Preso na 3ª fase da Famintos era ‘irmão’ de empresárias fictícias que faturaram R$ 10 milhões

Ivanildo Feliciano Gomes é um dos dois presos nesta quinta. Ele seria ‘irmão’ de Delmira Feliciano Gomes e Darliane Feliciano Gomes

A terceira fase da Operação Famintos, que investiga fraudes em licitações e desvio na merenda escolar em Campina Grande, prendeu hoje duas pessoas suspeitas de envolvimento no ‘esquema’. Uma delas é Ivanildo Feliciano Gomes, que seria, segundo a Polícia Federal, ‘irmão’ das empresárias fictícias Delmira Feliciano Gomes e Darliane Feliciano Gomes.

Elas duas teriam sido criadas pelo grupo para figurarem como sócias de empresas de fachada, que teriam fraudado as licitações em Campina Grande. No caso de Delmira, ela era proprietária da empresa Delmira Feliciano Gomes, criada em 2013 e que recebeu R$ 10 milhões em contratos para o fornecimento de alimentos à prefeitura campinense. A outra, Darliane, era sócia da empresa HNM Comércio de Alimentos LTDA, que foi aberta no dia 10 de novembro de 2011 e teria recebido R$ 1,7 milhão de prefeituras do Estado.

Além de Ivanildo, as equipes também prenderam uma mulher identificada como Delmira – essa verdadeira – que também teria contribuído para a criação da empresária fictícia Delmira Feliciano Gomes. Um mandado de busca e apreensão teve como alvo um servidor da Secretaria de Educação do município, identificado até agora como Manoel.  No total, foram cumpridos quatro mandados de busca e dois de prisão, durante a etapa desta quinta-feira (26).

Famintos 1

As investigações foram iniciadas a partir de representação junto ao MPF, relatando a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB) mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. Dois secretários municipais (Administração e Educação) foram afastados pela Justiça. Dois secretários municipais de Campina Grande foram afastados dos cargos.

A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

Famintos 2

A Segunda fase da Operação Famintos teve como foco contratos firmados diretamente entre empresas – que seriam de fachada – e as escolas municipais. São investigados crimes como fraude em licitações, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e de corrupção na aquisição de gêneros alimentícios e merenda escolar. Oito pessoas foram presas. Até agora 16 pessoas já foram denunciadas pelo MPF à Justiça, por envolvimento no suposto ‘esquema’.

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