Condenado a 161 anos, empresário da Famintos pede liberação de empresa para atuar na iniciativa privada

Frederico de Brito Lira afirmou, em juízo, que não mais participará de licitações e contratos com o poder público

Foto: Ascom

O empresário Frederico de Brito Lira, um dos 16 condenados na primeira sentença da Operação Famintos, desistiu de participar de qualquer tipo de negócios com o poder público que envolvam contratos e licitações. A decisão foi, inclusive, declarada em juízo por ele durante o seu interrogatório. Mas ele vai dar continuidade às atividades na iniciativa privada.

Os advogados do empresário ingressaram com um pedido, junto à 4ª Vara Federal, para que a Justiça autorize o funcionamento da empresa Frederico de Brito Lira ME para atuar na iniciativa privada. O empreendimento teve parte dos bens bloqueados pela Justiça, durante as investigações da Famintos.

“Preocupado com o estrito cumprimento da decisão judicial proferida no âmbito da referida medida cautelar, volta-se o presente petitório ao esclarecimento dos contornos práticos desta, precipuamente quanto a possibilidade de retorno do regular funcionamento da empresa Frederico de Brito Lira ME (São Pedro Comércio de Alimentos), inclusive com necessária movimentação do capital de giro da empresa e das respectivas contas bancárias, em valor que possibilite o regular custeio das atividades por esta desenvolvidas”, assinala o advogado Iarley Maia.

Foto: Reprodução

A Operação Famintos apura fraudes em licitações e contratos da merenda escolar em Campina Grande e já resultou na condenação de 16 pessoas, do núcleo empresarial, acusadas de integrarem o ‘esquema’. Os réus estão recorrendo da decisão ao Tribunal Regional federal (TRF5º). Frederico foi condenado a 161 anos em primeiro grau.

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