Denúncia de ‘fantasma’: Ludgério diz que foi vítima de “dossiês” e “interesses escusos”

Ludgério e Ivonete são acusados pelo MP de terem nomeado uma funcionária fantasma na Assembleia Legislativa

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

O deputado estadual Manoel Ludgério (PSD) publicou uma nota, no início da noite desta quarta-feira (29), após a divulgação da decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba que recebeu uma denúncia feita pelo Ministério Público contra ele e sua esposa, a presidente da Câmara de Campina Grande Ivonete Ludgério (PSD).  Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), o casal desviou verbas públicas da Assembleia Legislativa em proveito próprio a partir da nomeação de uma empregada doméstica para atuar em função de confiança na Assembleia Legislativa.

A empregada, no entanto, seria uma funcionária ‘fantasma’, pois nem sabia que tinha sido nomeada, e o deputado e a vereadora, segundo a acusação, ficavam com as verbas que deveriam ser recebidas por ela. Também é alvo da ação penal o assessor parlamentar Carlos Alberto André Nunes. Eles podem recorrer do recebimento da denúncia.
“Durante mais de quatro anos este inquérito tramitou no Ministério Público do Estado da Paraíba, neste período não foi arrolada uma única testemunha a não ser a narrativa da denunciante. Na fase do inquérito, sequer me foi dado o direito de ser ouvido pelo Ministério Público do Estado da Paraíba.  Agora sim, terei a oportunidade de exercer o direito à ampla defesa”, discorre a nota.

Confira a nota na íntegra:

Nota à imprensa e aos paraibanos.
Sinceramente sinto-me aliviado, pois deixo a condição de denunciado para exercer o direto a ampla defesa.
Durante mais de quatro anos este inquérito tramitou no Ministério Público do Estado da Paraíba, neste período não foi arrolada uma única testemunha a não ser a narrativa da denunciante.
Na fase do inquérito, sequer me foi dado o direito de ser ouvido pelo Ministério Público do Estado da Paraíba.
Agora sim, terei a oportunidade de exercer o direito à ampla defesa.
Toda a construção desta infundada denuncia, foi fruto de interesses escusos contrariados.
Desde 2014, quando rompi com o Sr. Ricardo Coutinho, eu e meus familiares passamos a ser perseguidos. Dois dossiês foram criminosamente produzidos, utilizados amplamente no guia eleitoral do então candidato a governador Ricardo Coutinho em 2014, ambos arquivados.
Dossiês não foram produzidos apenas contra mim e minha família, mas também contra várias autoridades deste Estado.
Não me submeti e não me submeterei jamais a chantagens de quem quer que seja.
Estou tranquilo, pois agora sim terei o direito de exercer a ampla defesa e o contraditório.
Deus no comando!
Manoel Ludgério

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