Ministério Público investiga servidora ‘fantasma’ em cemitério de cidade da Paraíba

Denúncia é de que coveira receberia da prefeitura de Pedra Branca sem trabalhar. Prefeito contesta e diz que há prestação de serviço

Foto: Francisco França/Arquivo Jornal da Paraíba

Grande parte das pessoas tem medo de fantasmas. E quando o assunto é ir ou permanecer por muito tempo dentro de um cemitério, esse temor é ainda mais acentuado. Os moradores da cidade de Pedra Branca, no Sertão do Estado, têm motivos para ter ainda mais receio. É que o Ministério Público está investigando a existência de pelo menos 5 servidores ‘fantasmas’ na prefeitura. Entre eles uma funcionária que ocupa o cargo de coveira e receberia sem trabalhar.

A investigação foi iniciada com a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal, assinado pelo subprocurador-geral de Justiça Alcides Orlando de Moura Jansen.  De acordo com a denúncia, apresentada ao MP, os servidores receberiam sem prestar serviços ao município. Além da coveira, o pai do atual prefeito da cidade, Allan Feliphe Bastos de Sousa, também é citado como possível ‘servidor fantasma’.

O prefeito nega a existência dos servidores fantasmas. Ele disse que setores da oposição teriam criado a denúncia para tentar atrapalhar a Administração Municipal. “Eu jamais deixaria que isso acontecesse. Todos os servidores citados trabalham na prefeitura e são efetivos. Todos prestam serviço. Meu pai, por exemplo, é professor efetivo e está à disposição do Gabinete porque já foi prefeito e vereador da cidade e é uma pessoa com experiência administrativa”, explicou Allan Feliphe.

Com relação à coveira, o prefeito disse que ela fica encarregada de encaminhar as certidões e os sepultamentos que acontecem na cidade. “Ela trabalha sim e toma conta de toda a papelada de certidões na hora em que uma pessoa morre”, argumentou. A investigação do Ministério Público está apenas no início. Resta saber se os investigadores irão encontrar, ou não, fantasmas no cemitério do município de Pedra Branca. Ou se tudo não passará de uma ‘lenda urbana’.

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