Alvo de ‘briga política’, projeto do VLT de Campina é discutido há quase 10 anos

Em 2010, um requerimento do vereador Olímpio Oliveira (MDB) já pedia a implantação do VLT na cidade

Motivo de disputa entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Campina Grande, o projeto para implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Campina Grande começou a ser discutido há quase dez anos. Em 2010, o vereador Olímpio Oliveira (MDB) apresentou pela primeira vez na Câmara de Vereadores um requerimento pedindo ao então prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PSB) que priorizasse o tema.

Passados quase dez anos o projeto nunca saiu do papel e essa semana voltou a ser debatido na cidade – infelizmente, de forma pouco inteligente. Na segunda-feira o governador João Azevedo (PSB) anunciou, durante uma audiência com o ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas, que a cessão da linha férrea seria dada ao Governo do Estado para a implantação do VLT.

No dia seguinte, o prefeito Romero Rodrigues (PSD) se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em Brasília e recebeu dele a garantia de que o domínio sobre os trilhos seria dado à prefeitura, para a execução do projeto pelo município.

Inflexíveis

O debate entre os dois lados (Estado x Prefeitura) se resume, ao que parece, a quem será o “pai da obra”. Até agora, nenhuma das partes apresentou o projeto à sociedade, nem muito menos se mostrou flexível para sentar à mesa e discutir o imbróglio.

Na busca pelos dividendos políticos que podem resultar da obra, Prefeitura e Estado parecem esquecer que, no fim das contas, a população não tem o menor interesse em saber quem sairá vitorioso dessa batalha. O que as pessoas querem, de fato, é que o VLT, proposto há quase dez anos, torne-se realidade. E mais: que ele contribua com a qualidade de vida e com a mobilidade em Campina Grande. Apenas isso.

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  1. Paulo Borba vieira Disse:

    Isso mostra o total desrreispeito pela população, pois o que interessa mesmo são os louros políticos para a família vencedora da execução do projeto. É lamentável que nós eleitores não relembramos desses episódios. Outubro vem aí, então os répteis como sapos e cobras sairão dos buracos para em trinta dias percorrerem toda a Cidade, o que não fizeram em quatro anos .

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