Ministro do STJ manda soltar ex-governador Ricardo Coutinho, prefeita do Conde e mais três

Ex-governador foi preso preventivamente na Operação Juízo Final, deflagrada na última terça-feira

Foto: Francisco França/Secom

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou soltar o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB). A decisão foi tomada na tarde deste sábado (21). O ex-governador foi preso preventivamente no âmbito da Operação Juízo Final, um desdobramento da Operação Calvário – que apura fraudes e pagamento de propina na Saúde e na Educação da Paraíba. A expectativa é de que a qualquer momento a decisão seja comunicada ao Tribunal de Justiça da Paraíba e o ex-governador seja solto.

O ex-governador Ricardo Coutinho chegou na Paraíba durante a madrugada de ontem, após desembarcar em Natal, no Rio Grande do Norte, vindo de Portugal, onde passava férias. Ele passou por audiência de custódia e foi encaminhado para a Penitenciária Média de Mangabeira, em João Pessoa. Além do ex-governador também tiveram pedidos de habeas corpus deferidos os investigados David Clemente Correia, Cláudia Veras, a prefeita do Conde Márcia Lucena e Francisco das Chagas Pereira.

A operação

A ação desencadeada nesta terça-feira (17) teve o objetivo, de acordo com a Polícia Federal, de combater uma organização criminosa atuante em desvio de recursos públicos destinados aos serviços de saúde no Estado da Paraíba, por meio de fraudes em procedimentos licitatórios e em concurso público, corrupção e financiamento de campanhas de agentes políticos, bem como superfaturamento em equipamentos, serviços e medicamentos.

A operação, realizada em conjunto com o o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado GAECO/PB, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União – CGU, apura desvio de recursos públicos na ordem de R$ 134,2 milhões, dos quais mais de R$ 120 milhões teriam sido destinados a agentes políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e 2018.

Preso pela Polícia Federal, prefeito de Uiraúna carregou propina na cueca

Dinheiro teria como destinatário o deputado federal Wilson Santiago, afastado do cargo pelo STF

As investigações da Operação ‘Pés de Barro’, deflagrada neste sábado (21) pela Polícia Federal e que apura o pagamento de propina na execução de obras no Sertão do Estado, revelam um modo ‘pouco usual’ de transportar o dinheiro recebido supostamente como propina. Equipes da Polícia Federal flagraram o prefeito da cidade de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, transportando R$ 25 mil na cueca. Os recursos seriam fruto de um esquema de pagamento de propina e teria como destinatário final o deputado federal Wilson Santiago (PTB), de acordo com a PF.

A entrega do dinheiro foi feita por um colaborador. O encontro entre os dois aconteceu em um hotel, na cidade de Sousa, no dia 23 de outubro deste ano, e foi monitorado por policiais federais – com autorização da Justiça.

No total, pelo menos 15 entregas de dinheiro estão sendo investigadas. Algumas delas teriam como destinatário o próprio prefeito João Bosco, preso neste sábado. Outras, o deputado federal Wilson Santiago, afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Evani Ramalho e Israel Nunes de Lima, ambos assessores de Santiago, e Severino Batista do Nascimento Neto, motorista de Bosco, também foram presos.

A operação

A operação tem como base um acordo de colaboração premiada. O colaborador disse à Polícia Federal que teria sido pressionado a pagar propinas de 10% ao deputado e 5% ao prefeito. Este último teria passado a receber os recursos a partir de 2017. As vantagens ilícitas, de acordo com a Polícia Federal, viriam de suposto superfaturamento das obras da Adutora de Capivara. O sistema adutor deve se estender do município de São José do Rio do Peixe-PB ao município de Uiraúna-PB, no Sertão da Paraíba.

As obras contratadas, inicialmente, pelo montante de R$ 24,8milhões já teriam permitido, de acordo com as investigações, a distribuição de propinas no valor R$ 1,2 milhão.

Nota do deputado Wilson Santiago:

Na manhã de hoje fomos surpreendidos por Operação da Polícia Federal. A operação em questão foi baseada na delação do empresário George Ramalho, o qual foi preso em abril de 2019 na Operação Feudo. Segundo as informações preliminares, o delator iniciou no segundo semestre de 2019 a construção de um roteiro, que servisse como base para acordo que lhe favorecesse na operação que foi alvo de prisão. O delator busca a todo momento, construir relações que possam nos implicar de forma pessoal e criminalizar o trabalho parlamentar.

Fica evidente, que o delator usa um princípio jurídico que veio para ser um instrumento de promoção de justiça, como artifício para favorecimento pessoal e evitar condenação na Operação Feudo. Temos certeza que esse tipo de ação criminosa será coibida. Não podemos aceitar que a ação política fique refém dessas práticas. Dessa forma, tomaremos as medidas cabíveis para que a verdade venha à tona, com o esclarecimento das questões objeto da investigação e nossos direitos sejam restabelecidos. Estamos à disposição da Justiça para colaborar em todo o processo.

Nota do prefeito de Uiraúna:

O prefeito constitucional de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, foi surpreendido na manhã desse sábado (21) com a ação da Polícia Federal em sua residência e na residência de pessoas ligadas ao deputado federal Wilson Santiago, contudo não se absteve em nenhum momento de colaborar com as investigações e cooperar com o Trabalho do Ministério Público Federal.

O Processo tramita em sigilo. O prefeito está nesse momento sendo conduzido à capital João Pessoa, acompanhado de seus advogados, para prestar os devidos esclarecimentos que forem necessários à Polícia Federal. Os advogados de defesa do prefeito no entanto não tiveram ainda acesso ao conteúdo dos autos na íntegra, por tanto maiores esclarecimentos só serão passados após análise total dos fatos.
O prefeito João Bosco Nonato Fernandes e seus advogados estão confiantes de que a inocência do mesmo acerca das acusações será provada e a verdade reestabelecida tão breve seja possível.

Nota de George Ramalho

Os advogados do Sr. George Ramalho Barbosa esclarecem que o ato de colaborar com a Justiça emana de profunda reflexão pessoal e familiar cujo objetivo se adstringe a corrigir condutas avaliadas como ilícitas e, pois, prejudiciais ao contexto da República.

Tal ato, considerando-se os personagens envolvidos (alvos da Operação “Pés de Barro”) e as práticas comezinhas que nenhum valor conferem à vida humana, redundou em adoção de cautelas a fim de salvaguardar a sua integridade física, assim como de seus familiares.
Afinal, diante do contexto de cleptocracia reinante, integrado também por parlamentares e políticos destituídos de compromissos para com a sociedade desvalida e sofrida, almeja-se que outras vítimas (empresários) também colaborem com as autoridades investigativas e com a Justiça.

O povo paraibano e, pois, brasileiro agradece!

 

Romero anuncia início do pagamento do 13º nesta sexta-feira, em Campina Grande

Prefeitura vai pagar hoje aos servidores das secretarias de Educação, Saúde, inativos e parte dos lotados em outras áreas da Administração

Foto: Blog Pleno Poder

O prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues anunciou, na manhã desta sexta-feira (20), o início do pagamento do 13º salário dos servidores públicos municipais. Hoje irão receber todos os servidores inativos (aposentados e pensionistas), além do pessoal das secretarias de Educação e da Saúde. Parte da folha referente às outras áreas da administração municipal será também contemplada com o depósito ainda nesta sexta.

A previsão é de que até o próximo dia 24 todo o restante da folha de pessoal da prefeitura também receba o pagamento do 13º salário. No total, serão aproximadamente R$ 31 milhões pagos. Na semana passada, Romero Rodrigues tinha anunciado que a quitação do décimo-terceiro dos servidores municipais de Campina Grande só ocorreria no dia 24 deste mês.

Em audiência de custódia, Justiça mantém prisão do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho

Decisão foi do juiz Adilson Fabrício, que presidiu audiência de custódia. Ricardo vai ser encaminhado para Penitenciária de Mangabeira

Foto: Valter Paparazzo

A prisão preventiva do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) foi mantida pela Justiça, na manhã desta sexta-feira (20). A decisão foi do juiz Adilson Fabrício, que presidiu a audiência de custódia na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Com isso, o ex-governador será encaminhado para a Penitenciária Média de Mangabeira, em João Pessoa.

Durante a audiência de custódia, a defesa de Ricardo Coutinho pediu a adoção de outras medidas cautelares ou o encaminhado dele para uma unidade militar do Estado, para permanecer custodiado. Mas os pedidos foram negados.

A prisão de Ricardo

O ex-governador Ricardo Coutinho chegou na Paraíba durante a madrugada, após desembarcar em Natal, no Rio Grande do Norte, vindo de Portugal, onde passava férias. O ex-governador é um dos alvos de prisão preventiva determinadas na Operação Juízo Final, um desdobramento da Operação Calvário. Com a prisão do ex-gestor, subiu para 14 o número de detidos na operação.

O advogado do ex-governador, Eduardo Cavalcanti, disse esperar que o pedido de habeas corpus protocolado no Superior Tribunal de Justiça seja julgado ainda nesta sexta. Por determinação da Justiça, o ex-governador deve ficar em cela distinta dos ex-auxiliares Gilberto Carneiro, ex-procurador-geral do Estado, e Waldson de Souza, ex-secretário das pastas de Saúde, Planejamento e Interiorização.

A operação

A ação desencadeada nesta terça-feira (17) teve o objetivo, de acordo com a Polícia Federal, de combater uma organização criminosa atuante em desvio de recursos públicos destinados aos serviços de saúde no Estado da Paraíba, por meio de fraudes em procedimentos licitatórios e em concurso público, corrupção e financiamento de campanhas de agentes políticos, bem como superfaturamento em equipamentos, serviços e medicamentos.

A operação, realizada em conjunto com o o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado GAECO/PB, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União – CGU, apura desvio de recursos públicos na ordem de R$ 134,2 milhões, dos quais mais de R$ 120 milhões teriam sido destinados a agentes políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e 2018.

Preso na Calvário, ex-governador Ricardo Coutinho passará por audiência de custódia às 10h

Audiência acontecerá na Câmara Criminal do TJPB. Ricardo chegou à Paraíba na madrugada desta sexta-feira (20)

Foto: Francisco França/Secom

O Tribunal de Justiça da Paraíba (JPPB) marcou para às 10h, desta sexta-feira (20), a audiência de custódia do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele chegou na Paraíba durante a madrugada, após desembarcar em Natal, no Rio Grande do Norte, vindo de Portugal, onde passava férias. O ex-governador é um dos alvos de prisão preventiva determinadas na Operação Juízo Final, um desdobramento da Operação Calvário. Com a prisão do ex-gestor, subiu para 14 o número de detidos na operação.

O advogado do ex-governador, Eduardo Cavalcanti, disse que Ricardo Coutinho se mostrou surpreso com o mandado de prisão. Ele disse esperar que o pedido de habeas corpus protocolado no Superior Tribunal de Justiça seja julgado ainda nesta sexta. Por determinação da Justiça, o ex-governador deve ficar em cela distinta dos ex-auxiliares Gilberto Carneiro, ex-procurador-geral do Estado, e Waldson de Souza, ex-secretário das pastas de Saúde, Planejamento e Interiorização.

A operação

A ação desencadeada nesta terça-feira (17) teve o objetivo, de acordo com a Polícia Federal, de combater uma organização criminosa atuante em desvio de recursos públicos destinados aos serviços de saúde no Estado da Paraíba, por meio de fraudes em procedimentos licitatórios e em concurso público, corrupção e financiamento de campanhas de agentes políticos, bem como superfaturamento em equipamentos, serviços e medicamentos.

A operação, realizada em conjunto com o o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado GAECO/PB, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União – CGU, apura desvio de recursos públicos na ordem de R$ 134,2 milhões, dos quais mais de R$ 120 milhões teriam sido destinados a agentes políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e 2018.

Operação Famintos: MPF denuncia dupla suspeita de criar empresária fictícia

Ivanildo Feliciano e Delmira de Oliveira teriam criado a empresária Delmira Feliciano Gomes, que só existiria no papel

Foto: Ascom

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Ivanildo Feliciano Gomes e Delmira de Oliveira Alves, responsáveis pela criação da pessoa física fictícia ‘Delmira Feliciano Gomes’ e da empresa de fachada ‘Delmira Feliciano Gomes ME’ – uma das empresas utilizadas pela organização criminosa para fraudar licitações. Com os dois, já são 18 denunciados na investigação da Famintos, que apura fraudes em licitações e desvios na merenda escolar. Nesta quinta-feira, o vereador Renan Maracajá e mais 15 foram condenados.

Os dois, Ivanildo Gomes e Delmira Alves, foram denunciados pelos crimes de falsidade ideológica e organização criminosa, sendo Delmira também denunciada pelo crime de lavagem de capitais. Ela concorreu para a dissimulação e ocultação de imóvel adquirido no Loteamento Bairro das Nações, em Campina Grande, em nome da empresa fictícia ‘Delmira Feliciano Gomes ME’ – de acordo com o MPF. Os denunciados foram alvo de mandados de busca e apreensão durante a 3ª fase da Operação Famintos, deflagrada em 26 de setembro de 2019.

Após a deflagração da 3ª fase, as investigações revelaram que a pessoa física Delmira Feliciano Gomes foi criada a partir de dados (foto e impressões digitais) da denunciada Delmira de Oliveira Alves. Para tanto, a denunciada utilizou-se do sobrenome do seu ex-companheiro, Ivanildo Feliciano Gomes, o responsável por providenciar e articular também os atos necessários para a criação da pessoa jurídica Delmira Feliciano Gomes ME.

Segundo o MPF, Ivanildo também foi o responsável por negociar o pagamento para abertura da empresa de fachada diretamente com Frederico de Brito Lira, real controlador e proprietário da empresa fictícia. Frederico Lira, líder da organização criminosa, foi alvo da primeira denúncia do MPF no âmbito da Operação Famintos e condenado a 161 anos de privação de liberdade.

Conforme apurado nas investigações, a empresa de fachada foi aberta com um capital de R$ 30 mil para comercializar produtos alimentícios, artigos de papelaria, equipamentos de escritório, cosméticos e domissanitários. Informações da Receita Federal indicaram que a empresa fictícia Delmira Feliciano Gomes ME movimentou, entre os anos de 2013 e 2015, cerca de R$ 19.091.511,95. Ainda conforme o Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias (Simba), a conta corrente da empresa de fachada recebeu, no período de 9/4/2013 a 17/1/2017, créditos na soma de R$ 25.232.470,65 e teve débitos no mesmo valor, característica típica de conta de passagem, o que reforça a natureza fantasma da empresa.

Lavagem de capitais

Por meio da empresa de fachada, Frederico Lira adquiriu imóvel (terreno) com parte dos rendimentos ilícitos obtidos através da organização criminosa e, na sequência, construiu no terreno quatro casas que foram vendidas, através do programa Minha Casa, Minha Vida, por R$ 125 mil, R$ 120 mil, R$ 122.500,00 e R$ 128 mil.

A operação 

Deflagrada em sua primeira fase em 24 de julho de 2019, com a segunda fase tendo ocorrido no dia 22 de agosto, e a terceira em 26 de setembro, a Operação Famintos iniciou-se no âmbito do Ministério Público Federal a partir da Notícia de Fato 1.24.001.000119/2018-12 e prosseguiu por meio do Inquérito Policial 119/2018.

De acordo com o que foi apurado até aqui pelo MPF, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Escritório de Pesquisa e Investigação da 4ª Região Fiscal (Espei) da Receita Federal, pelo menos desde 2013 a organização criminosa criou uma rede de pessoas jurídicas de fachada para participar de procedimentos licitatórios em vários municípios do estado, principalmente em Campina Grande, sobretudo para a compra de merenda escolar com recursos provenientes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Justiça condena Renan Maracajá e mais 15 na Operação Famintos

Sentença foi publicada na tarde desta quinta-feira, pelo juiz Vinícius Costa Vidor. Confira as penas

O juizo da 4ª Vara da Justiça Federal publicou, na tarde desta quinta-feira (19), a primeira sentença oriunda da Operação Famintos, que investiga desvios de recursos públicos e fraudes em licitações em Campina Grande. Foram condenados o vereador Renan Maracajá e mais 15 denunciados pelo MPF.

Foram Condenados:

Frederico de Brito Lira – 161 anos

Luiz Carlos Ferreira de Brito Lira – 14 anos e 4 meses

Flávio Souza Maia – 47 anos 10 meses 24 dias

Rosildo de Lima Silva – 12 anos 8 meses e 15 dias

Renato Faustino da Silva – 12 anos 7 meses e 15 dias

Severino Roberto Maia de Miranda Lira – 72 anos e 9 meses

Katia Suênia Macedo Maia – 5 anos de reclusão

Marco Antonio Querino da Silva – 47 anos, 9 meses e 10 dias

Arnóbio Joaquim Domingos da Silva – 5 anos 5 meses e 15 dias

Josivan Silva – 13 anos e 10 meses

Ângelo Felizardo do Nascimento – 18 anos e 2 meses

Renan Tarradt Maracajá – 36 anos e 10 meses

Pablo Allysson Leite Diniz – 16 anos e 2 meses

Lisecílio de Brito Júnior – 14 anos e 7 meses

André Nunes de Oliveira Lacet – 5 anos e 10 meses

Severino França de Macedo Neto – 16 anos e 2 meses

 

Confira o dispositivo da sentença:

 

 

 

 

Em vídeo, delator da Calvário fala de propina para campanha de Romero em Campina Grande

Prefeitura de Campina nega e afirma que nunca teve contratos com organizações sociais investigadas. Veja vídeo da delação

Foto: Ascom

Um vídeo, divulgado pelas TV’s Cabo Branco e Paraíba com exclusividade, mostra parte do depoimento de um dos delatores da Operação Calvário, Daniel Gomes da Silva. No trecho ele fala sobre o suposto pagamento de propina de R$ 150 mil para a campanha do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. A informação foi publicada desde ontem pelo Blog e faz parte da representação, feita pelo Gaeco do Ministério Público, com os pedidos de busca e apreensão e de prisão no âmbito da Operação Juízo Final, desencadeada nesta terça-feira (17).

Na delação, ele também confirma o pagamento de propina para o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e outros agentes políticos. Confira no Blog de Suetoni Souto Maior. 

De acordo com o MP, a solicitação de “adiantamento de propina” teria sido pedida por Jovino Machado Neto. Em contrapartida, o município de Campina Grande aprovaria leis que possibilitassem a atuação de Organizações Sociais na gestão municipal. No documento, não há a especificação de para qual campanha (2012 ou 2016) o suposto pedido teria sido realizado. No documento, o MP não confirma que o pagamento teria de fato acontecido. O caso está sob investigação.

Veja o vídeo:

 

Em nota, a prefeitura de Campina Grande informou que o município jamais teve contratos firmados com Organizações Sociais investigadas pela Operação Calvário. De acordo com a prefeitura, a gestão municipalizou serviços e hospitais.

Confira a nota oficial da Prefeitura de Campina Grande

N O T A

​A Prefeitura de Campina Grande vem a público prestar os seguintes esclarecimentos a respeito de uma possível citação do nome do prefeito Romero Rodrigues na colaboração premiada do Sr. Daniel Gomes, da Cruz Vermelha, citando suposta doação de R$ 150 mil para uma de suas campanhas eleitorais em Campina Grande:

1) O prefeito Romero Rodrigues jamais aceitou contribuição financeira para qualquer de suas campanhas em troca de possíveis favores futuros a grupos empresariais.

2) Caso houvesse minimamente qualquer procedência em relação à citação do Sr. Daniel Gomes, a contrapartida apontada na colaboração premiada do empresário – a contratação da OS Cruz Vermelha no âmbito do Município de Campina Grande – teria sido consolidada, o que JAMAIS ocorreu. Até mesmo uma lei aprovada e que permitia a terceirização de serviços em várias áreas foi revogada pelo prefeito, tão logo assumiu em 2013, de forma unilateral e firme, sem deixar brechas para quaisquer iniciativas nesse sentido.

3) O prefeito Romero Rodrigues rechaça, veementemente, qualquer insinuação sobre seu envolvimento, direto ou indireto, em quaisquer esquemas de desvios de dinheiro público e, nesse caso particular, a própria opção político-ideológica de seu governo em prol do fortalecimento do patrimônio do Município evidencia a nítidaimprocedência da informação.

4) Bem ao contrário de investir recursos públicos na contratação de Organizações Sociais suspeitas, o prefeito Romero Rodrigues fez a opção, sim, pelo caminho oposto, na área de Saúde: municipalizouos hospitais Pedro I e Dr. Edgley, além de promover a aquisição patrimonial da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), hoje transformada em Centro Especializado de Reabilitação – uma das referências no Brasil na atenção às crianças e jovens com deficiência.

5) Na prática, o caminho por municipalizar serviços mostrou-se muito mais saudável do ponto de vista institucional e menos danoso ao erário do que a opção fácil e perigosa da terceirização, na avaliação do prefeito.

6) Colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades para prestar todo e qualquer esclarecimento a respeito de qualquer informação que diga respeito à sua conduta na vida pública, o prefeito Romero Rodrigues, de peito aberto e consciência tranquila, reafirma sua confiança nos rumos das investigações, principalmente quando se tratar de separar o joio do trigo e confirmar a lisura e inocência dos que estão sendo levianamente levados à vala comum das suspeitas e acusações sem provas e consistência.

Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande

TRF manda soltar único empresário que continuava preso na Operação Famintos

Frederico de Brito Lira estava preso desde o mês de julho. Ele é apontado nas investigações como um dos líderes do núcleo empresarial

Foto: Ascom

O Tribunal Regional Federal (TRF) mandou soltar o empresário Frederico de Brito Lira, apontado pelas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) como um dos líderes do grupo empresarial investigado na Operação Famintos – que apura fraudes da merenda em Campina Grande. A decisão aconteceu na manhã desta quinta-feira (19) e atendeu a um pedido feito pela defesa do empresário, coordenada pelos advogados Iarley Maia e Geilson Salomão.

Frederico de Brito Lira era o único integrante do núcleo empresarial, composto por 16 empresários, que continuava preso. Ele foi denunciado por fraudes em licitações em contratos da merenda escolar de Campina Grande, juntamente com outras 15 pessoas.

Ao ser interrogado pela Justiça Federal, o empresário admitiu que terceirizou as empresas Delmira Feliciano Gomes e Rosildo de Lima Silva, que mantinham contratos com várias prefeituras paraibanas para o fornecimento de alimentos e merenda escolar. O empresário disse que ficava responsável pela logística da distribuição da merenda e Flávio tomava conta das licitações e documentos.

Ele também disse que fez uma “profilaxia espiritual e mental” durante o período em que esteve preso. “Encerrei as minhas atividades. Vou buscar qualquer outra atividade, menos vínculo com órgão público”, disse no interrogatório.

Operação Famintos

As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.

Além da merenda escolar, as contratações incluíam o fornecimento de material de higiene e de limpeza para outras áreas de governo (Saúde, Assistência Social e outras áreas). A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

Após ‘terremoto’ da Calvário, João nomeia novos nomes para o Governo

Ronaldo Guerra vai acumular funções. Lídia Moura foi nomeada como nova secretária da Mulher e da Diversidade

Foto: Ascom

Depois de um verdadeiro ‘terremoto’ provocado pela Operação Juízo Final, um desdobramento da Operação Calvário na última terça-feira (17), o governador João Azevêdo promoveu mudanças no Governo. Ele nomeou Ronaldo Guerra, atual chefe de seu gabinete, para ocupar cumulativamente o cargo de secretário Chefe do Governo.

Ronaldo Guerra vai substituir Edvaldo Rosas, que foi exonerado após ser alvo das investigações da Calvário. A nomeação foi publicada na edição desta quinta-feira (19), do Diário Oficial do Estado.

Também foi publicada a exoneração, a pedido, de Gilberta Soares do cargo de secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana. Ela foi substituída por Lídia Moura, que era secretária executiva da pasta.

Mudança na PBGás

Investigada na Operação Calvário, Tatiana Domiciano foi exonerada do cargo de  presidente da PBGás. Ela foi citada nas investigações como sócia da Lifesa. Tatiana teria atuado na Secretaria de Comunicação, no Hospital de Trauma e na Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep).  Assumirá o comando da PBGás a diretora administrativa da empresa, Taciana Danzi Oliveira.