O que o PSB de Ricardo vai oferecer ao PMDB de Maranhão?

Ricardo-Coutinho-Temer-e-Maranhão

A semana começa com a expectativa da reunião entre o senador José Maranhão (PMDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB), na próxima quarta-feira (20). O socialista tenta fazer o peemedebista abandonar a ideia do “chapão” de JP, articulação para  o PMDB indicar um vice na chapa do PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, com apoio do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O vice pode ser o deputado federal Manoel Júnior ou um nome da Executiva Municipal.

Mas o que Ricardo pode oferecer a Maranhão para que ele desvie o caminho e volte a pensar numa aliança com a candidata dele, Cida Ramos? Como não custa nada imaginar, vamos fazer esse exercício.

LEIA MAIS

De mansinho, Galdino já juntou sete partidos ao redor de sua candidatura

adrianogaldinoNinguém gosta de perder. Mas quando um político não tem obrigação de vencer e consegue surpreender, ganha moral para projetos futuros. O candidato a prefeito de Campina Grande, Adriano Galdino (PSB), passeia por esse cenário.

Pode fazer muito mais que o esperado na disputa eleitoral em CG, mas entra no jogo sabendo que não será fácil desbancar a polarização Romero Rodrigues (PSDB)  versus  Veneziano Vital (PMDB), mesmo tendo a máquina do governo estadual a seu favor.

O fato é que de mansinho, com jeito de “matuto esperto”, já juntou ao redor da sua candidatura sete legendas, além do PSB. Três, vão anunciar apoio na próxima terça-feira (12), às 9h30, durante entrevista coletiva, na sede da Associação Campinense de Imprensa (ACI). Estarão com ele, o PRTB, PSL e PRP e já estão o PT, PT do B, PDT e PC do B.

Claro que esses partidos já estão na base do governador Ricardo Coutinho (PSB) e se sentem meio que pressionados a seguir junto, apoiando, por tabela, o nome ungido pelo comandante. Mas não há como negar que o jeito agregador de Galdino tem ajudado. Se fosse outro, com resistência, já teria morrido por inanição.

Sem falar que ele é o presidente da AL, com poder na mão, com a caneta do Legislativo e comandando várias lideranças que precisam da sua “bondade” do presidente. Vários ingredientes que dão uma espécie de vitaminada na sua candidatura.

Para quem era apenas um opção, caso Veneziano recuasse, o ex-prefeito de Pocinhos, está se saindo melhor que encomenda. Ainda tem resistência do campinense bairrista. Mas, para muitos, já tirou o ranço de forasteiro.

Se nasceu como uma simples ameaça ao PMDB, resistente em fazer aliança com o PSB em JP, “trocando” os apoios, Galdino já se superou e pode fazer acender a luz “laranja” na Rainha da Borborema. Agora é aguardar para saber até onde ele vai. Há quem diga que, nas pesquisas internas, subiu bem. Mas, caro leitor, pesquisas acertam e, de vez em quando, enganam.  É acompanhar.

Ricardo espera PMDB com a corda esticada, prestes a se romper

(José Cruz/Agência Brasil)

Entalado com o PMDB, o governador Ricardo Coutinho (PSB) deu sinais de que vai esperar mais uma pouco para “chutar o pau da barraca”. Isso se o partido do senador José Maranhão (PMDB) continuar com a ideia de manter a candidatura do deputado federal Manoel Júnior (PMDB) a prefeito de João Pessoa. E isso parece que vai acontecer.

A “transferência” de Laplace Guedes da “parada” Secretaria de Turismo para outra pasta em “estado de inanição”, a Secretaria Executiva do PAC – Programa de Aceleração de Crescimento, sob a tutela de João Azevedo, é uma prova de que Coutinho ainda está disposto a esticar a corda, sem cortá-la. Laplace foi uma indicação pessoal de José Maranhão.

Manoel já declarou que não abre e, a preço de hoje, se JM ceder, vai dar um atestado de fraqueza impressionante. Admitirá que está nas mãos de Coutinho.  Afinal, vamos ser sincero, esta história de mão dupla no primeiro turno só beneficia o PSB. Aqui em JP, os socialistas precisam do PMDB. Mas em Campina, o PMDB não precisa tanto assim dos socialistas.

Maranhão _

(Moreira Mariz/ Agência Senado)

Ricardo sabe disso. E já prepara o cenário para o rompimento. Vai para o enfrentamento  com discurso de que o PSB fez de tudo para estar junto com os peemedebistas: entregando cargos no governo, participando da gestão. De certa forma, isso aconteceu. Até espaço na AL o PMDB conseguiu com uma articulação do socialista. Olenka Maranhão que o diga.

Mas verdade seja dita, Manoel Júnior é um calo duro, obstinado (pelo menos até agora), que acabou com os planos girassóis de fazer casadinha com PMDB em várias cidades. Faz isso por convicção de que pode ir além. Maranhão parece que está disposto a pagar o preço do futuro rompimento. Manoel, disposto a provar que valeu a pena, se tiver todos os peemedebistas unidos em torno do nome dele.