Após surto de microcefalia, Campina Grande é premiada em Brasília por combate ao mosquito da dengue

Cidade foi pioneira com primeira ação judicial no Brasil que autorizou o arrombamento de imóveis fechados, na procura por focos do aedes aegypti

Foto: Ascom

Depois de registrar um surto de casos de microcefalia, em 2014, Campina Grande é premiada na 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças, por ações desenvolvidas no combate ao mosquito aedes aegypti – transmissor do mosquito da dengue, da zika e de outras doenças. A premiação aconteceu em Brasília e a cidade se destacou na região Nordeste.

O prêmio levou em consideração os anos de 2015, 2016 e 2017. O município também alcançou a cobertura de vacinas para crianças; atingiu a meta de vistoriar 80% das residências do município, nos levantamentos de infestação do Aedes aegypti; diminuiu a taxa de mortalidade prematura de doenças crônicas não transmissíveis; baixou a taxa de mortalidade de incidência de sífilis congênita em crianças; reduziu o número de pessoas com tuberculose e aumentou a proporção de cura; e passou a informar, mais rapidamente, os registros de óbitos e de nascimentos na cidade ao Ministério da Saúde.

O município foi o primeiro a conseguir na Justiça o direito de arrombar imóveis fechados, durante as inspeções à procura de focos do mosquito. Na época, a medida se tornou referência para outras ações judiciais semelhantes no país inteiro.

“Esse é o resultado de um trabalho muito intenso de vigilância em saúde, de prevenção e promoção à saúde, um trabalho estratégico de toda a equipe para estar sempre um passo à frente dos problemas, para prevenir, como também para atuar solucionando, melhorando e dando condições aos moradores de acesso aos serviços de saúde”, avaliou a secretária municipal de Saúde, Luzia Pinto.

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