MP apura oferta de propina para aprovação de contas em prefeitura da Paraíba

Vereador diz que oferta era de R$ 46 mil por voto na Câmara. Advogados do gestor negam e dizem que ele é vítima de armação

Foto: Ascom MP

Uma denúncia grave, que está sendo investigada pelo Ministério Público, pode provocar um terremoto político na cidade de Junco do Seridó, no Sertão do Estado. É que o vereador do município Fábio Júnior Gambarra acusa o prefeito, Kleber Fernandes de Medeiros, de ter oferecido propina a ele para votar a favor da aprovação das contas de 2014 do ex-prefeito Cosmo Simões, tio do atual gestor municipal.

De acordo com a denúncia, o prefeito teria oferecido R$ 46 mil pelo ‘voto’ do parlamentar na Câmara de Vereadores e ainda prometido empregos. A suposta negociação foi feita através do Watshapp e os print’s das conversas foram entregues ao Ministério Público, que instaurou nesta sexta-feira (06) um Procedimento Investigatório Criminal para investigar o caso. Por sua vez, o prefeito Kleber Fernandes diz que foi o vereador Fábio Gambarra que teria pedido dinheiro. Os recursos não chegaram a ser entregues.

As supostas negociações teriam acontecido entre os dias 21 e 22 de agosto de 2017. As contas do ex-prefeito Cosmo Simões, de 2014, haviam sido rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) e a Câmara, ao aprová-las, ‘derrubaria’ a decisão do TCE.

Outro lado

Os advogados de defesa do prefeito Kleber Fernandes dizem que as conversas apresentadas pelo vereador ao Ministério Público foram manipuladas. De acordo com eles, o gestor jamais ofereceu qualquer tipo de vantagem indevida ao parlamentar e há testemunhas de que era o vereador que procurava o prefeito para propor a suposta propina.

“Inclusive a Câmara Municipal recusou a denúncia para abertura de CPI. É um assunto superado. O prefeito não cometeu qualquer ilegalidade”, observou o advogado José Bernardino Júnior. A bancada do prefeito Kleber Fernandes é minoria na Câmara de Vereadores do município.

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