RC diz que PB descumpriu LRF porque repasses da União caíram e quer encontro com Temer

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) rebateu as declarações de que o Estado ultrapassou o limite da Lei de Reponsabilidade Fiscal com pagamento de pessoal porque aumentou o número de servidores ou inchou a folha. De acordo com ele, foi a Receita Corrente Líquida que caiu e isso gerou um aumento no percentual de gastos com recursos humanos.

O limite máximo de gastos desse tipo, de acordo com a LRF, é de 60% da Receita. Segundo último levantamento do Tesouro Nacional, divulgado na última sexta-feira (21), os gastos com ativos e inativos dos Três Poderes na PB já passaram dos 64% RCL.

No programa Fala Governador, na Rádio Tabajara, RC afirmou que no ICMS até setembro de 2016, sem a inflação, houve um incremento de 5,6% por cento, ou seja R$ 200 milhões. Sem levar em conta a inflação, o FPE teve uma queda de 13,4 milhões.

Qual a diferença entre o ICMS e o FPE? É quase um bilhão a mais de ICMS que nós arrecadamos este. Na história da PB o FPE sempre foi maior. Representava 70%”, afirmou.

Por causa dessa situação, a nota da PB caiu e o Estado está impedido de pedir empréstimos a juros mais baixos. O governador anunciou que vai entrar na Justiça para reverter a decisão. RC quer lembrar que tomou todas as medidas para redução de gastos, que o Estado tem capacidade de endividamento. Vai ressaltar ainda que o limite com a folha só foi ultrapassado por causa da diminuição de repasses do governo Federal.

Reunião com Temer

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Na reta final, a ideia é criar os cenários mais otimistas e manter militância viva

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Luciano Cartaxo

Nas últimas horas, no início da semana decisiva antes da votação do primeiro turno das eleições, ouve-se afirmações de todas as cores.

Quando o tom é azul, sorrisos de vitória certa. De empolgação e de definição em poucos dias. O combustível da onda azul estaria em supostas pesquisas internas que mantêm o cenário de favoritismo do candidato à reeleição Luciano Cartaxo (PSD).

Não haveria aproximação intensa da adversária, nem queda brusca do atual prefeito, então, a parada estaria batida e o momento seria de manutenção.

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Cida Ramos

Sem recuo da militância, para evitar qualquer susto e o avanço dos girassóis na consciência de quem espera definir quando estiver a caminho da urna.

Otimismo solar

Do outro lado, o otimismo é solar. Pesquisas internas do grupo girassol revelariam que Cida Ramos (PSB) está a alguns pontos do adversário.

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Professor Charliton

Tão perto que nem precisaria mais da subida dos candidatos que correm por fora, Professor Charliton (PT), que tem feito um campanha surpreendente; e Victor Hugo (Psol), que deixou um pouco do radicalismo do Psol de lado.

Os dois, se crescerem mais pontos do que revelam as pesquisas, podem dar uma forcinha à socialista. Aliás, a profecia é de que esse é o único obstáculo que deve ser vencido: garantir uma segunda etapa.

São as verdades dos grupos. De tons azul e laranja. Maneira de estimular a militância, evitar o salto alto ou a rendição. Na reta final, é “sangue no olho, faca nos dentes”.

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Victor Hugo

Ações às vésperas da eleição

O governador Ricardo Coutinho (PSB) aposta tudo. Em João Pessoa, inaugurou ampliação da Avenida Cruz das Armas, liberou nova via no Viaduto do Geisel, convocou beneficiários do “Minha Casa, Minha Vida”, às vésperas da eleição.  No interior, tem ordem de serviço em Guarabira; e Nova Barragem de Camará, em outra parte do Brejo.

Espera convencer seus seguidores transferir um pouco mais de sua popularidade para os candidatos, principalmente aqui na capital.

Cartaxo quer lembrar que não existe apenas um modelo socialista de governar. Vai listar benefícios e dizer que não há motivos para mudar. Também acelerou obras: entregou o Centro de Apoio ao Turista, na orla; apresentou a UPA de Cruz das Armas sem tapumes, para dizer que falta pouco.

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Estudantes de pós-graduação da PB, enfim, terão bolsas financiadas pelo Estado

O governo do Estado lançou nesta sexta-feira (2) um programa de bolsas de pós-graduação. Não sei se por coincidência ou estratégia, justamente quando o governo Federal passou a navalha nos incentivos desse do tipo. Um excelente momento.

Vale ressaltar que os cortes não são de agora. Começaram ano passado ainda no governo Dilma. O fato é que, independentemente do período ou do objetivo, talvez até eleitoreiro, enfim, a Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba tomou a iniciativa e é digna de elogio. Falo isso porque vejo Fundações como essa atuando de maneira intensa e permanente no incentivo à pesquisa em Pernambuco e no Rio de Janeiro, por exemplo.

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Com bolsas até para os cursos das áreas de Humanas e Sociais, muitas vezes sendo preteridos por estudos das engenharias e cursos na área da Saúde.

Mas aqui na PB acho a atuação da Fundação tímida ou talvez não tão transparente e divulgada como deveria.

De qualquer forma, o anúncio feito ontem (02) e felizmente vai de encontro a essa percepção. O programa é uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa (Fapesq), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)/Ministério da Educação (MEC).

O programa, vinculado a universidades públicas e privadas, visa incentivar e dar oportunidades para graduados que querem adquirir mais conhecimentos por meio de uma pós-graduação. Serão 198 bolsas para este primeiro edital do programa, sendo 94 para mestrado e 104 para doutorado. Estão previstos investimentos da ordem de R$ 32 milhões.

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Para garantir apoio de RC em CG e Patos, Veneziano e Nabor escancaram racha do PMDB

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Com receio de perder apoio do PSB de Ricardo Coutinho em Patos e Campina Grande, o deputado estadual Nabor Wanderley e o deputado federal Veneziano Vital escancaram o racha do PMDB.

Foram à Granja do governador dizer que não concordam com a decisão do partido de apoiar o prefeito da capital, Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição. Segundo Vené, uma decisão individualizada, que diminuiu o partido.

Alguém pode perguntar: mas o que eles tem a ver com João Pessoa? Nada. Estão de olho no apoio do “padrinho Coutinho” em suas bases.   Mas verdade seja dita, eles sempre defenderam a manutenção da aliança.

O gesto foi uma espécie de “afago político” a RC, que, no último sábado, levou um “chega para lá” da principal liderança do PMDB, o senador José Maranhão. Ele anunciou  rompimento, dizendo que nunca houve sintonia na aliança feita em 2014.

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Ricardo Coutinho foca nas obras para minimizar impacto do “chapão”

viaduto-geisel-ricardo-coutinho divulgaçãoO governador Ricardo Coutinho (PSB) vai focar ainda mais nas obras que o governo do Estado tem para inaugurar em João Pessoa. É uma forma de minimizar o impacto do “chapão da capital”, com PSDB, PMDB e PSD e mais oito partidos, na candidatura de Cida Ramos (PSB) à prefeitura da capital.
Cida tem o PSB e outras 13 legendas no seu círculo de aliança. O principal adversário, Luciano Cartaxo (PSD), tem, numericamente, menos apoios, 10, mas entre eles, dois senadores e líderes estaduais, José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Mas a ideia de RC é cristalizar o discurso de que enquanto os adversários, comandados por Cartaxo (PSD), candidato à reeleição, estão apostando na aliança (que ele chamou) do “ódio”, está trabalhando nas ações para melhorar a vida dos moradores da capital. Vai bater nessa tecla.

A nova propaganda do governo do Estado, destaque no horário nobre das televisões, é uma mostra da estratégia. O vídeo é uma homenagem do governo da PB aos 431 anos da capital e destaca o Centro de Convenções, a reforma do Espaço Cultural, a Central de Polícia, o Trevo das Mangabeiras, o Condomínio Cidade Madura o Viaduto do Geisel (ainda pela metade).

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Maranhão deu um “chega pra lá” em Ricardo na convenção do PMDB

Maranhão _ Moreira Mariz AS

Se enganou quem achou que o senador José Maranhão (PMDB) iria para convenção do partido, neste sábado (30), apenas dizer que acatou democraticamente a decisão da Executiva Municipal, que vai apoiar o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição.
Ele não foi fazer só isso. Maranhão foi decidido a peitar o governador Ricardo Coutinho (PSB), a dar um chega pra lá, e mostrar que ainda carrega mágoas do tratamento que ele tem dado à sua legenda.

O senador escolheu a convenção peemedebista da capital para anunciar o rompimento da aliança entre PSB e PMDB, feita no segundo turno da eleição de 2014. Nas falas, mandou recados claros ao governador, que pode “tomar” os cargos e fazer o que achar melhor. Para completar, Maranhão, depois de seis anos afastado de Cartaxo, elogiou a gestão dizendo que a união é o melhor para capital. Ou seja, o senador não contou conversa e “chutou o pau da barraca”.

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Chapão de JP (quase) pronto. Agora, tem que combinar com o povo

O famoso “chapão” está quase pronto e demonstra a força do projeto de reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Principalmente porque conseguiu unir partidos grandes, como PMDB, PSDB, PSD e, principalmente, duas grandes lideranças do Estado, Cássio e Maranhão.

Mas o que isso significa isso para o povo? O que o eleitor acha disso? Qual é o impacto eleitoral, na prática? Com binaram com o povo? Essas respostas nem os protagonistas da aliança têm.

Ciente de que não pode mudar o chapão, mas pode mudar a imagem que as pessoas tem dele, o governador Ricardo Coutinho já começou agir discursivamente. Lembrou, ontem (27), com frase de efeito, que a aliança não é para beneficiar o povo, o objetivo não é transformar a vida das pessoas, mas um ato de “ódio e inveja”.

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Ricardo não pode criticar alianças porque já usou e abusou de todas

Se tem uma pessoa que não pode criticar alianças esdrúxulas para ganhar eleição é RC. Em 2004, com altíssimo grau de “esquerdismo”, fez o impensável, esqueceu que Maranhão era representante da “velha política”, que tanto criticou, e conseguiu o objetivo: virar prefeito da capital.

Em 2010, com a mesma regra: “os fins justificam os meios”, fez uma aliança impensável mais uma vez; aliou-se com Cássio e Efraim Morais. PSB, DEM e PSDB juntos. Com o DEM até hoje.

Em 2014, quase isolado, conseguiu apoio de uma ala do PT que estava sendo rifada pelo PMDB e no segundo turno, depois de anos sendo “agredido” por deputados peemedebistas, entre eles Gervásio Maia, e criticando duramente José Maranhão, esqueceu as arestas e se uniram para derrotar Cássio.

Esse breve resumo, mostra que se RC vier com esse discurso de que o chapão é uma aliança com a “política velha”, com a “política tradicional”, blá, blá, blá, vai subestimar a inteligência de alguns mais sensatos.

RC precisou de todos para mostrar que é um bom gestor. Na capital, elevou o grau de exigência do cidadão com relação a obras e serviços públicos. E isso é bom.

Mas alguém tem que lembrar que ele precisou de todos, usou e abusou das alianças, para alertar a si mesmo que não se ganha eleição sozinho.

A conjuntura e a necessidade de frear o empoderamento de RC promoveram o nascimento do chamado “chapão”. É fato. Mas não há demérito nisso. Há política. A mesma que Coutinho fez para se tornar maior liderança política do Estado e fará para conseguir colocar seus projetos em prática.

A propósito dos projetos, se perguntarem sobre os “enlaces”, ele sempre diz que não se aliou a ninguém, mas que foi procurado para estabelecer aliança. Não deixa de ser verdade. Uma verdade interior.

Acordos políticos tem dessas coisas.  Precisam de verdades: a que leva ao objetivo; a que vai para a imprensa, a que pode ser compartilhada entre amigos e a que alimenta a alma.

Manoel Jr. não quer PMDB de JP com Ricardo e Maranhão vai “levando”

Maranhão. Marco Aurélio Ag. Senado

Já deu para perceber que quem dá boa parte das cartas no PMDB é o senador José Maranhão. Poucos ousam contestar.
Na última semana, contrariando os sinais, não confirmou formação do chapão (PMDB, PSD, PSDB), nem muito menos disse que o candidato a vice do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), será do PMDB.

Também não fechou as possibilidades de negociação com PSB. Deixou tudo escancarado. “Tudo pode acontecer”, disse ele. Nesse jogo, um movimento é claro: Manoel Júnior, que (ainda) pode ser o candidato do PMDB em João Pessoa, não vai deixar seu partido se aproximar de Ricardo Coutinho na capital. Este enlace, ele não quer.

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O que o PSB de Ricardo vai oferecer ao PMDB de Maranhão?

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A semana começa com a expectativa da reunião entre o senador José Maranhão (PMDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB), na próxima quarta-feira (20). O socialista tenta fazer o peemedebista abandonar a ideia do “chapão” de JP, articulação para  o PMDB indicar um vice na chapa do PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, com apoio do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O vice pode ser o deputado federal Manoel Júnior ou um nome da Executiva Municipal.

Mas o que Ricardo pode oferecer a Maranhão para que ele desvie o caminho e volte a pensar numa aliança com a candidata dele, Cida Ramos? Como não custa nada imaginar, vamos fazer esse exercício.

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