Após renúncia de Sales Júnior, Câmara de Patos vai eleger novo prefeito interino

Eleição para escolha do novo presidente do Legislativo será nesta sexta-feira. Eleito assumirá interinamente a prefeitura

Foto: Ascom Patos

Depois da renúncia do presidente e prefeito interino de Patos, Francisco Sales Júnior (PRB), nesta terça-feira (20), a Câmara de Vereadores da cidade deverá se reunir para escolher quem comandará a ‘Casa’ até o final de 2020. Na prática, a eleição também vai definir quem será o próximo prefeito interino do município, posição ocupada até ontem por Sales Júnior.

A convocação foi feita pela vice-presidente da Câmara, vereadora Tide Eduardo. A sessão deve acontecer às 18h da próxima sexta-feira (23) e contar com a presença dos 17 vereadores que compõem o Legislativo Municipal.

Tide Eduardo não descarta a possibilidade de concorrer à presidência e, por consequência, ao comando interino da prefeitura. Mas outros vereadores também já demonstraram interesse.

“O regimento possibilita que nesses casos eu posso permanecer na vice-presidência, com a renúncia de Sales, o que significaria continuar interinamente na presidência da Câmara. Ou concorrer à presidência, o que na prática seria assumir interinamente a prefeitura”, explicou Tide Eduardo.

A renúncia de Sales Júnior foi justificada, através de carta, pelas dificuldades orçamentárias enfrentadas pelo município. Em abril deste ano o então prefeito interino da cidade, Bonifácio Rocha, estimou que haveria um déficit nas contas públicas municipais de R$ 50 milhões.

Histórico

Quem assumir interinamente a prefeitura de Patos, após a eleição da Câmara, será o quarto a chegar no comando da gestão do município em dois anos e sete meses.

Sales Junior assumiu a titularidade do mandato após renúncia do então prefeito Bonifácio Rocha, em abril deste ano. Vice-prefeito de Patos, Bonifácio Rocha assumiu o comando da cidade após o afastamento do prefeito Dinaldinho Wanderley (PSDB) da prefeitura, em desdobramento à Operação Luz.

Bonifácio encontrou um ‘rombo” financeiro na Prefeitura e baixou um pacote de medidas de cortes de gastos, a exemplo da demissão de comissionados e prestadores, além de reduzir despesas com energia, água, telefone e combustível. Apesar das medidas, não conseguiu equilibrar as finanças do município.

Com ‘buraco’ nas contas, prefeitura de Patos terá 4º prefeito em menos de três anos

Sales Júnior alegou caos financeiro para deixar prefeitura. Ele já havia suspendido a realização do São João de Patos este ano

Foto: Leonardo Silva

A tarde desta terça-feira (20) foi, mais uma vez, de ‘tsunami político’ na cidade de Patos, no Sertão do Estado. De forma inesperada, o prefeito interino do município Francisco Sales Júnior (PRB) renunciou à presidência do Legislativo Municipal, o que, na prática, provocou o afastamento dele do comando da prefeitura. Com a renúncia de Sales Junior, a cidade de Patos terá o quarto prefeito em pouco mais de dois anos e sete meses da atual legislatura.

O ato político tem como ‘pano de fundo’ o déficit nas contas públicas. Em abril deste ano, a prefeitura tinha um ‘buraco’ nas contas de aproximadamente R$ 50 milhões. Em uma carta, enviada à Câmara de Vereadores, Sales Júnior diz que “sinto-me com o sentimento de impotência, não pelo clima de instabilidade política e jurídica, mas devido à ausência de dotações orçamentárias já em algumas secretarias, a exemplo da secretaria de serviços públicos, infraestrutura e comprometendo o pagamento de servidores conforme informou nossa contabilidade através de alerta, e por isso não podendo mais seguir adiante sem autorização legislativa como determina o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB)”.

Sales vai retornar à Câmara municipal na condição de vereador. No período em que esteve à frente da gestão ele tomou medidas impopulares, para ajustar as contas. Uma delas foi a suspensão dos shows no Terreiro do Forró, durante o São João.  O novo prefeito deverá ser escolhido nesta quarta-feira (21), quando os vereadores elegerão o novo presidente da Câmara.

Três prefeitos

Sales Junior assumiu a titularidade do mandato após renúncia do então prefeito Bonifácio Rocha, em abril deste ano. Vice-prefeito de Patos, Bonifácio Rocha assumiu o comando da cidade após o afastamento do prefeito Dinaldinho Wanderley (PSDB) da prefeitura, em desdobramento à Operação Luz.

Bonifácio encontrou um ‘rombo” financeiro na Prefeitura e baixou um pacote de medidas de cortes de gastos, a exemplo da demissão de comissionados e prestadores, além de reduzir despesas com energia, água, telefone e combustível. Apesar das medidas, não conseguiu equilibrar as finanças do município. A decisão de Bonifácio, no entanto, foi motivada por pressão de adversários e também de familiares.

Com informações de Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba ***

Operação investiga fraude de R$ 150 milhões no transporte rodoviário da Paraíba

Fiscalizações acontecem nas cidades de Campina, João Pessoa, Guarabira, Patos, Sousa e Cajazeiras

Foto: Secom

Uma operação conjunta entre a Secretaria de Estado da Fazenda, Polícia Civil e Ministério Público do Estado, através da Promotoria de Combate aos Crimes Contra Ordem Tributária, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (20) nos terminais rodoviários das cidades de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos, Sousa e Cajazeiras. Participam da operação 84 auditores fiscais, 08 delegados e 30 agentes da polícia civil.

Intitulada ‘Operação Bilhete Legal’, a ação tem o objetivo de desarticular um possível esquema de sonegação fiscal no ramo de transporte rodoviário de passageiros. “A operação tem como foco 19 empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual que atuam na Paraíba”, informou o delegado da Ordem Tributária da Capital, Hector Nunes Azevedo.

Conforme dados apurados pela investigação, tais valores podem chegar a um patamar de R$ 150 milhões de base de cálculo de ICMS devido, por omissão nas declarações dessas empresas, fato esse que, uma vez confirmado, comprovaria os indícios de sonegação fiscal contra o Estado da Paraíba.

Levantamentos prévios conduzidos pela Gerência Executiva de Combate à Fraude Fiscal apontaram indícios de que algumas destas empresas não estariam emitindo o Bilhete de Passagem Eletrônico – BPE na venda de passagens rodoviárias, cuja utilização é obrigatória desde 01.07.2019.

Foi verificado também que existem empresas funcionando irregularmente com a Inscrição Estadual cancelada e que outras apresentam diferenças volumosas entre os valores de suas vendas declaradas ao Fisco e aqueles declarados pelas administradoras de cartão de crédito. Estão sendo alvos da operação os 15 Guichês na cidade de João Pessoa, 11 na cidade de Campina Grande, 4 em Patos, 4 em Guarabira, 4 em Sousa e 4 em Cajazeiras.

Com informações da Secom/PB ***

Polícia Federal indicia 12 pessoas na Operação Famintos

Inquérito deve ser apresentado ao MPF na próxima quinta-feira. 14 pessoas foram alvos de prisão temporária no mês passado

O inquérito que apura denúncias de supostas fraudes em licitações e desvio na merenda escolar em Campina Grande, descoberto durante a ‘Operação Famintos’, deverá ser concluído e apresentado ao Ministério Público federal (MPF) até a próxima quinta-feira (22). Mas pelo menos 12 pessoas já foram indiciadas pela Polícia Federal nas investigações.

A informação é do delegado Raoni Aguiar, que coordena as investigações. Ele não revelou, entretanto, os nomes das pessoas indiciadas.  “Nós pedimos a prorrogação durante as investigações e foi concedida. Mas temos que concluir até o dia 22 e esperamos cumprir esse prazo e apresentar ao MPF, que terá um prazo de cinco dias para apresentar ou não a denúncia”, explicou o delegado ao blog.

A Operação Famintos apura um suposto esquema formado por empresas de fachada, que teriam fraudado licitações da merenda escolar em Campina Grande. As investigações vasculham um montante pago de R$ 25 milhões em contratos e aponta desvios de R$ 2,3 milhões.

Quando foi deflagrada, a ação policial prendeu 14 pessoas temporariamente e afastou das funções dois secretários municipais – de Administração e Educação. Atualmente 7 empresários acusados de integrarem o ‘esquema’ continuam presos preventivamente.

PMCG diz que CGU atestou modelo em 2016

Em nota, a prefeitura de Campina Grande afirmou que a distribuição da merenda escolar no município atende a todos os padrões de excelência. Ainda de acordo com a PMCG, a CGU atestou em 2016 a regularidade da execução do programa na cidade.

Direção do Festival de Inverno reclama da falta de apoio do Governo do Estado em evento

Em 2019 evento tem orçamento de R$ 230 mil. Festival é gratuito e terá show de Lenine na Praça da Bandeira

Em 2019 o Festival faz homenagem a Jackson do Pandeiro

Um evento que há 44 anos traz para Campina Grande ações culturais, com teatro, dança e apresentações de grandes cantores nacionais. O Festival de Inverno da cidade faz parte do calendário de eventos do município há muito tempo, mas mesmo assim tem dificuldades para receber investimentos públicos. Este ano, a direção do Festival afirma que o Governo do Estado não repassou um centavo sequer para o evento, mesmo a iniciativa levando shows como o de Lenine e companhias teatrais conceituadas para a Praça da Bandeira, gratuitamente.

A edição deste ano possui um orçamento de R$ 230 mil, sendo R$ 200 mil patrocinados pela Prefeitura de Campina Grande. Os organizadores procuraram o Governo do Estado para pedir apoio, mas não ficaram nada satisfeitos com a resposta que tiveram.

Em um ofício, assinado pelo chefe de gabinete do governador João Azevedo, Ronaldo Guerra, a gestão estadual diz que “em que pese reconhecer a importância de um evento dessa magnitude, o Estado não dispõe de dotação financeira e nem previsão orçamentária para atender a despesas e/ou atividades dessa natureza”.

A expressão “dessa natureza”  não agradou em nada os organizadores. “Mais uma vez nós recebemos uma negativa, com uma justificativa que nos ofende bastante. Ficamos surpresos, porque não entendemos qual seria a ‘natureza’ do Festival de Inverno de Campina Grande, reconhecido nacionalmente. Um festival que tem 44 anos”, indagou Myrna Maracajá, uma das organizadoras do Festival. O evento é realizado pelo instituto ‘Solidarium – Instituto de Arte, Cultura e Cidadania’. O blog ainda não conseguiu contato com a Secretaria de Cultura do Estado, para comentar o assunto.

Aluízio Campos terá linhas de ônibus exclusivas, 600 placas de trânsito e Jardim Botânico

Previsão é de que Complexo seja inaugurado no próximo dia 11 de Outubro, com a presença do presidente Jair Bolsonaro

Foto: Codecom

Com a concepção de ser uma ‘cidade dentro de outra cidade’, o Complexo Aluízio Campos, em Campina Grande, terá duas linhas exclusivas de ônibus circulando, 600 placas de trânsito e uma área de 50 hectares de preservação ambiental. O Plano de Mobilidade que atenderá aos moradores, estimados em 25 mil pessoas, foi apresentado nesta segunda-feira (19) pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP).

As ‘linhas alimentadoras’, como estão sendo chamadas, irão circular somente dentro do Complexo, recolhendo os usuários em 28 paradas de ônibus e levando para a entrada, próxima da BR 104. Lá eles poderão entrar, com a Integração Temporal, nas linhas 944 e 944A, que farão o transporte para outros bairros de Campina Grande.

“Para se ter ideia da dimensão, em 2017 nós investimos em 700 novas placas de trânsito para Campina Grande. Em 2018, esse número subiu para 1500 novas placas. E só para o Aluízio Campos nós estamos confeccionando 600 placas. Ou seja: é uma cidade dentro de Campina Grande”, informou o superintendente da STTP, Félix Araújo Neto.

Jardim Botânico

O decreto que cria a área de preservação ambiental foi assinado pelo prefeito Romero Rodrigues na última sexta-feira (16). O local terá aproximadamente 50 hectares e abrigará plantas da vegetação nativa da região. A área também vai possibilitar a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e será denominado de ‘Parque Natural Municipal Aluízio Campos’.

A previsão é de que o Aluízio Campos seja inaugurado no próximo dia 11 de Outubro, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A obra, praticamente concluída, teve um custo de R$ 330 milhões e possui 4,1 mil moradias.

Promotores, juízes e delegados da Paraíba se unem contra projeto do ‘abuso de autoridade’

Entidades dizem que projeto é retaliação por conta da atuação de órgãos no combate à corrupção

O projeto aprovado na semana passada na Câmara dos Deputados, que endurece as punições para agentes públicos que forem enquadrados por abuso de autoridade, uniu três categorias que, nem sempre, estão com pautas tão ‘afinadas’ na Paraíba. Promotores, delegados e juízes farão uma mobilização nesta terça-feira (20) nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa contra a iniciativa aprovada pelos parlamentares.

O objetivo é demonstrar que o projeto tenta intimidar a atuação das autoridades e não passa de um “revanchismo’ da classe política por conta das ações adotadas em operações policiais contra a corrupção.

A mobilização tem duas finalidades específicas: aproximar o tema da sociedade e pressionar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a vetar o projeto. O ato, em defesa da independência do Judiciário, do Ministério Público e das polícias está marcado para acontecer a partir das 13h, no Fórum Cível da Capital. Em Campina Grande a mobilização deverá ser feita no Fórum Afonso Campos.

Para o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, Octávio Paulo Neto, o projeto do ‘abuso de autoridade’ é um retrocesso. “A gente quando fala em investigações complexas, a gente fala em tomadas de posições bem sensíveis. Não é fácil neste país você ter iniciativas voltadas a se contrapor ao sistema. Todas as vezes que você vai contra o sistema, o sistema responde. O sistema se organiza e as oligarquias políticas se ajuntam, para poder frear toda iniciativa que traz consigo a vontade de tornar transparente essas relações de poder”, lembrou.

O que propõe o PL

Detenção de um a quatro anos e multa

  • Autoridade que decretar medida de privação da liberdade em desconformidade com as hipóteses legais
    Quem decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo
  • Quem executar a captura, prisão ou busca e apreensão de pessoa que não esteja em situação de flagrante delito ou sem ordem escrita de autoridade judiciária, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei, ou de condenado ou internado fugitivo
  • Quem prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio
  • Quem impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia
  • Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na companhia de maior de idade ou em ambiente inadequado, observado o disposto no

Estatuto da Criança e do Adolescente

  • Quem invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições estabelecidas em lei
  • Quem obtiver prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito
  • Quem divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado
  • Quem der início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente.
    Detenção de seis meses a dois anos e multa
  • Quem deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal
    Quem deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada
  • Quem prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, de medida de segurança ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura do preso quando esgotado o prazo judicial ou legalQuem fotografar ou filmar, permitir que fotografem ou filmem, divulgar ou publicar fotografia ou filmagem de preso, internado, investigado, indiciado ou vítima, sem seu consentimento ou com autorização obtida mediante constrangimento ilegal, com o intuito de expor a pessoa a vexame ou execração pública. Não haverá crime se o intuito da fotografia ou filmagem for o de produzir prova em investigação criminal ou processo penal ou o de documentar as condições de estabelecimento penal

Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso quando de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão

  • Quem submeter o preso, internado ou apreendido ao uso de algemas ou de qualquer outro objeto que lhe restrinja o movimento dos membros, quando manifestamente não houver resistência à prisão, internação ou apreensão, ameaça de fuga ou risco à integridade física do próprio preso, internado ou apreendido, da autoridade ou de terceiros
  • Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado.
  • Quem negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível
  • Quem antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação
  • Quem constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, a exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei; produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro
    Detenção de três meses a um ano e multa

Detenção de um a quatro anos e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência

  • Quem coibir, dificultar ou impedir, por qualquer meio, sem justa causa, a reunião, a associação ou o agrupamento pacífico de pessoas para fim legítimo
    Reclusão de 2 a 4 anos e multa
  • Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, promover escuta ambiental ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei

Mulher vai receber R$ 13 mil de indenização e pensão por queda no Calçadão de Campina Grande

Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública foi mantida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba

Foto: G1PB

Uma mulher vítima de uma queda ao pisar em um buraco do Calçadão da Cardoso Vieira, no Centro de Campina Grande, deverá receber uma indenização de R$ 13 mil por danos morais e estéticos, além de uma pensão até completar os 60 anos de idade paga pelo município. A decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública, que condenou o poder público municipal ao pagamento da indenização e da pensão, foi mantida pela desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, ao negar um apelo feito pela Procuradoria de Campina Grande.

De acordo com o processo, Maria Filomena Benício Maia Oliveira passava pelo Calçadão e pisou com um dos pés em um buraco no dia 13 de dezembro de 2013. Ela lesionou um dos braços, tendo que passar por cirurgia e ficar afastada do trabalho por 90 dias. Por conta das lesões, a moradora ficou com sequelas “retratando limitação funcional no ombro esquerdo de 50% e incapacidade para ocupações habituais”.

Na decisão, a desembargadora considera que o poder público possui a responsabilidade de manter com eficiência as áreas de passeio público e, por consequência, de indenizar possíveis danos provocados a terceiros.  “A condenação do Município de Campina Grande, portanto, está arrimada na falha da prestação do serviço público, ou seja, na violação do dever legal da prestação dos seus serviços com boa qualidade. A queda, por si só, dá ensejo ao dever de indenizar, pois, os acidentes ocasionados pela ausência de conservação de praças ou calçadas pelo ente público geram transtornos que superam o mero aborrecimento, o que caracterizaria, em tese, a excludente de responsabilidade por caso fortuito”, discorre Maria das Graças Guedes.

Município vai recorrer

A Procuradoria do Município de Campina Grande ainda não foi notificada da decisão que manteve a sentença e condenou o poder público a indenizar Maria Filomena Benício e pagar a ela uma pensão, equivalente a 50% de um salário mínimo, até os 60 anos de idade. No entanto, o procurador geral do município, José Fernandes Mariz, disse que vai recorrer da decisão.

No entendimento dele a sentença deixou de observar a possibilidade de existência de “culpa concorrente”, o que implicaria no afastamento da responsabilidade objetivo do Estado em indenizar possíveis danos. “Vamos estudar o caso e vermos a possibilidade de ingressarmos com embargos ou com um Recurso Especial no STJ”, comentou.

Prefeito e presidente da Câmara de Aroeiras ficam reféns de bandidos durante assalto

Vítimas foram liberadas em estrada de terra da zona rural de Barra de Santana

Foto: Ascom

O prefeito da cidade de Aroeiras, Mylton Domingues de Aguiar Marques, e o presidente Câmara de Vereadores da cidade, Antônio José da Silva, viveram momentos de aflição e medo no fim da manhã deste sábado (17). Os dois foram abordados por bandidos quando estavam em uma caminhonete na zona rural da cidade.

Armados, os assaltantes fizeram Mylton e Antônio José reféns e levaram os dois até uma estrada de terra no município de Barra de Santana. Lá o prefeito e o presidente da Câmara da cidade foram liberados, mas o carro em que eles estavam foi levado pelos assaltantes.

Os criminosos fizeram ameaças, mas não agrediram as vítimas.  O prefeito Mylton Marques e o presidente do Legislativo de Aroeiras estão prestando depoimento, nesse momento, na delegacia da cidade de Queimadas. Mylton Marques está no segundo mandato à frente da prefeitura de Aroeiras.

Alvos de recomendação do MPF, empresas receberam R$ 156 milhões de prefeituras da Paraíba

Quatro das 11 empresas são investigadas na ‘Operação Famintos’, que apura desvios na merenda escolar e fraudes em licitações

Foto: André Borges/Agência Brasília

O montante é expressivo. Nos últimos dez anos as 11 empresas que foram alvo de uma Recomendação do Ministério Público Federal (MPF), para terem os contratos com 27 prefeituras do Estado revisados, receberam mais de R$ 156 milhões dos municípios. Os dados estão disponíveis no Sistema Sagres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). A maior parte dos contratos é referente ao serviço de fornecimento de merenda escolar para as cidades.

Entre as 11 empresas, quatro são investigadas pela ‘Operação Famintos’, que apura desvio de verba e fraudes em licitações na merenda escolar de Campina Grande. Na recomendação, os órgãos informam que os prefeitos de cidades com contratos com os empreendimentos devem, entre outras medidas, realizar prévia e adequada pesquisa de preços, considerando os valores atualmente pagos; verificar se houve subcontratação total ou ilícita do serviço de alimentação escolar; e efetuar os pagamentos aos contratados apenas por meio de transferência bancária eletrônica – e identificada – ou depósito direto na conta do efetivo prestador do serviço, sendo vedados os saques em espécie.

O ‘ranking’ das que mais contrataram com prefeituras municipais é liderado pela empresa Raimundo Adelmar Fonseca Pires – EPP, que recebeu R$ 43,4 milhões entre os anos de 2009 e 2018 – de acordo com o TCE. Em segundo aparece a Santa Maria Comércio de Alimentos LTDA – ME, com 29,3 milhões no período de 2014 a 2018. Não há menção, porém, de que elas e as outras cinco citadas na Recomendação estejam sendo investigadas pelo MPF.

Investigadas na Famintos

No caso das quatro empresas investigadas na Operação Famintos, citadas na Recomendação, a Rosildo de Lima Silva EPP recebeu dos cofres municipais R$ 17,9 milhões em dois anos. Depois dela, aparece no ‘ranking’ a Arnóbio Joaquim Domingos da Silva EPP, com R$ 10,3 milhões entre 2016 e 2018. Já a empresa Maria Claudivera Silva ME recebeu R$ 6,2 milhões em contratos, enquanto a Marco Antônio Querino da Silva EPP teve contratos firmados com prefeituras no patamar de R$ 4,2 milhões.

Confira a lista das empresas que devem ter contratos revisados com prefeituras:

Raimundo Adelmar Fonseca Pires – EPP
Mega Master Comercial de Alimentos LTDA
Fonseca Pires Distribuidora de Alimentos LTDA
Santa Maria Comércio de Alimentos LTDA – ME
Máxima Distribuidora de Alimentos LTDA – ME
SM Distribuidora de Alimentos EIRELI
MCM Distribuidora de Alimentos EIRELI
Rosildo de Lima Silva EPP – Investigada na Operação Famintos
Arnóbio Joaquim Domingos da Silva EPP – Investigada na Operação Famintos
Marco Antônio Querino da Silva EPP – Investigada na Operação Famintos
Maria Claudivera Silva ME – Investigada na Operação Famintos