Programa de pós-graduação da UFCG perde 50 bolsas e tem maior ‘corte’ do país

Cortes foram feitos em 2019. Pró-reitoria da UFCG acredita que Capes não levou em consideração o desmembramento recente

Foto: Marinilson Braga/Ascom UFCG

Os cortes em bolsas de pós-graduação feitos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes), ano passado, atingiram diretamente as universidades do Nordeste e, também, as paraibanas. O Programa de Pós-Graduação de Engenharia Química, da UFCG, por exemplo, foi o que teve o maior número de baixas no país. Foram 50 bolsas canceladas.

Engenharia Química obteve nota 3 na última avaliação feita pela Capes e passou recentemente por um desmembramento, dando origem a dois outros programas de pós-graduação: de Engenharia de Processos e Engenharia de Materiais – este último com nota 5. O maior índice é 7. Atualmente a UFCG possui apenas um programa de pós-graduação com nota máxima, o de Engenharia Elétrica.

No total, 21 outros programas de pós-graduação da UFCG perderam bolsas, com cortes que atingiram um total de 218 projetos. “No caso de Engenharia Química, a Capes não levou em consideração que havia ocorrido esse desmembramento. Eles não consideraram que a partir dele surgiram outros dois e é preciso de tempo para que tudo seja reestruturado”, explicou ao blog o pró-reitor de pós-graduação da universidade, professor Benemar Alencar de Souza.

A região Nordeste foi, proporcionalmente, a mais prejudicada com os cortes nas bolsas. Foram canceladas 2.063 bolsas de universidades nordestinas, o que representa 12% do total. No Sudeste, foram 2.882 bolsas, 6% do total. Em todo o país, de acordo com dados divulgados pela Folha de São Paulo e obtidos através da Lei de Acesso à Informação, foram 7.590 cancelamentos.

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