Com folhas de pessoal elevadas, cidades da Paraíba atrofiam em gestão fiscal

Apenas três cidades possuem autonomia financeira. Gastos com pessoal consomem recursos e fragilizam gestões

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

O retrato dos municípios paraibanos, trazido pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal, é preocupante. Os dados revelam que as gestões municipais continuam privilegiando a contratação exagerada de servidores públicos, inchando a folha de pessoal das prefeituras, em detrimento da realização de investimentos. O resultado disso são municípios sem a capacidade mínima de custear as próprias despesas e, em alguns casos, vivendo apenas às custas de repasses vindos de outros entes públicos.

Para se ter uma ideia, 83,4 % dos municípios da Paraíba estão em situação crítica ou em dificuldade quando o assunto é gasto com pessoal. 70,4% possuem dificuldades em realizar investimentos e apenas três – João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo – têm autonomia financeira capaz de custear a máquina pública.

Um levantamento recente, feito pelo Blog, mostra que os municípios paraibanos têm mais de 55 mil servidores com contratos precários, vinculados às administrações públicas por excepcional interesse público. São pessoas à disposição das gestões municipais que não têm direito a férias ou 13º salário – em alguns casos, ‘apadrinhados’ políticos.

Os números da Firjan trazem de forma escancarada uma ‘lógica’ que precisa ser combatida e modificada. As prefeituras não podem servir apenas de cabide de emprego, mas devem enxugar as suas folhas e adotar programas e ações que tragam desenvolvimento, emprego e renda para os munícipes. Os dados estão aí, basta agora uma mudança de postura.

MP pede manutenção de pena para dupla que matou bombeiro em Batalhão da Paraíba

Defesa dos réus recorreu da condenação. Procurador diz que réus assumiram risco de matar dentro do Batalhão

Foto: Ascom

Um parecer do Ministério Público (MP) pede a manutenção da condenação de dois dos acusados de envolvimento na morte do sargento Josélio de Sousa Leite, do Corpo de Bombeiros da Paraíba. A vítima foi assassinada em agosto do ano passado, durante um assalto na sede do Batalhão onde ele trabalhava – no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. O bombeiro estava na guarita da unidade, quando foi abordado pelos criminosos.

Segundo a denúncia, foi Jonas Ribeiro Sobrinho que anunciou o assalto e atirou contra o sargento do Corpo de Bombeiros. Depois disso, ele roubou a arma da vítima. Jonas foi condenado a 24 anos de prisão. Já Natan Afonso de Carvalho foi condenado a 21 anos. Ele pilotava a moto usada na ação. A defesa dos dois recorreu da condenação, alegando que eles não teriam tido a intenção de cometer o latrocínio.

Mas para o procurador do MP, Luciano Almeida Maracajá, a dupla assumiu o risco de matar o sargento – já que tinham conhecimento de que ele estava armado e dentro de uma unidade militar. “Pelas provas dos autos, os acusados em função das circunstâncias que envolviam o roubo da pistola de um bombeiro militar, dentro de um Batalhão do Corpo de Bombeiros, assumiram, em coautoria, o risco de produzir o resultado morte”, observou o procurador.

O caso

O sargento dos Bombeiros, Josélio Leite, foi morto a tiros dentro do quartel no bairro de Mangabeira, em João Pessoa – durante um assalto que tinha por objetivo roubar a arma da vítima. O roubo teria tido a participação de um presidiário que cumpre pena alternativa por tráfico de drogas, realizando serviços diários de faxina no local onde o bombeiro militar trabalhava.

Ex-candidato a prefeito de Campina Grande, empresário Artur Bolinha se filia ao PSL

Bolinha disse que será um “soldado” para fortalecer a legenda na Paraíba

Foto: Ascom

Após disputar por duas vezes a prefeitura de Campina Grande, em 2012 e 2016, o empresário Artur Bolinha se filiou nesta sexta-feira (01) ao PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Com uma proposta liberal, o empresário defendeu um modelo de gestão que tenha como foco a geração de empregos. A filiação aconteceu na sede da Associação Campinense de Imprensa (ACI), às margens do Açude Velho.

Bolinha chega ao PSL no momento em que o partido enfrenta uma série de problemas e disputas internas pelo controle da legenda em âmbito nacional, assim como denúncias de ‘rachadinhas’ e candidaturas laranjas em outros Estados do país – durante as últimas eleições. O empresário já foi filiado ao PTB e ao PPS.

“Serei mais um soldado no fortalecimento da legenda em Campina Grande e na Paraíba. Os partidos que a gente vai sentar para tentar construir uma aliança vão ser do campo de pensamento liberal, conservador. Campina precisa de emprego para voltar a ser protagonista a nível estadual”, comentou Bolinha, que é pré-candidato a prefeitura nas próximas eleições.

Interrogatório na Justiça: empresários da Famintos descrevem ‘empresária fictícia’

“Gordinha”, “morena”, “estatura mediana”, descreveram Flávio Maia e Frederico Lira em depoimento. Veja os vídeos

Para MPF e PF, dona da empresa Delmira só existiu no papel. Foto: Blog Pleno Poder

Desde que foram divulgadas as primeiras informações sobre a ‘Operação Famintos’, a existência de empresárias fictícias sempre chamou muito a atenção dos investigadores. Elas só existiriam no papel e teriam sido criadas para figurarem como donas de empresas milionárias. Segundo a Polícia Federal, o ‘esquema’ teria criado a pessoa física Delmira Feliciano Gomes, que era proprietária (no papel) da empresa Delmira Feliciano Gomes, que recebeu mais de R$ 10 milhões em contratos com várias prefeituras paraibanas. 

Durante os interrogatórios na Justiça, na semana passada, os empresários Frederico de Brito Lira e Flávio Souza Maia, que segundo o MPF administrariam o empreendimento, descreveram a mulher que seria Delmira Feliciano Gomes. Os investigadores irão tentar entender, agora, se alguém se passou por Delmira Feliciano Gomes sem o conhecimento dos empresários; ou se os depoimentos apenas descreveram uma pessoa que nunca existiu.

“Reconheço e tratei com ela várias vezes. Ela sempre se apresentava ela e Milton. Senhora de baixa estatura, de cor morena e cabelos pretos. Tinha época em que ela usava óculos. Tinha época que estava sem óculos. Pessoa de estatura mediana que tinha porte normal. um metro e sessenta, um metro e cinquenta e cinco. Idade na faixa etária entre 35 e 40 anos”, relatou em juízo Frederico Lira.

Já Flávio Maia disse que Delmira Feliziano era “uma pessoa de estatura média, gordinha, olhinho puxado. Na época tinha cabelo cumprido, amarrado com totozinho para trás. Nunca deslumbrei, na minha mente, que Delmira não fosse Delmira. Nunca imaginei que fosse outra pessoa. Sempre vi aquela pessoa como Delmira”, afirmou o empresário.

 

Adversários em Campina, Cunha Lima e Veneziano se unem contra ‘discurso’ de Eduardo Bolsonaro

Pedro e Veneziano repudiaram declarações do filho do presidente sobre o AI5

Fotos: Arquivo Jornal da Paraíba

Adversários históricos na política de Campina Grande, o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) e o senador Veneziano Vital (MDB) se uniram contra as declarações do deputado federal e filho do presidente da República, Eduardo Bolsonaro (PSL). Eduardo disse, em entrevista à jornalista Lêda Nagle nesta quinta-fera (31), que se a esquerda “radicalizar” no Brasil uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”. A declaração do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez uma alusão às manifestações populares do Chile, promovidas por setores da Esquerda.

“Temos a obrigação de cultuar e proteger as liberdades individuais, a democracia, a tolerância, o não uso da violência”, protestou Cunha Lima nas redes sociais. Já Veneziano lembrou as mortes ocorridas durante a ditadura militar e disse que “todos nós temos que repudiar esse tipo de comportamento, reagir a esse tipo de conduta e de fala”.

O Ato Institucional 5 (AI-5) foi baixado no dia 13 de dezembro de 1968, durante o governo de Costa e Silva, um dos cinco generais que governou o Brasil durante a ditadura militar (1964-1985). É considerado o período mais ‘duro’ do Regime Militar’ no Brasil e serviu de base para justificar dezenas de prisões arbitrárias no país.

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