Por conta de cenário nacional, Oposição de Campina ameaça ‘rachar’ nas eleições deste ano

Dirigentes do PT e PSB de Campina dizem que há dificuldade em apoiar possível candidatura do ‘Podemos’

Foto: Ascom

O grupo que faz oposição ao prefeito Romero Rodrigues (PSD), em Campina Grande, ameaça ir às urnas com mais de uma candidatura nas eleições deste ano. É que partidos de esquerda, como o PT, PSB, PC do B e PDT formalizaram a criação de um Fórum de discussões (Fórum Pró Campina), mas o ‘Podemos’ – legenda da pré-candidata à prefeitura e secretária de Estado, Ana Cláudia Vital do Rêgo (esposa do senador Veneziano Vital) – não foi incluído.

E mais: alguns dirigentes das legendas que integram o Fórum defendem a impossibilidade de apoio a uma eventual candidatura do ‘Podemos’, por conta do alinhamento do partido com o Governo Jair Bolsonaro.

“Não vejo a possibilidade diante do que o ‘Podemos’ representa para o cenário nacional. O ‘Podemos’ compõe a bancada de apoio a Bolsonaro, o PSB é oposição e em Campina não poderia ser diferente”, argumenta o vereador Anderson Maia (PSB).

O presidente municipal do PT, professor Hermano Nepomuceno, foi menos enfático. Mas não esconde que a dificuldade existe. “O fato de que o partido ‘Podemos’, não a figura de Ana Cláudia, integra a base de sustentação de Bolsonaro. É esse o problema que tem de ser discutido com o Podemos em Campina. Mas há espaço para discussão”, observou.

Questões ideológicas à parte, a verdade é que, semelhante ao que aconteceu em 2016, o grupo oposicionista deverá perder fôlego nas urnas – caso haja uma pulverização de candidaturas e discursos. O chamado ‘fogo amigo’, durante a campanha, é praticamente inevitável e pode resultar na ‘queima’ dos projetos oposicionistas na cidade.

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