Nunca antes na história deste país um charlatão foi tão longe, diz Estadão sobre Lula

lula

Um editorial publicado semana passada no Estadão – no qual são feitas duras críticas ao lulopetismo – circula com intensidade nas redes sociais. Condenado veementemente por quem cultiva uma admiração pelo líder político e seu chamado legado e elogiado aos montes por aqueles que compartilham do pensamento e das argumentações apresentadas.

O texto diz que Lula é uma farsa, um charlatão e que, agora, após o fim da Era PT, será preciso saber como um demagogo que explorou de forma inescrupulosa a imensa pobreza nacional para se colocar moralmente acima das instituições republicanas. No editorial, ele é acusado de querer sequestrar a democracia e desmoralizar o debate político, como um gangster sindical.

Lula construiu meticulosamente a fraude segundo a qual seu partido tinha vindo à luz para moralizar os costumes políticos e liderar uma revolução social contra a miséria no País” diz o jornal.

Depois de ler e repassar para colegas, vi e li, em segundos, debates acalorados, argumentações que ratificam a ideia do editorial e que refutam o bombardeio ao lulopetismo.  Resolvemos trazê-lo para esta espaço. Concorde ou se revolte.

Abaixo o texto na íntegra

O fim do torpor

O impeachment da presidente Dilma Rousseff será visto como o ponto final de um período iniciado com a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, em que a consciência crítica da Nação ficou anestesiada.

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Benjamim acusa Lula de tráfico de influência para beneficiar filho

O deputado Benjamin Maranhão (SD) acusou o ex-presidente Lula de ter beneficiado a empresa OI para dar uma ajudinha ao filho, o Lulinha. O parlamentar paraibano  cobrou do Ministério Público Federal uma ação concreta para investigar a destinação de recursos públicos para OI, que divulgou esta semana que está entrando em recuperação judicial.

Segundo Benjamim, o então presidente Lula permitiu – através de uma modificação na Lei de Telefonia, em 2008 – que a operadora pudesse se expandir pelo Brasil todo e adquirir a Brasil Telecom, inclusive com quase R$ 20 bilhões de dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Benjmamim

Foto: camara.org.br

E não foi só essa operação, o BNDES realizou mais de 20 operações. Entre o Governo Lula e Dilma, também a Caixa Econômica e o Banco do Brasil foram obrigados a fazer empréstimos vultosos para a Oi. Hoje o que é que se vê? Uma empresa que anuncia a recuperação judicial com uma dívida de R$ 65,4 bilhões, uma empresa cujas ações estão valendo menos de 1 Real no mercado”, comentou.

Mas, para  paraibano, tudo foi feito para beneficiar a empresa Gamecorp, de Lulinha. “Esse rapaz que era tratador de elefante em um zoológico, de repente criou uma lan house, uma empresa de fundo de quintal, que se associou à Oi ao custo de R$10 milhões, sem nunca ter tido nenhuma expertise, nenhuma especialização na área de tecnologia”, disse.

E completou: “Nós não podemos permitir que isso aconteça no setor público, tão pouco que ocorra desvio de dinheiro do contribuinte para enriquecer empresários e pessoas que são ligadas ao poder”, cravou.

As acusações e o pedido de investigação foram feitos no plenário da Câmara Federal. Lula tem negado qualquer tipo de ação para beneficiar o filho. Já a Oi tem afirmado que os empréstimos e negociações foram legais.