Após renúncia de Sales Júnior, Câmara de Patos vai eleger novo prefeito interino

Eleição para escolha do novo presidente do Legislativo será nesta sexta-feira. Eleito assumirá interinamente a prefeitura

Foto: Ascom Patos

Depois da renúncia do presidente e prefeito interino de Patos, Francisco Sales Júnior (PRB), nesta terça-feira (20), a Câmara de Vereadores da cidade deverá se reunir para escolher quem comandará a ‘Casa’ até o final de 2020. Na prática, a eleição também vai definir quem será o próximo prefeito interino do município, posição ocupada até ontem por Sales Júnior.

A convocação foi feita pela vice-presidente da Câmara, vereadora Tide Eduardo. A sessão deve acontecer às 18h da próxima sexta-feira (23) e contar com a presença dos 17 vereadores que compõem o Legislativo Municipal.

Tide Eduardo não descarta a possibilidade de concorrer à presidência e, por consequência, ao comando interino da prefeitura. Mas outros vereadores também já demonstraram interesse.

“O regimento possibilita que nesses casos eu posso permanecer na vice-presidência, com a renúncia de Sales, o que significaria continuar interinamente na presidência da Câmara. Ou concorrer à presidência, o que na prática seria assumir interinamente a prefeitura”, explicou Tide Eduardo.

A renúncia de Sales Júnior foi justificada, através de carta, pelas dificuldades orçamentárias enfrentadas pelo município. Em abril deste ano o então prefeito interino da cidade, Bonifácio Rocha, estimou que haveria um déficit nas contas públicas municipais de R$ 50 milhões.

Histórico

Quem assumir interinamente a prefeitura de Patos, após a eleição da Câmara, será o quarto a chegar no comando da gestão do município em dois anos e sete meses.

Sales Junior assumiu a titularidade do mandato após renúncia do então prefeito Bonifácio Rocha, em abril deste ano. Vice-prefeito de Patos, Bonifácio Rocha assumiu o comando da cidade após o afastamento do prefeito Dinaldinho Wanderley (PSDB) da prefeitura, em desdobramento à Operação Luz.

Bonifácio encontrou um ‘rombo” financeiro na Prefeitura e baixou um pacote de medidas de cortes de gastos, a exemplo da demissão de comissionados e prestadores, além de reduzir despesas com energia, água, telefone e combustível. Apesar das medidas, não conseguiu equilibrar as finanças do município.

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