Posse na Fiep: Buega diz que vai priorizar formação de técnicos para indústria da Paraíba

Presidente da FIEP está no comando da entidade desde 1995 e foi reeleito com apoio expressivo do setor

Foto: Blog Pleno Poder

Em um cenário econômico que dá ainda lentos sinais de recuperação, os desafios de liderar o setor industrial paraibano parecem ser muitos. Mas o presidente reeleito da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEP), Buega Gadelha, elegeu uma prioridade: a capacitação e formação de técnicos para a Indústria do Estado. A meta foi apresentada por ele na manhã desta quarta-feira (25), quando tomou posse para mais um mandato no comando da Fiep. O empresário está desde 1995 na presidência da entidade.

“Agora é reforçar, preparar cada vez mais técnicos competentes para impulsionar o desenvolvimento da indústria paraibana. Nosso objetivo é termos profissionais com atuação dentro da revolução 4.0 da indústria, porque embora estejamos atravessando um período ainda diferente, no campo da economia, mas as expectativas são boas”, comentou Buega.

Ao tomar posse ele fez um balanço do comportamento da indústria do Estado ano passado. “Os setores de calçados, metalmecânica, têxtil e mineração foram os mais destacados”, observou Buega, defendendo investimentos na construção civil como forma de impulsionar a cadeia produtiva industrial.

Buega Gadelha ficará na presidência da Fiep até 2023. Hoje a indústria paraibana emprega aproximadamente 105 mil trabalhadores, sendo responsável por mais de 20% dos empregos com carteira assinada na Paraíba.

FIEP empossa Buega Gadelha e nova diretoria nesta quarta-feira, em Campina Grande

Empresário teve o apoio expressivo do setor e está no comando da entidade que representa a indústria desde 1995

Foto: Ascom

O empresário Francisco de Assis Benevides Gadelha, Buega Gadelha, toma posse nesta quarta-feira (25) para mais um mandato à frente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP). A posse acontecerá às 11h, no Auditório da entidade em Campina Grande. Além dele, serão empossados os novos membros da diretoria, em uma cerimônia que reunirá empresários, lideranças industriais da Paraíba e autoridades políticas.

Reeleito para o sexto mandato, Buega está no comando da entidade desde 1995 e conta com o apoio expressivo do setor. Ele ficará no cargo até 2023. “A indústria paraibana é responsável pela geração de emprego de aproximadamente 105 mil trabalhadores, e 20,8% dos empregos com carteira assinada na Paraíba e, ainda, somos o Estado com melhor remuneração industrial da região Nordeste”, comentou Buega.

“Neste novo mandato vamos nos aproximar cada vez mais de todas as entidades do Estado, para que nós possamos construir, realmente, uma Paraíba em que todos se reconheçam e saibam qual é o seu papel no desenvolvimento da sociedade paraibana”, enfatizou o presidente reeleito.

A novidade desta eleição é que a chapa eleita é composta por três vice-presidentes executivos, representando cada uma das regiões da Paraíba. Na composição existem ainda secretários, tesoureiros, diretores, membros do Conselho, e Delegados-representantes junto ao Conselho da Confederação Nacional da Indústria – CNI.

MPF investiga uso de R$ 2 milhões do Fundeb em obras de pavimentação na Paraíba

Caso teria acontecido na cidade de Água Branca, no Sertão do Estado. Recursos deveriam ser aplicados em Educação

Foto: Ascom MPF

Um inquérito civil público, instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro, está investigando a denúncia de uso indevido de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) em obras de pavimentação de ruas. O caso teria acontecido na cidade de Água Branca, no Sertão do Estado, no fim de 2016.

A denúncia foi feita ao MPF pela atual gestão do município e relata que o ex-prefeito, Tarcísio Alves Firmino, teria utilizado R$ 2,1 milhões do Fundeb para pavimentar ruas da cidade. Os serviços de pavimentação foram licitados e executados nos últimos meses do mandato do ex-prefeito no comando da prefeitura, após o resultado das eleições municipais.

Os recursos, conforme a representação, eram provenientes de um precatório judicial do orçamento do Fundeb, liberado pela 11ª Vara da Justiça Federal. O Blog ainda não conseguiu falar com o ex-prefeito Tarcísio Alves sobre o assunto.

O Fundeb

Os recursos do Fundeb têm destinação determinada. Devem ser utilizados em ações de melhoria da qualidade do ensino na Educação Básica (da creche ao ensino médio) e não podem ser usados, por exemplo, para construção de casas populares, calçamento ou obras de esgotamento sanitário.

A destinação dos investimentos é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. O Fundeb está em vigor desde 2007.

Campina terá rua com nome Gabriel Diniz e condomínio do Aluízio Campos denominado Shaolin

Condomínios do Aluízio Campos terão nomes de outros artistas campinenses, como Marinês, Jackson do Pandeiro e Mestre Duduta

Foto: Reprodução Redes Sociais

O cantor Gabriel Diniz sempre teve uma ligação muito forte com Campina Grande. Quando se apresentou no ‘Maior São João do Mundo’ fez questão de lembrar, por várias vezes, que estudou boa parte de seus anos na cidade. Agora o nome dele será ‘imortalizado’ e servirá para designar uma das ruas campinenses. A determinação está publicada no Semanário Oficial do município dessa semana.

Além de Gabriel Diniz, um outro artista campinense será homenageado. José Ribeiro da Silva, o ‘Mestre Duduta’, também terá o nome empregado em uma das ruas da cidade. Gabriel morreu vítima de um acidente aéreo, no mês de maio deste ano. Já Duduta morreu aos 84 anos, em julho do ano passado.

 

Shaolin e Marinês homenageados

Na lista de famosos agraciados também estão a cantora Inês Caetano de Oliveira – Marinês – e o humorista Francisco Josenilton Veloso, o Shaolin. Ambos darão os nomes a dois dos oito condomínios de apartamentos do Complexo Aluízio Campos. As designações também foram publicadas no Semanário Oficial da prefeitura.

Além deles, também darão nome aos condomínios do Aluízio Campos: Jackson do Pandeiro, Antônio Barros e Cecéu, Gabimar Cavalcante, radialista Hilton Mota, José Ribeiro da Silva (Mestre Duduta) e o poeta José Laurentino.

TJ abre processo disciplinar contra ex-chefe de cartório condenado em ‘esquema’ de alvarás

Valdênio de Jesus Vilar foi condenado por peculato. Ele teria envolvimento na falsificação da assinatura de uma juíza de Sousa

Foto: Ascom

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do ex-chefe de cartório Valdênio de Jesus Vilar Silva, condenado pelo crime de peculato no início deste mês. Ele é acusado de envolvimento em um ‘esquema’ que teria falsificado assinaturas de uma juíza para retirar valores em alvarás judiciais, no Sertão do Estado. As fraudes teriam ocorrido nos anos de 2017 e 2018, na 4ª Vara da cidade de Sousa.

Valdênio foi condenado a 13 anos, 04 meses e 28 dias de prisão em regime inicial fechado, além de multa e a perda do cargo público de servidor da Justiça estadual.  O processo administrativo iniciado pelo Tribunal vai investigar se a conduta do servidor feriu os Artigos 106 (incisos I, II, III e IX) e 107 (III e XVII) da Lei Complementar 58/2003, que dispõem sobre a moralidade e a prática de atos por servidores públicos do Estado que afrontem a imagem do serviço público.

No processo que apurou a suposta expedição de alvarás falsos, além de Valdênio também foi condenado o advogado Leonardo Araújo de Sousa. Leonardo foi condenado a 7 anos, 02 meses e 07 dias, além do pagamento de multa. Os dois estão recorrendo da decisão em liberdade.

O caso 

Valdênio Jesus e Leonardo Araújo já tinham sido presos ano passado, durante a Operação ‘Al-Bará’. De acordo com a sentença, a dupla teria fraudado assinaturas de uma juíza e com isso confeccionado seis alvarás fraudulentos. Os documentos eram apresentados em agências bancárias para que os valores fossem liberados. O advogado Leonardo Araújo ficaria responsável por sacar os valores e depois repassar parte para o ex-chefe de cartório.

Romero anuncia redução de comissionados e estuda ponto eletrônico em Campina Grande

Projeto de reforma administrativa deverá ser concluído até o próximo dia 30. Prefeitura tem hoje 327 comissionados

Uma reforma administrativa com a redistribuição e diminuição dos cargos comissionados e a requisição de servidores que hoje estão à disposição de outros órgãos públicos. As medidas foram anunciadas na manhã desta terça-feira (24) pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), e devem estar em um projeto de lei que será apresentado até o dia 30 deste mês na Câmara de Vereadores.

“Vamos aproveitar a oportunidade para fazer a redistribuição desses cargos. Hoje a maior parte deles está vinculada ao Gabinete do Prefeito, o que é um equívoco e causa confusão. É importante frisar que nós não criamos um só cargo, em nossas gestões. Mas vamos reduzir a quantidade desses cargos”, afirmou Romero, acrescentando que ainda estuda a implantação de ponto eletrônico em todas as repartições públicas do município.

Atualmente a prefeitura campinense possui 327 servidores comissionados. Todos serão exonerados, com a apresentação da nova lei que promoverá a reforma. Muitos deles, porém, serão recontratados ou contratados para outros cargos e funções. A lei que institui a atual estrutura administrativa da prefeitura foi publicada há 18 anos.

Burocracia pode atrasar entrega das casas do Aluízio Campos, diz Romero

Obra está prevista para ser entregue dia 11 de Outubro, mas liberação dos contratos e averbação dos imóveis podem adiar inauguração

Foto: Codecom

A entrega das casas e apartamentos do Complexo Aluízio Campos, em Campina Grande, poderá ser adiada. A inauguração prevista para acontecer no próximo dia 11 de Outubro, aniversário da cidade, pode ser retardada por conta de procedimentos burocráticos junto à Receita Federal e ao Banco do Brasil. A informação foi dada pelo prefeito Romero Rodrigues, na manhã desta segunda-feira (23).

“Nós continuamos trabalhando com essa data, dia 11 de outubro, mas já com a perspectiva de que a burocracia pode atrasar”, assinalou Romero, acrescentando que até a última sexta-feira a Certidão Negativa de Débitos (CND) da obra ainda não havia sido liberada pela Receita Federal para a construtora que executou os serviços. Somente após a liberação desse documento é que o Banco do Brasil poderá dar início à elaboração dos contratos.

Antes de serem entregues, os 4,1 mil imóveis também precisam passar por um processo de averbação em cartório. “E todos esses trâmites burocráticos demandam tempo. A gente concluiu nossa parte totalmente, que foi a parte física. Mas estamos a depender dessas questões e só iremos entregar quando estiver tudo regularizado”, explicou o prefeito.

O Aluízio Campos

obra do Aluízio Campos teve início em 2015. O Complexo possui 4,1 mil imóveis, entre casas e apartamentos, além de creches, postos de saúde e praças públicas. Os serviços passaram pelas gestões de três presidentes: Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e, agora, Jair Bolsonaro (PSL). No total foram investidos cerca de R$ 330 milhões no Complexo, sendo a maior parte dos recursos do Governo  Federal.

População vai fazer mobilização “Nenhuma Comarca a Menos” na Paraíba

Moradores da cidade de Barra de Santa Rosa vão fazer caminhada na próxima quinta, pedindo o não fechamento do Fórum da cidade

Foto: divulgação

O projeto que estabelece mudanças na distribuição das Comarcas do Judiciário paraibano ainda está em estudo, mas os moradores da cidade de Barra de Santa Rosa, no Curimataú do Estado, resolveram se antecipar à medida e demonstrar que não querem o fechamento da Comarca da cidade. Eles irão fazer uma mobilização com o lema “Nenhuma Comarca a Menos”, com uma caminhada da praça central para o Fórum da cidade, às 10h, da próxima quinta-feira (26).

A manifestação deverá contar ainda com participantes dos municípios de Damião e Sossego. O medo dos moradores é de que os serviços da Justiça em Barra de Santa Rosa sejam transferidos para a Comarca de Cuité, que fica a aproximadamente 70 km da cidade.

De acordo com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a medida ainda está sendo estudada por membros do Comitê de Priorização do 1º Grau, junto com o setor responsável pelo Orçamento da instituição. Para ser aprovado, o projeto precisa passar pelo Pleno do TJ. As mudanças poderiam significar redução de custos para o Judiciário paraibano, sem que houvesse prejuízos no atendimento da população – segundo o TJ.

As mudanças na distribuição de Comarcas da Paraíba estão sendo analisadas há tempos pelo Tribunal e segue uma tendência já adotada por outros Tribunais brasileiros e pela própria Justiça Federal. Ano passado a proposta chegou a ser arquivada pelo então presidente do TJ, desembargador Joás de Brito Pereira Filho.

São considerados elementos importantes para manutenção ou não das Comarcas a extensão territorial, população, eleitorado, receita tributária e o número mínimo de 500 processos distribuídos na comarca de origem – oriundos dos municípios ou distritos que venham a compor a nova comarca, nos últimos doze meses anteriores à criação.

Hermano Nepomuceno é eleito presidente do PT em Campina Grande

Professor obteve 309 votos e venceu a chapa de Terezinha Cavalcante, que ficou com 159 votos

Foto: Hermano Nepomuceno

O professor Hermano Nepomuceno foi eleito neste domingo presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Campina Grande. Com 309 votos ele venceu Terezinha Cavalcante (159 votos) e agora deve comandar a legenda na cidade. Em sua plataforma de campanha, Nepomuceno defendeu que o partido formalize coligações com outras legendas para as eleições de 2020. O parâmetro para possíveis alianças estaria na ‘esquerda’ e em partidos que apoiaram a candidatura de Fernando Haddad à presidência.

O presidente eleito do PT terá um grande desafio: fazer com que o partido volte a ter protagonismo na política campinense, algo que vem se perdendo desde o fim da gestão da ex-prefeita Cozete Barbosa. O segundo turno da eleição do PT aconteceu na antiga Faculdade de Administração da UEPB, na Avenida Getúlio Vargas, no Centro.

Já no primeiro turno Hermano mostrou que seria o preferido dos petistas para comandar a legenda. Ele obteve 46% dos votos e Terezinha, 32% na primeira etapa do processo. O terceiro colocado foi Mauro Plácido com 22% dos sufrágios. Hermano ocupou por anos secretarias nas gestões do ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PSB), na prefeitura de Campina Grande.

Prefeitura de Campina Grande faz alerta para combater venda irregular de imóveis do Aluízio Campos

Objetivo é evitar a ação de ‘golpistas’ que prometem a comercialização dos imóveis. Casos devem ser denunciados na Polícia Federal

Foto: Codecom

As casas e apartamentos ainda não foram entregues, mas antes mesmo disso é preciso redobrar a atenção para evitar que ‘golpistas’ comercializem irregularmente os imóveis do Aluízio Campos. Nesta sexta-feira (20) a prefeitura de Campina Grande divulgou uma nota alertando para o problema. O recado é claro: qualquer proposta desse tipo deve ser denunciada na Secretaria de Planejamento do município ou, também, na Polícia Federal.

“Desde que teve início o processo de inscrição, sorteio e definição dos futuros mutuários do Conjunto Aluízio Campos que, eventualmente, surgem informações junto à imprensa sobre possíveis tentativas de terceiros de fraudar o processo de aquisição das unidades. Em 2018, com apoio da Prefeitura, até mesmo um estelionatário foi identificado e preso pela Polícia Civil por golpes na cidade, vendendo a falsa ideia de que seria possível o repasse dos imóveis”, relata a nota.

O Complexo Aluízio Campos deverá ser inaugurado no próximo dia 11 de outubro. A expectativa é de que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) participe do evento. A obra foi iniciada há quase cinco anos na gestão da ex-presidente Dilma Rouseff (PT) e passou também pelo mandato interino do ex-presidente Michel Temer (MDB). O Aluízio Campos é a maior obra das duas gestões do prefeito Romero Rodrigues (PSD) e teve um investimento de R$ 330 milhões, sendo a maior parte dos recursos federais.

“Todos os futuros mutuários do Conjunto Aluízio Campos têm plena ciência, desde sempre, das recomendações e alertas no sentido de que as unidades habitacionais, em nenhuma hipótese, podem ser alvos de qualquer tipo de negociação e repasse, com severas consequências para os proprietários perante a instituição financeira responsável pela obra – o Banco do Brasil – e a Justiça Federal. No próprio contrato entre o banco e o beneficiário, essas observações estão destacadas”, relembra a nota divulgada pela prefeitura.