Por conta da pandemia do coronavírus, prefeitura de Campina Grande adia São João para outubro

Maior São João do Mundo será realizado entre os dias 9 de outubro e 8 de novembro

Foto: Ascom

A edição deste ano do Maior São João do Mundo acontecerá entre os dias 9 de outubro e 8  de novembro. O anúncio do adiamento da festa, que estava prevista inicialmente para ser realizada entre 5 de junho e 5 de julho, foi feito no início da noite desta segunda-feira (23) pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD). A decisão de alterar a programação do evento foi impulsionada pelo crescimento de casos de coronavírus no país – inclusive na Paraíba nas últimas semanas.

“Uma decisão que não é fácil, uma decisão difícil. É um evento com mais de 35 anos de existência, que sempre foi realizado em junho”, assinalou Romero, ao anunciar a nova data. Como parte da estrutura da festa já estava montada no Parque do Povo, os equipamentos poderão ser usados em ações de atendimento a pessoas vítimas da doença.

A nova data escolhida considerou ainda a realização das eleições deste ano. A prefeitura preferiu escolher um período posterior ao pleito, marcado para ocorrer no dia 4 de outubro.

Efeito do coronavírus: Romero vai anunciar nova data para o São João de Campina Grande

Decisão acontece por conta do avanço dos casos da doença e diante da necessidade de isolamento social da população

Foto: Blog Pleno Poder

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), decidiu fazer mudanças na programação do Maior São João do Mundo, por conta da pandemia do coronavírus. Ele anunciou que divulgará, no início da noite desta segunda-feira (23), através de uma live transmitida por suas redes sociais e pelos perfis oficiais da prefeitura, a nova data da festa.
Em nota, a prefeitura ressaltou que “a decisão do prefeito campinense levará em conta todas as circunstâncias e consequências da realidade imposta pela pandemia do Covid-19”. O São João deste ano estava previsto para começar no dia 5 de junho.
Romero vinha tratando com cautela o tema, mas com o avanço dos casos em todo o país e as perspectivas divulgadas pelo Ministério da Saúde, que indicam a manutenção da pandemia até pelo menos o mês de agosto, o anúncio foi antecipado.

Justiça manda prender, pela segunda vez, ex-prefeito da Paraíba acusado de lavar dinheiro com criptomoedas

Ex-prefeito já foi condenado a 41 anos durante a Operação Dublê. Ele também é investigado pelo MPF na Operação Recidiva

Foto: Ascom

Preso desde novembro do ano passado, quando foi alvo da 4ª Fase da Operação Recidiva do Ministério Público Federal (MPF), o ex-prefeito da cidade de Catingueira, José Edivan Félix, teve mais uma vez a prisão preventiva decretada pela Justiça. Dessa vez a decisão foi do juiz Rafael Chalegre do Rego Barros, da 14ª Vara Federal, e atende um pedido feito por procuradores do MPF. A prisão tem por base uma outra denúncia apresentada contra o ex-gestor de lavagem de dinheiro com a utilização de criptomoedas.

No pedido o MPF alegou a necessidade de preservação da instrução processual e a ordem pública, como fundamentos para a nova prisão. “O presente pedido de prisão preventiva fundamenta-se na garantia de ordem pública e garantia da instrução processual, conforme entendimento do MPF (id. 4058205.5249253). Todavia, entendo pelo deferimento da prisão preventiva com base, apenas, na garantia da ordem pública”, decidiu o magistrado.

De acordo com a ação penal (nº 0800197-65.2020.4.05.8205), o acervo patrimonial de José Edivan Félix é maior do que o declarado por ele e encontra-se ocultado em nome de terceiros, com parte tendo sido construída entre os anos de 2005 a 2012 (quando ele era prefeito). O MPF afirma que o ex-prefeito teria lavado dinheiro através de criptomoedas, consórcios e aquisição de veículos.

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Confira na íntegra a decisão

Condenações e desvios

Nas ações judicais da Operação Dublê o ex-prefeito Edivan Félix já foi condenado a 41 anos de prisão pela prática dos crimes de organização criminosa, fraude licitatória e desvios de recursos públicos. De acordo com o Ministério Público Federal, os valores que teriam sido desviados pelo acusado e outros investigados somam mais de R$ 7,7 milhões. José Edivan Félix está preso no presídio regional de Patos. O blog ainda não conseguiu contato com os advogados dele.

Governador anuncia edital para contratar 2.443 profissionais de saúde durante pandemia do coronavírus na Paraíba

Serão contratados 300 médicos e outros profissionais de saúde. Medida é emergencial e quer ampliar combate ao coronavírus no Estado

Foto: Ascom

O governador João Azevêdo (Cidadania) anunciou, na manhã desta segunda-feira (23) em entrevista ao Bom Dia Paraíba, das TV’s Cabo Branco e Paraíba, a contratação emergencial de 2.443 profissionais de saúde. São 300 médicos, enfermeiros e outros profissionais que irão trabalhar nas ações de prevenção e combate ao coronavírus no Estado. O edital do processo seletivo deverá ser publicado amanhã, no Diário Oficial do Estado.

Grande parte das vagas será para contratação imediata. O restante ficará em um cadastro de reserva e os profissionais poderão ser convocados, caso os registros de coronavírus no Estado continuem evoluindo. Além disso, o governador também revelou que vai se reunir com o Comando do Exército para estudar a possibilidade de instalação de um hospital de campanha.

A Paraíba vai receber 300 mil testes para o coronavírus do Governo Federal e outros 185 mil serão comprados com recursos estaduais. Nesta segunda-feira (23) o Diário Oficial do Estado publicou mais um decreto estabelecendo a suspensão do expediente presencial nas repartições públicas estaduais. As medidas são importantes e têm o objetivo de evitar a propagação do vírus nas cidades paraibanas.

Assembleia faz primeira sessão remota da história para votar decreto de calamidade na Paraíba

Deputados irão analisar e votar à distância, por meio da internet, medidas tomadas pelo Governo para diminuir a propagação do coronavírus

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Como aconteceu no Senado Federal, na semana passada, os deputados estaduais paraibanos irão se reunir pela primeira vez numa sessão remota (virtual), às 10h desta segunda-feira (23). A Assembleia vai votar o decreto de calamidade pública assinado pelo governador João Azevêdo (Cidadania), que implementou uma série de medidas de prevenção ao coronavírus.

Os trabalhos serão transmitidos pelo YouTube e Facebook da ‘Casa’. Os deputados suspenderam as atividades em Plenário até o próximo dia 2 de abril, com a ressalva de que poderia ser convocada uma sessão extraordinária a qualquer momento para deliberar sobre projetos de interesse público.

Para evitar a aglomeração de pessoas, a Mesa Diretora da Assembleia decidiu acionar os setores de Informática, Secretaria Legislativa e Comunicação para viabilizar a realização da sessão virtual. No último sábado foi realizado o primeiro teste da utilização das ferramentas virtuais com os líderes dos blocos. Todos aprovaram a iniciativa.

Governo da Paraíba suspende expediente presencial nas repartições públicas do Estado

Medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira e tem o objetivo de minimizar os riscos de propagação do conoravírus

Foto: Ascom

O governador João Azevêdo determinou, neste domingo (22), a suspensão do expediente presencial nas repartições públicas estaduais, entre os dias 23 de março e 03 de abril. O decreto é mais uma medida adotada pelo Governo do Estado para evitar a propagação do coronavírus na Paraíba e foi publicado numa edição extra do Diário Oficial desta segunda-feira (23).

A partir de hoje os servidores públicos estaduais, da administração direta e indireta, executarão suas atividades de forma remota (home office) e permanecerão de sobreaviso, podendo ser convocados, durante o período do expediente, em caso de necessidade de comparecimento ao local de trabalho.

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A determinação não se aplica para os servidores da Saúde e Segurança Pública, que ficam sujeitos à jornada de trabalho estabelecida pela chefia imediata.

O decreto também se estende, no que couber, aos empregados públicos, terceirizados, estagiários e demais agentes que possuam vínculo com os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual.

A medida tem como base o Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), decretado pelo Ministério da Saúde em virtude da disseminação global da infecção humana pelo coronavírus; a declaração da condição de transmissão pandêmica sustentada da Covid-19; o decreto de situação de emergência na Paraíba; e a necessidade de se estabelecer um plano de resposta efetivo para enfrentamento do problema na Paraíba.

Justiça manda suspender casamento em Campina Grande por conta do coronavírus

Decisão foi tomada por um juiz plantonista e atendeu pedido da promotora da Saúde do município, Adriana Amorim

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O juiz plantonista Hugo Gomes Zaher determinou a suspensão, no início da noite deste sábado (21), de um casamento e de outros eventos que provoquem a aglomeração de pessoas no Garden Hotel, em Campina Grande.  A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público e tem por base as medidas de prevenção contra o coronavírus, adotadas no município.

Além desse casamento, a promotoria da Saúde recomendou a suspensão de outros eventos semelhantes que estejam agendados para os próximos dias. Por meio de decreto, publicado neste sábado, o prefeito Romero Rodrigues (PSD) determinou a suspensão de missas, cultos religiosos e eventos com a aglomeração de pessoas.

Foto: reprodução

Confira a decisão na íntegra

A gerência do Garden Hotel informou que o estabelecimento disponibilizou máscaras e álcool em gel para os convidados e que outras medidas de prevenção foram adotadas. Às 19h15, segundo a gerência, o evento já tinha sido iniciado.

Ficar em casa, durante pandemia do coronavírus, é uma atitude humanitária

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

Nunca uma atitude simples foi tão importante para a vida de milhões de pessoas. Ficar em casa, nesse período de pandemia provocada pelo coronavírus, é uma atitude humanitária. É muito mais que seguir as orientações das autoridades de saúde. É decidir pela propagação extrema e rápida de um vírus que já provocou a morte de milhares de pessoas pelo mundo, ou contribuir para a minimização de seus efeitos.

Os especialistas em saúde pública e os Governos têm reiterado o pedido de isolamento social, mas muitos ainda relutam em seguir as recomendações. De ontem para hoje, o Estado tem usado as forças policiais para ‘pressionar’ as pessoas a deixarem bares e aglomerados, sobretudo em Campina Grande e João Pessoa. Mas, não tem sido suficiente.

Temos até bons exemplos, como o de uma idosa de 108 anos de Campina Grande que comemorou o aniversário com a ajuda da internet. Mas festas de casamento e outros eventos privados continuam marcados, sob o argumento frágil de que se forem cancelados haverá prejuízos financeiros e danos emocionais para os envolvidos – quando, na verdade, a realização desses encontros pode contribuir para a disseminação em massa de uma doença que pode acabar com a vida de muitos paraibanos.

Com um caso confirmado da doença e mais de 180 sendo investigados, a Paraíba está, como todos os Estados brasileiros, na iminência de viver a fase mais aguda da pandemia. Nos próximos meses, milhares de paraibanos poderão ter que buscar as unidades de saúde à procura de atendimento.

Permanecer em casa, nesse momento, pode ajudar a salvar vidas. É um ato humano, de amor ao próximo, que precisa ser propagado. E vale reforçar: fique em casa! O Brasil, a Paraíba e sua cidade precisa disso.

Restaurantes e bares serão fechados em Campina Grande a partir de segunda-feira

Ônibus funcionarão com 30% da frota. Medidas fazem parte de ‘pacote’ para prevenir coronavírus e estimular o isolamento social

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

A partir da próxima segunda-feira (23) os restaurantes e bares de Campina Grande serão fechados e o transporte coletivo de passageiros, feito por ônibus, funcionará com uma frota reduzida de apenas 30%. A determinação é do prefeito Romero Rodrigues (PSD), após uma reunião com empresários do setor, e valerá até o dia 13 de abril. As medidas fazem parte de uma série de ações de prevenção ao coronavírus na cidade.

No caso dos restaurantes, os serviços de delivery continuarão sendo realizados. Pela manhã a prefeitura campinense já havia determinado o fechamento dos shoppings a partir da próxima segunda e à noite foi feito o anúncio de fechamento das lojas do Centro da cidade. Os parques da Liberdade e da Criança também serão fechados.

No caso do shopping popular Edson Diniz, localizado no Centro, a prefeitura também decidiu suspender as atividades, mas isentará os comerciantes do pagamento dos alugueis nesse período.

Em primeira votação à distância da história, senadores paraibanos aprovam decreto de calamidade

Votação aconteceu nesta sexta-feira. Veneziano Vital, Daniella Ribeiro e José Maranhão votam a favor da medida

Foto: Luiz Felipe Barbiéri/G1

O Senado aprovou, nesta sexta-feira (20), o projeto de decreto legislativo que reconhece o estado de calamidade pública no país em razão da pandemia de coronavírus. Projetos de decreto legislativo, como o votado nesta sexta, não precisam ser sancionados pelo presidente da República. Por isso, como já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, a matéria entrou em vigor ao ser publicada em edição extra do “Diário Oficial da União” (DOU) – pouco depois de encerrada a votação no Senado.

A votação foi à distância, realizada pela internet. Os três senadores paraibanos, Veneziano Vital (PSB), Daniella Ribeiro (Progressista) e José Maranhão (MDB) votaram a favor da medida. A análise do projeto aconteceu de forma remota, realizada sem a presença dos senadores no plenário.

O resultado já era esperado. O país enfrenta uma crise gravíssima, com desdobramentos ainda indefinidos e que demandam ações urgentes para minimizar o problema. Esta foi a primeira votação do tipo em 196 anos de história da Casa Legislativa.

Dos 81 senadores, os 75 que participaram da sessão foram favoráveis ao decreto. Três parlamentares não conseguiram votar porque não conseguiram se conectar ao sistema. O reconhecimento de calamidade pública permite que o governo aumente o gasto público e descumpra a meta fiscal prevista para o ano. O orçamento de 2020, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, admite déficit fiscal de até R$ 124,1 bilhões nas contas públicas.