Diante do crescimento de casos, UEPB cria Observatório do Feminicídio da Paraíba

Feminicídios cresceram 53% em um ano na Paraíba. Observatório terá nome de professora da UEPB que foi assassinada

Foto: Ascom

Entre os anos de 2017 e 2018 os casos de feminicídio na Paraíba aumentaram 53%, conforme dados do Anuário Brasileiro da Violência 2019. O cenário fez a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) criar o Observatório do Feminicídio da Paraíba, que vai desenvolver ações e atividades para tentar combater e evitar novos casos. A resolução do Consuni que institui a entidade foi publicada no Diário Oficial do Estado de sábado (19).

O Observatório será chamado de professora Bríggida Rosely de Azevedo Lourenço, que foi morta pelo fotógrafo Gilberto Stuckert em 2012. Bríggida era docente do Curso de Arquivologia, do Campus de João Pessoa. O crime teve grande repercussão, sendo o acusado condenado a 17 anos e 6 meses de prisão em júri popular. 

“O Observatório deve se constituir num espaço de reflexão e de ações e/ou atividades acadêmicas, de caráter interdisciplinar, congregando docentes pesquisadores/as, técnicos/as administrativos/as e discentes que tenham interesse ou envolvimento com os objetivos e desafios do Observatório. Caberá a UEPB induzir projetos relacionados com o enfrentamento do Feminicídio, por meio dos programas  institucionais existentes ou de outros, eventualmente criados para fomentar as atividades e as ações objeto do presente Observatório”, discorre a resolução do Consuni que cria a entidade.

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