STTP conclui licitação e vai pagar R$ 289 mil por ano a empresa da Zona Azul

Novo sistema será digital e mais transparente. Licitação foi feita por recomendação do Ministério Público

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

Depois de impugnações e adiamentos, a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) de Campina Grande concluiu, nesta sexta-feira (31), a licitação para contratar uma empresa de software para implantação de um novo sistema de Zona Azul da cidade. Pelo sistema, que passará a ser digital, o município vai pagar R$ 289 mil por ano.

A empresa Rizzo Parking and Mobile S/A foi a vencedora do certame e já faz um serviço semelhante em Campos do Jordão, interior paulista. A vencedora do pregão eletrônico apresentou um preço R$ 1 mil inferior à segunda colocada, a Serttel Soluções em Mobilidade e Segurança Urbana LTDA, que entrou com um pedido de impugnação após o resultado. O pedido ainda será analisado em três dias, para posteriormente o processo licitatório ser homologado.

Foto: Reprodução

O novo sistema será implantado depois de denúncias de má prestação de contas no atual modelo. “Com relação ao pessoal que será contratado esse será um passo seguinte, que ainda vamos discutir junto ao Ministério Público. Há pelo menos três alternativas que estão sendo estudadas e a ideia é não demitirmos ninguém, já que o terceiro setor é uma dessas possibilidades. O mais importante é que vamos ter um sistema mais transparente e eficiente para o cidadão”, comentou o superintendente da STTP, Félix Araújo Neto.

O Sistema atual da Zona Azul

Atualmente a Zona Azul em Campina é administrada por três associações: a União Campinense de Equipes Sociais (UCES), a Rede Nacional de Pessoas Vivendo e Convivendo com a AIDS (RNP) e a Cooperativa Paraibana de Pessoas com Deficiência. Juntas elas arrecadam, segundo estimativas da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), cerca de R$ 180 mil por mês.

Por ano, considerando um período de doze meses, os recursos ultrapassariam a cifra de R$ 2 milhões. Desde 2002, de acordo com o MP, a escolha das entidades que administram a Zona Azul tem sido feita por meio de convênios de cooperação – sem procedimento licitatório.

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