Governo peemedebista não terá vida fácil e protestos tendem a aumentar

evaristo sá michel temer

O governo de Michel Temer (PMDB) não vai ter vida fácil. Além de enfrentar todos os obstáculos da economia, tentando trazer estabilidade e resultados rápidos, terá de administrar os protestos que ganham as ruas. E eles não têm “cara” de que vão diminuir. Alguns motivos alicerçam esta previsão.

Atualmente, as manifestações são lideradas pelos movimentos sociais, sindicais, partidos de esquerda, servidores públicos e estudantes. Porém em breve essa “massa” pode aumentar. Crescerá junto com as medidas impopulares que serão tomadas.

Reforma da previdência, trabalhista, cortes em áreas sociais e de benefícios. Além da Proposta de Emenda Constitucional que vai congelar salários dos servidores, evitar realização de concursos públicos; e mais, aumento do salário do judiciário. Elas estão vindo e irão trazer muita revolta.

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O que o PSB de Ricardo vai oferecer ao PMDB de Maranhão?

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A semana começa com a expectativa da reunião entre o senador José Maranhão (PMDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB), na próxima quarta-feira (20). O socialista tenta fazer o peemedebista abandonar a ideia do “chapão” de JP, articulação para  o PMDB indicar um vice na chapa do PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, com apoio do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O vice pode ser o deputado federal Manoel Júnior ou um nome da Executiva Municipal.

Mas o que Ricardo pode oferecer a Maranhão para que ele desvie o caminho e volte a pensar numa aliança com a candidata dele, Cida Ramos? Como não custa nada imaginar, vamos fazer esse exercício.

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Manoel Jr. é o único nome do PMDB para vice de Cartaxo

Os nomes da ex-vereadora de JP, Nadja Palitot, e do suplente do senador José Maranhão, o advogado Rossevelt Vita, foram cogitados, mas não vingaram   

 

Caiu por terra, hoje, mais um obstáculo que poderia impedir que o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) aceitasse ser o candidato a vice do prefeito de João Pessoa, na chapa encabeçada por Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição.

Foi a Brasília para votação de escolha do novo presidente da Câmara Federal e deve voltar no fim da semana com o anúncio. Nesta terça (12),  reúne-se, mais um vez, com os senadores Cássio e Maranhão. Já não questiona o desmonte discursivo de sua pré-candidatura.

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Manoel até pensou em indicar alguém, junto com o senador. Um nome de confiança do PMDB para ocupar a vaga de vice. Mas, olhou para um lado, para outro, e não tinha nome.

O PMDB não tem um vereador de expressão e de confiança. Não tem dirigente partidário, de peso, com uma relação forte com João Pessoa. Aliás, restaram duas opções no tablado: a ex-vereadora de JP, Nadja Palitot, e o suplente do senador José Maranhão, o advogado Rossevelt Vita.

Mas Manoel não viu vantagem. Sairia fragilizado, afinal defendia a candidatura própria do PMDB com unhas e dentes. E, o pior, não teria oportunidade de ser prefeito de JP, como aposta.

É essa perspectiva, a médio prazo, que o estimula. Vai apostar na vitória do “chapão”. Só assim, pode assumir a prefeitura em 2018, quando Cartaxo, se ganhar agora, entrega o cargo para concorrer ao governo do Estado.

Manoel vai na confiança.

Ricardo espera PMDB com a corda esticada, prestes a se romper

(José Cruz/Agência Brasil)

Entalado com o PMDB, o governador Ricardo Coutinho (PSB) deu sinais de que vai esperar mais uma pouco para “chutar o pau da barraca”. Isso se o partido do senador José Maranhão (PMDB) continuar com a ideia de manter a candidatura do deputado federal Manoel Júnior (PMDB) a prefeito de João Pessoa. E isso parece que vai acontecer.

A “transferência” de Laplace Guedes da “parada” Secretaria de Turismo para outra pasta em “estado de inanição”, a Secretaria Executiva do PAC – Programa de Aceleração de Crescimento, sob a tutela de João Azevedo, é uma prova de que Coutinho ainda está disposto a esticar a corda, sem cortá-la. Laplace foi uma indicação pessoal de José Maranhão.

Manoel já declarou que não abre e, a preço de hoje, se JM ceder, vai dar um atestado de fraqueza impressionante. Admitirá que está nas mãos de Coutinho.  Afinal, vamos ser sincero, esta história de mão dupla no primeiro turno só beneficia o PSB. Aqui em JP, os socialistas precisam do PMDB. Mas em Campina, o PMDB não precisa tanto assim dos socialistas.

Maranhão _

(Moreira Mariz/ Agência Senado)

Ricardo sabe disso. E já prepara o cenário para o rompimento. Vai para o enfrentamento  com discurso de que o PSB fez de tudo para estar junto com os peemedebistas: entregando cargos no governo, participando da gestão. De certa forma, isso aconteceu. Até espaço na AL o PMDB conseguiu com uma articulação do socialista. Olenka Maranhão que o diga.

Mas verdade seja dita, Manoel Júnior é um calo duro, obstinado (pelo menos até agora), que acabou com os planos girassóis de fazer casadinha com PMDB em várias cidades. Faz isso por convicção de que pode ir além. Maranhão parece que está disposto a pagar o preço do futuro rompimento. Manoel, disposto a provar que valeu a pena, se tiver todos os peemedebistas unidos em torno do nome dele.