Política 12:40

Sufocadas com dívidas, 8% das prefeituras da Paraíba vão atrasar 13º e 28,8% não fecharão contas

Estudo da CNM revela ‘rombo’ em gestões municipais. Atrasos podem deixar milhares de servidores públicos municipais em dificuldade

Presidente da Famup defende melhor distribuição de recursos no Pacto Federativo. Foto: Ascom

Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela uma realidade preocupante nas contas públicas dos municípios paraibanos. De acordo com os dados, 8% das prefeituras do Estado irão atrasar o pagamento do 13º salário e 28,8% irão terminar o ano no ‘vermelho’, sem conseguirem fechar as contas.

A ‘saúde financeira’ dos municípios foi amenizada com o pagamento do extra de 1% referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), na semana passada. Com isso, 97,5% das gestões paraibanas garantem que irão pagar o 13º salário aos servidores municipais.

“Isso demonstra como as prefeituras estão endividadas ou no limite financeiro para o cumprimento de suas obrigações. Precisamos rever nosso pacto federativo para garantir que a partilha de recursos seja justa para todos os entes”, argumentou George Coelho, presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup).

Décimo terceiro

Ainda em relação ao pagamento do 13º salário, foi constatado que 54,4% dos municípios paraibanos pesquisados optaram pela parcela única. Para esses, 73% farão o pagamento único até 20 de dezembro. Dos municípios que optaram por parcelar o pagamento do 13º salário, um total de 94,4% responderam já ter pago a primeira parte e 4% disseram pagar até o dia 20 de dezembro.

Segundo o estudo, diante do cenário financeiro e do aumento de responsabilidades aos municípios, uma das soluções encontradas para não ocorrer o atraso da folha de pagamentos de pessoal é a postergação dos pagamentos a fornecedores. Na Paraíba, 65% dos municípios pesquisados disseram que estão em atraso com o pagamento.

Cortes

Os dados mostram ainda que algumas prefeituras cortaram gastos diante da crise, mas 28,8% disseram que não vão conseguir fechar as contas este ano. Das prefeituras ouvidas, 99 disseram que reduziram o quadro de funcionários; 55 desativaram veículos; 37 desativaram equipamentos; 51 alteraram o horário de expediente, 125 reduziram despesas de custeio; 13 reduziram salários dos prefeitos e vereadores; 102 reduziram cargos comissionados e 12 chegaram a suspender prestações de serviços como a coleta de lixo.

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