Ricardo não pode criticar alianças porque já usou e abusou de todas

Se tem uma pessoa que não pode criticar alianças esdrúxulas para ganhar eleição é RC. Em 2004, com altíssimo grau de “esquerdismo”, fez o impensável, esqueceu que Maranhão era representante da “velha política”, que tanto criticou, e conseguiu o objetivo: virar prefeito da capital.

Em 2010, com a mesma regra: “os fins justificam os meios”, fez uma aliança impensável mais uma vez; aliou-se com Cássio e Efraim Morais. PSB, DEM e PSDB juntos. Com o DEM até hoje.

Em 2014, quase isolado, conseguiu apoio de uma ala do PT que estava sendo rifada pelo PMDB e no segundo turno, depois de anos sendo “agredido” por deputados peemedebistas, entre eles Gervásio Maia, e criticando duramente José Maranhão, esqueceu as arestas e se uniram para derrotar Cássio.

Esse breve resumo, mostra que se RC vier com esse discurso de que o chapão é uma aliança com a “política velha”, com a “política tradicional”, blá, blá, blá, vai subestimar a inteligência de alguns mais sensatos.

RC precisou de todos para mostrar que é um bom gestor. Na capital, elevou o grau de exigência do cidadão com relação a obras e serviços públicos. E isso é bom.

Mas alguém tem que lembrar que ele precisou de todos, usou e abusou das alianças, para alertar a si mesmo que não se ganha eleição sozinho.

A conjuntura e a necessidade de frear o empoderamento de RC promoveram o nascimento do chamado “chapão”. É fato. Mas não há demérito nisso. Há política. A mesma que Coutinho fez para se tornar maior liderança política do Estado e fará para conseguir colocar seus projetos em prática.

A propósito dos projetos, se perguntarem sobre os “enlaces”, ele sempre diz que não se aliou a ninguém, mas que foi procurado para estabelecer aliança. Não deixa de ser verdade. Uma verdade interior.

Acordos políticos tem dessas coisas.  Precisam de verdades: a que leva ao objetivo; a que vai para a imprensa, a que pode ser compartilhada entre amigos e a que alimenta a alma.

Tese de “autonomia municipal” garante PMDB de JP com Cartaxo

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A estratégia do senador José Maranhão (PMDB) é a mais simples de todas. Lembrar aos aliados atuais e aos que querem apoio do PMDB que é “cada um no seu quadrado”.

Ou seja, na tese dele, os diretórios municipais têm autonomia para decidir quem vai apoiar, de acordo com as realidades locais.

Não dá, de acordo com suas últimas posições dele, para fazer “pacotões”, desrespeitando decisões dos membros das executivas dos municípios. Aquelas, claro, que tem autonomia formalizada.

A regra vale, inclusive, para João Pessoa. Mesmo que a decisão tomada aqui, de alguma forma, repercuta em outras cidades. É uma postura conveniente neste momento, mas que convence.

Caso de JP 

Em outras palavras, no caso aqui de João Pessoa, onde a decisão já é de apoio a Cartaxo, o senador está avisando que não vai negociar uma aliança com os socialistas em troca de apoios em Guarabira, Patos, Campina Grande e outras cidades, mesmo querendo o apoio do PSB nesses locais.

Vale lembrar que nos municípios citados, o PMDB tem candidaturas competitivas e com chances reais de ganhar, com ou sem o PSB. Talvez, no segundo turno, o apoio socialista seja essencial, mas nesta outra etapa, outros acordos são feitos.

Manoel Júnior lembrou disse

Na reunião desta segunda-feira à noite (25), quando aparentemente parecia que Manoel Júnior estava sendo “emparedado” pela cúpula estadual (a favor da aliança com PSB), o deputado federal foi no “nervo”.

Lembrou aos colegas que ele não “meteu o bedelho” na eleição de Campina, nem se meteu na de Guarabira, nem muito menos na de Patos ou Cajazeiras e quer que os diretorianos estaduais respeitem a decisão do executiva municipal. Instância que tem autonomia para tomar a decisão.

Talvez por isso o recuo formal de Raimundo Lira, dos Paulino, mesmo opinando sobre o cenário de JP. Eles, de fato, admitem que não podem interferir diretamente na decisão, apenas influenciar. Algo, que a essa altura do campeonato não devem conseguir mais.

Então, caro leitor, para não me alongar mais. Se Maranhão não quiser usar a “força bruta”, a decisão está tomada. Na capital, o PMDB está com o prefeito de JP, Luciano Cartaxo, candidato à reeleição.

O desenho de um movimento para isolar Manoel Jr.

Manoel

Um movimento dentro do PMDB se desenha para isolar Manoel Júnior (PMDB) e sua decisão de apoiar o prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Os defensores da tese vão até criar uma nova candidatura própria para ir, aos poucos, desmontando argumentos do parlamentar.

Maranhão até está “blefando” nessa linha quando diz que a candidatura própria do PMDB está de pé. Só não diz quem será o nome. Não tem nome. Há alguns que até defendem que ele faça o sacrifício. Mas, não parece que vai precisar.

Manoel Júnior alegou que a Executiva Municipal deliberou, por unanimidade, pelo apoio a Cartaxo depois da sua desistência. Falou como se o documento assinado por todos tivesse valor de lei.

Até teria, se quem fizesse a lei no PMDB não fosse o senador Maranhão. Ou alguém lembra de alguma última decisão, fruto de uma norma interna, mas que contrariou a vontade do senador?

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Manoel Jr. não quer PMDB de JP com Ricardo e Maranhão vai “levando”

Maranhão. Marco Aurélio Ag. Senado

Já deu para perceber que quem dá boa parte das cartas no PMDB é o senador José Maranhão. Poucos ousam contestar.
Na última semana, contrariando os sinais, não confirmou formação do chapão (PMDB, PSD, PSDB), nem muito menos disse que o candidato a vice do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), será do PMDB.

Também não fechou as possibilidades de negociação com PSB. Deixou tudo escancarado. “Tudo pode acontecer”, disse ele. Nesse jogo, um movimento é claro: Manoel Júnior, que (ainda) pode ser o candidato do PMDB em João Pessoa, não vai deixar seu partido se aproximar de Ricardo Coutinho na capital. Este enlace, ele não quer.

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O que o PSB de Ricardo vai oferecer ao PMDB de Maranhão?

Ricardo-Coutinho-Temer-e-Maranhão

A semana começa com a expectativa da reunião entre o senador José Maranhão (PMDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB), na próxima quarta-feira (20). O socialista tenta fazer o peemedebista abandonar a ideia do “chapão” de JP, articulação para  o PMDB indicar um vice na chapa do PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, com apoio do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O vice pode ser o deputado federal Manoel Júnior ou um nome da Executiva Municipal.

Mas o que Ricardo pode oferecer a Maranhão para que ele desvie o caminho e volte a pensar numa aliança com a candidata dele, Cida Ramos? Como não custa nada imaginar, vamos fazer esse exercício.

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Manoel Jr. é o único nome do PMDB para vice de Cartaxo

Os nomes da ex-vereadora de JP, Nadja Palitot, e do suplente do senador José Maranhão, o advogado Rossevelt Vita, foram cogitados, mas não vingaram   

 

Caiu por terra, hoje, mais um obstáculo que poderia impedir que o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) aceitasse ser o candidato a vice do prefeito de João Pessoa, na chapa encabeçada por Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição.

Foi a Brasília para votação de escolha do novo presidente da Câmara Federal e deve voltar no fim da semana com o anúncio. Nesta terça (12),  reúne-se, mais um vez, com os senadores Cássio e Maranhão. Já não questiona o desmonte discursivo de sua pré-candidatura.

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Manoel até pensou em indicar alguém, junto com o senador. Um nome de confiança do PMDB para ocupar a vaga de vice. Mas, olhou para um lado, para outro, e não tinha nome.

O PMDB não tem um vereador de expressão e de confiança. Não tem dirigente partidário, de peso, com uma relação forte com João Pessoa. Aliás, restaram duas opções no tablado: a ex-vereadora de JP, Nadja Palitot, e o suplente do senador José Maranhão, o advogado Rossevelt Vita.

Mas Manoel não viu vantagem. Sairia fragilizado, afinal defendia a candidatura própria do PMDB com unhas e dentes. E, o pior, não teria oportunidade de ser prefeito de JP, como aposta.

É essa perspectiva, a médio prazo, que o estimula. Vai apostar na vitória do “chapão”. Só assim, pode assumir a prefeitura em 2018, quando Cartaxo, se ganhar agora, entrega o cargo para concorrer ao governo do Estado.

Manoel vai na confiança.

Ricardo espera PMDB com a corda esticada, prestes a se romper

(José Cruz/Agência Brasil)

Entalado com o PMDB, o governador Ricardo Coutinho (PSB) deu sinais de que vai esperar mais uma pouco para “chutar o pau da barraca”. Isso se o partido do senador José Maranhão (PMDB) continuar com a ideia de manter a candidatura do deputado federal Manoel Júnior (PMDB) a prefeito de João Pessoa. E isso parece que vai acontecer.

A “transferência” de Laplace Guedes da “parada” Secretaria de Turismo para outra pasta em “estado de inanição”, a Secretaria Executiva do PAC – Programa de Aceleração de Crescimento, sob a tutela de João Azevedo, é uma prova de que Coutinho ainda está disposto a esticar a corda, sem cortá-la. Laplace foi uma indicação pessoal de José Maranhão.

Manoel já declarou que não abre e, a preço de hoje, se JM ceder, vai dar um atestado de fraqueza impressionante. Admitirá que está nas mãos de Coutinho.  Afinal, vamos ser sincero, esta história de mão dupla no primeiro turno só beneficia o PSB. Aqui em JP, os socialistas precisam do PMDB. Mas em Campina, o PMDB não precisa tanto assim dos socialistas.

Maranhão _

(Moreira Mariz/ Agência Senado)

Ricardo sabe disso. E já prepara o cenário para o rompimento. Vai para o enfrentamento  com discurso de que o PSB fez de tudo para estar junto com os peemedebistas: entregando cargos no governo, participando da gestão. De certa forma, isso aconteceu. Até espaço na AL o PMDB conseguiu com uma articulação do socialista. Olenka Maranhão que o diga.

Mas verdade seja dita, Manoel Júnior é um calo duro, obstinado (pelo menos até agora), que acabou com os planos girassóis de fazer casadinha com PMDB em várias cidades. Faz isso por convicção de que pode ir além. Maranhão parece que está disposto a pagar o preço do futuro rompimento. Manoel, disposto a provar que valeu a pena, se tiver todos os peemedebistas unidos em torno do nome dele.

Conversas para escolha de vices de JP se intensificam e “blefes” fazem parte do jogo

Não é por acaso que nas últimas horas se intensificaram os boatos sobre as negociações para escolha dos vices de JP.

Tem notícia plantada, tem conversa florescendo e muito blefe. A semana começou com a informação que o presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, é cogitado para assumir a Sudene. Sem cargo e sem mandato, Ruy mantém-se vivo articulando para as eleições. Tem conseguido espaço para dizer o que pensa. Além de margem para articulação.

A sua saída desse circuito deixa o caminho livre para Marcos Vinícius,  vereador tucano, ex-secretário de Comunicação de Cartaxo. É o preferido de Cícero, mas teria resistência do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Teria. Sem muitas opções, com vereadores da base cobrando um definição, pode ser a solução. CCL sabe que tem obrigação maior em Campina.

A paquera do PSDB com o PMDB parece que esfriou. Pode ser impressão. Mas até que um novo sinal renasça, já era. Manoel Júnior resiste. Mesmo com PSC do lado, perdeu Leonardo Gadelha para o INSS. Vai para o duelo com a força do partido.

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