa cogitada é o PSL, partido do deputado federal Julian Lemos. Mas a legenda enfrenta uma crise em todo o país depois da saída do presidente Jair Bolsonaro e do surgimento de investigações de ‘candidaturas laranjas’ em alguns Estados. Olímpio, que não encontrou espaço para ‘crescer’ no MDB, precisa agir rápido.

Prefeituras de 23 cidades da Paraíba cancelam festas por conta de pandemia. Confira a lista

Decisão conjunta foi tomada pela Associação dos Municípios do Cariri e Agreste e leva em conta os efeitos provocados pelo coronavírus

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

O coronavírus tem provocado prejuízos para a saúde, o cotidiano e a economia das cidades paraibanas. Mas tem sido devastador também com a cultura popular. Depois de Campina Grande e Patos, que adiaram a realização dos festejos juninos, 23 cidades do Cariri do Estado decidiram suspender a realização de festas juninas e de emancipação política. A decisão conjunta foi tomada por municípios que fazem parte da Associação dos Municípios do Cariri e Agreste Paraibano (AMCAP).

A medida, claro, atende às recomendações das autoridades de saúde (para evitar aglomeração) e também leva em consideração o momento de dificuldade econômica vivido pelos municípios. E não há outro caminho. O momento é de unir forças e destinar recursos para a saúde pública dos paraibanos.

No Sertão do Estado, cidades do Vale do Sabugi já tinham anunciado o mesmo posicionamento. No caso de Santa Luzia, por exemplo, que realiza o mais antigo São João do Estado, a prefeitura estima economizar R$ 700 mil com as festividades.

Estão canceladas as festas de São João e emancipação de cidades como Amparo, Boa Vista , Camalaú , Congo , Coxixola , Cabaceiras, Caraúbas, Gurjão , Livramento, Monteiro, Ouro Velho, Prata, Parari, São João do Cariri , Sumé , Serra Branca , São José dos Cordeiros, São João do Tigre , São Sebastião do Umbuzeiro , São Domingos do Cariri , Santo André , Taperoá e Zabelê.