Depois de dois meses, CPI dos Combustíveis começa com ‘baixa’

Márcio Melo pediu para sair e Comissão terá agora quatro membros

Primeira reunião da CPI aconteceu na Câmara de Vereadores

A CPI dos Combustíveis demorou quase dois meses, depois de ser aprovada, para ser instalada na Câmara de Vereadores de Campina Grande. E já na primeira reunião um dos vereadores pediu a retirada do nome dele da Comissão, após um desentendimento com os demais integrantes por conta do horário do início do encontro. Márcio Melo (PSDC) disse que chegou atrasado alguns minutos na reunião e “tudo já tinha sido resolvido”.

“Acredito que toda reunião tem tolerância no horário. Atrasei cinco minutos e quando eu cheguei já estava tudo definido. Eu não concordo começar uma reunião sem estarem todos os membros. Achei falta de respeito não aguardar por cinco minutos os componentes da Comissão”, disse Márcio, acrescentando que preferiu sair da Comissão para não criar outros inconvenientes.

Na reunião desta quarta-feira (05) foram definidos o presidente e o relator da CPI. A presidência ficará com o vereador Alexandre do Sindicato (PHS). Ele havia proposto a criação da Comissão e desde o início estava à frente dos trabalhos. Já o vereador Luciano Breno (PPL) foi escolhido como relator. Rodrigo Ramos (PDT) e Renan Maracajá (PSDC) ficaram como membros.

Com a saída de Márcio Melo a CPI ficará apenas com quatro integrantes. Em caso de empate durante votações, a presidente da ‘Casa’, Ivonete Ludgério (PSD) pode ser convocada a opinar e decidir a questão.

O presidente da Comissão, Alexandre do Sindicato, explicou que havia um horário agendado para a reunião. Por isso os trabalhos começaram sem a presença de Márcio e Renan. “Para quem quer criar qualquer dificuldade, qualquer mel é motivo de fel. Na primeira reunião você já ter motivo para se ausentar? Todos nós temos responsabilidade”, comentou.

A CPI

A CPI dos combustíveis investiga a suposta existência de um cartel nos postos de combustíveis de Campina Grande e foi aprovada no início de abril. A Comissão foi instaurada no fim do mês de maio, depois de um aumento de R$ 0,20 no preço da gasolina e do álcool. Os valores foram reajustados pelos postos, em média, em R$ 0,20. O litro do álcool passou, em média, de R$ 3,39 para R$ 3,59. Já a gasolina registrou um reajuste semelhante, passando de R$ 4,39 para R$ 4,59.

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