Romero sanciona lei que propõe leitura bíblica em escolas públicas de Campina Grande

Legislação estabelece que Executivo Municipal deve regulamentar, em 60 dias, a aplicação da lei

O tema é polêmico, mas vez por outra tem voltado às discussões. A presença e o estímulo de ensinamentos religiosos no ambiente de escolas públicas provocam, inevitavelmente, um debate sobre o papel do Estado e as diferentes religiões e credos. Em Campina Grande, uma lei aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito Romero Rodrigues propõe a leitura da bíblia nas escolas públicas e particulares da cidade.

A lei foi publicada essa semana no Semanário Oficial do município, estabelecendo que o Poder Executivo irá regulamentar, em 60 dias, a sua aplicação nas unidades de ensino. A proposta foi apresentada no Legislativo pelo vereador Saulo Noronha (SD) e defende que a bíblia é um livro que possui ensinamentos universais, geográficos e culturais que devem ser repassados aos estudantes.

“Este projeto é de cunho educacional e não religioso, a leitura bíblica proporcionará aos alunos fundamentos históricos e sua iniciativa não se contrapõe ao Estado laico”, discorre o projeto, apresentado ano passado na Câmara.

Estado sem religião oficial

O Estado brasileiro não possui uma religião oficial, embora a maior parte da população seja cristã. O inciso VI, do artigo 5º da Constituição Federal assegura a livre manifestação de crenças e diferentes religiões e observa que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

6 Comente Romero sanciona lei que propõe leitura bíblica em escolas públicas de Campina Grande

  1. Jefferson James Disse:

    Pelo fato de ter uma Confissão Religiosa, Protestantes, na condição de Ministro do Evangelho, me sinto muito honrado. Porém, faço as seguintes indagações: se eu fosse Mulçumano, ou Budista, ou Candoblessista, ou de qualquer outra religião? Como eu ficaria? Isso não deve ser uma Matéria, mas, um conteúdo em uma Disciplina entitulada Ensino Religioso.

  2. Daniel Araújo Disse:

    Sim, é inconstitucional. O Estado é laico. Nesse caso, também seria sim doutrinação. Esse Saulo Noronha foi eleito “pela” Igreja Assembleia de Deus, distribuindo “santinhos” nos cultos (igrejas).

    Ao afirmar ele que não quebra esse princípio da laicidade, não é válida. A História (como componente na escola), por exemplo, poderia abordar o contexto social nos primeiros séculos a partir da relação/dominação do Império Romano sobre os Judeus, porém, assim, sem um viés cristão bíblico (não no sentido de atacá-la, pois sou cristão e sei diferenciar o que é “educar” de “doutrinar” nesse contexto. Optar por seguir é uma opção individual e, logo, não podemos “impor” dessa forma ao coletivo. As pessoas no ambiente familiar, a partir dos processos de socialização, que escolherão suas crenças, sob influência ou não).

    Ao invés de ouvir a população, por exemplo, sobre questões mais prioritárias (como políticas mais favoráveis ao transporte na questão da Integração). Quanta inutilidade! Daí já deveremos ver os vereadores (como este) em quem não votar!

  3. Javier Disse:

    “Este projeto é de cunho educacional e não religioso”. Então por que não propor leitura da bíblica um dia, outro dia leitura do Corão, otro dia leitura do Avesta, outro dia leitura do Talmud, leitura do Canon Pali, dos Sutras, do Guru Granth Sahib, dos Vedas ou do Tao Te King? Educação que só ensina uma religão específica e esquece o resto não é educação, é doutrinação.

  4. Jonildo brito junior Disse:

    Parabenz pra esta abençoada sugestão de leitura da BLIBLIA DE ADONAI nas escolas CAMPINENSE agora novas criaturas sera nossas criaçao e adultos vitoriosos

  5. Silvio Disse:

    eu não vejo nada demais em ler a Bíblia – talvez os esquerdopatas prefiram o consumo desenfreado de maconha e as artes cênicas interpretadas por peladões –

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