Prefeito de Patos promove ‘exoneração coletiva’ e suspende diárias e gratificações

Ivanes Lacerda também vai dispensar uso do carro oficial durante suas viagens de trabalho e revisar contratos da prefeitura

O prefeito interino da cidade de Patos, Ivanes Lacerda (MDB), começou a colocar em prática o seu plano para reduzir as despesas do município. Ele decidiu exonerar todos os servidores comissionados do município e cancelar os contratos de excepcional interesse público, com exceção dos secretários municipais e de servidores de áreas como Saúde, Educação, Planejamento e Comunicação. Também ficarão de fora dos cortes setores vitais para a Administração, como o de Licitações, a Tesouraria e o setor de Tributos.

Através de decreto, Ivanes também suspendeu todas as gratificações e licenças para assuntos particulares; além do pagamento de diárias, passagens e patrocínios para festas e eventos semelhantes. O pacote de medidas tem por objetivo minimizar o ‘rombo’ financeiro da prefeitura, estimado por alguns em mais de R$ 50 milhões. “Eu mesmo vou usar o meu carro para as viagens de trabalho e pagar do meu bolso a gasolina, para dar o exemplo”, comentou Ivanes.

Atualmente existem em Patos 2138 funcionários efetivos, 277 comissionados e 1006 contratatos por excepcional interesse público. O prefeito deu um prazo de 5 dias para que todos os secretários municipais repassem os nomes de servidores essenciais ao funcionamento das ‘Pastas’. Após isso, eles deverão ser novamente contratados pelo poder público municipal.

 

Ivanes é quarto prefeito em 2 anos e 7 meses

Ivanes chegou ao comando da prefeitura após a renúncia de Sales Junior (PRB). Sales havia assumido o posto depois da renúncia do então prefeito interino Bonifácio Rocha, em abril deste ano. Vice-prefeito de Patos, Bonifácio Rocha assumiu a gestão da cidade após o afastamento do prefeito Dinaldinho Wanderley (PSDB) da prefeitura, em desdobramento à Operação Cidade Luz.

Bonifácio encontrou um ‘rombo” financeiro de R$ 50 milhões na Prefeitura e baixou um pacote de medidas de cortes de gastos, a exemplo da demissão de comissionados e prestadores, além de reduzir despesas com energia, água, telefone e combustível. Apesar das medidas, não conseguiu equilibrar as finanças do município. 

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