Altas temperaturas podem ter provocado rachaduras na Transposição, diz Ministério

Em nota, Ministério do Desenvolvimento Regional garante que manutenção do canal é feita com regularidade

Foto: Edvaldo José

As altas temperaturas, o sol escaldante do Cariri do Estado e o frio à noite podem ter contribuído com o surgimento de rachaduras no canal da Transposição das Águas do Rio São Francisco no Eixo Leste. A informação é do Ministério do Desenvolvimento Regional, responsável pela execução e manutenção da obra. O caso foi denunciado essa semana por moradores da cidade de Monteiro, que relataram fissuras e a presença de plantas no concreto do canal.

“Em decorrência das altas temperaturas da região durante o dia e constante exposição ao sol, além de baixas temperaturas à noite, é esperado que possam surgir fissuras em placas. Por esse motivo, o trabalho de vistoria é constante”, discorre a nota.

O Ministério ressalta ainda que a Transposição no Eixo Leste está em fase de testes, sendo possível eventuais suspensões no bombeamento da água para ajustes no sistema. De acordo com a Aesa, a água trazida pela Transposição não está sendo bombeada para a Paraíba desde o mês de fevereiro deste ano. A nota do Ministério não diz, entretanto, quando as águas voltarão a chegar no Estado.

“Vale ressaltar que as obras do Projeto São Francisco possuem 477 quilômetros de extensão. No Eixo Norte, com 260 quilômetros, são três estações de bombeamento, 15 reservatórios, oito aquedutos e três túneis. Já o Eixo Leste, com 217 quilômetros, é composto por seis estações de bombeamento; cinco aquedutos; 12 reservatórios e um túnel. Tais estruturas poderão apresentar a necessidade de serviços de reparos e manutenções ao logo de sua operação, assim como qualquer outro empreendimento desse porte”, afirma o Ministério.

Boqueirão

Apesar de não estar recebendo água da Transposição atualmente, o Açude de Boqueirão, que abastece Campina Grande e mais 18 cidades, tem água suficiente para garantir o abastecimento da região pelos próximos meses.

“Interrupções temporárias no bombeamento não afetaram a chegada da água à população na região de Campina Grande, por exemplo, que é atendida pelo sistema desde março de 2017. Neste período, mesmo em fase de pré-operação, o Projeto tem beneficiado mais de um milhão de habitantes em 38 cidades da Paraíba e de Pernambuco, sem custos aos governos estaduais”, informa a nota.

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