Na reta final, a ideia é criar os cenários mais otimistas e manter militância viva

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Luciano Cartaxo

Nas últimas horas, no início da semana decisiva antes da votação do primeiro turno das eleições, ouve-se afirmações de todas as cores.

Quando o tom é azul, sorrisos de vitória certa. De empolgação e de definição em poucos dias. O combustível da onda azul estaria em supostas pesquisas internas que mantêm o cenário de favoritismo do candidato à reeleição Luciano Cartaxo (PSD).

Não haveria aproximação intensa da adversária, nem queda brusca do atual prefeito, então, a parada estaria batida e o momento seria de manutenção.

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Cida Ramos

Sem recuo da militância, para evitar qualquer susto e o avanço dos girassóis na consciência de quem espera definir quando estiver a caminho da urna.

Otimismo solar

Do outro lado, o otimismo é solar. Pesquisas internas do grupo girassol revelariam que Cida Ramos (PSB) está a alguns pontos do adversário.

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Professor Charliton

Tão perto que nem precisaria mais da subida dos candidatos que correm por fora, Professor Charliton (PT), que tem feito um campanha surpreendente; e Victor Hugo (Psol), que deixou um pouco do radicalismo do Psol de lado.

Os dois, se crescerem mais pontos do que revelam as pesquisas, podem dar uma forcinha à socialista. Aliás, a profecia é de que esse é o único obstáculo que deve ser vencido: garantir uma segunda etapa.

São as verdades dos grupos. De tons azul e laranja. Maneira de estimular a militância, evitar o salto alto ou a rendição. Na reta final, é “sangue no olho, faca nos dentes”.

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Victor Hugo

Ações às vésperas da eleição

O governador Ricardo Coutinho (PSB) aposta tudo. Em João Pessoa, inaugurou ampliação da Avenida Cruz das Armas, liberou nova via no Viaduto do Geisel, convocou beneficiários do “Minha Casa, Minha Vida”, às vésperas da eleição.  No interior, tem ordem de serviço em Guarabira; e Nova Barragem de Camará, em outra parte do Brejo.

Espera convencer seus seguidores transferir um pouco mais de sua popularidade para os candidatos, principalmente aqui na capital.

Cartaxo quer lembrar que não existe apenas um modelo socialista de governar. Vai listar benefícios e dizer que não há motivos para mudar. Também acelerou obras: entregou o Centro de Apoio ao Turista, na orla; apresentou a UPA de Cruz das Armas sem tapumes, para dizer que falta pouco.

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Charliton “surfa” na onda de denúncias de nepotismo entre Cida e Cartaxo

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O candidato a prefeito de João Pessoa pelo PT, Professor Charliton, resolveu surfar na onda de denúncias de nepotismo nas campanhas de Cida Ramos (PSB) e Luciano Cartaxo (PSD). Puxou o gancho para dizer que são frutas do mesmo “balaio” e diz que vê semelhanças entre eles.

O prefeito fala que é transparente, mas possui uma lista enorme de parentes empregados na gestão. No caso da candidata do PSB, descobriu-se que ela empregou a própria irmã durante o período que foi secretária de Desenvolvimento Humano do Estado. Ficam claras as semelhanças entre os dois candidatos, e a falta de  respeito com a população”, disse.

O candidato lembra que, no Brasil, a prática do nepotismo é proibida e fere os princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência e isonomia. Ate aí nada de novidade.

A diferença que ele apresenta está no plano de governo apresentado ao TRE. A ideia, na teoria, é enviar para Câmara pacote de medidas visando a prevenção e o combate à improbidade administrativa, composto por medidas como auditoria permanente da evolução patrimonial dos gestores e cargos comissionados e familiares.

Sobre denúncias
Cartaxo e Cida negam nepotismo nas suas gestões, apresentaram justificativas para as relações familiares e contratações, mas não se aprofundaram nas explicações.

Ricardo Coutinho foca nas obras para minimizar impacto do “chapão”

viaduto-geisel-ricardo-coutinho divulgaçãoO governador Ricardo Coutinho (PSB) vai focar ainda mais nas obras que o governo do Estado tem para inaugurar em João Pessoa. É uma forma de minimizar o impacto do “chapão da capital”, com PSDB, PMDB e PSD e mais oito partidos, na candidatura de Cida Ramos (PSB) à prefeitura da capital.
Cida tem o PSB e outras 13 legendas no seu círculo de aliança. O principal adversário, Luciano Cartaxo (PSD), tem, numericamente, menos apoios, 10, mas entre eles, dois senadores e líderes estaduais, José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Mas a ideia de RC é cristalizar o discurso de que enquanto os adversários, comandados por Cartaxo (PSD), candidato à reeleição, estão apostando na aliança (que ele chamou) do “ódio”, está trabalhando nas ações para melhorar a vida dos moradores da capital. Vai bater nessa tecla.

A nova propaganda do governo do Estado, destaque no horário nobre das televisões, é uma mostra da estratégia. O vídeo é uma homenagem do governo da PB aos 431 anos da capital e destaca o Centro de Convenções, a reforma do Espaço Cultural, a Central de Polícia, o Trevo das Mangabeiras, o Condomínio Cidade Madura o Viaduto do Geisel (ainda pela metade).

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Maranhão deu um “chega pra lá” em Ricardo na convenção do PMDB

Maranhão _ Moreira Mariz AS

Se enganou quem achou que o senador José Maranhão (PMDB) iria para convenção do partido, neste sábado (30), apenas dizer que acatou democraticamente a decisão da Executiva Municipal, que vai apoiar o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição.
Ele não foi fazer só isso. Maranhão foi decidido a peitar o governador Ricardo Coutinho (PSB), a dar um chega pra lá, e mostrar que ainda carrega mágoas do tratamento que ele tem dado à sua legenda.

O senador escolheu a convenção peemedebista da capital para anunciar o rompimento da aliança entre PSB e PMDB, feita no segundo turno da eleição de 2014. Nas falas, mandou recados claros ao governador, que pode “tomar” os cargos e fazer o que achar melhor. Para completar, Maranhão, depois de seis anos afastado de Cartaxo, elogiou a gestão dizendo que a união é o melhor para capital. Ou seja, o senador não contou conversa e “chutou o pau da barraca”.

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Chapão de JP (quase) pronto. Agora, tem que combinar com o povo

O famoso “chapão” está quase pronto e demonstra a força do projeto de reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Principalmente porque conseguiu unir partidos grandes, como PMDB, PSDB, PSD e, principalmente, duas grandes lideranças do Estado, Cássio e Maranhão.

Mas o que isso significa isso para o povo? O que o eleitor acha disso? Qual é o impacto eleitoral, na prática? Com binaram com o povo? Essas respostas nem os protagonistas da aliança têm.

Ciente de que não pode mudar o chapão, mas pode mudar a imagem que as pessoas tem dele, o governador Ricardo Coutinho já começou agir discursivamente. Lembrou, ontem (27), com frase de efeito, que a aliança não é para beneficiar o povo, o objetivo não é transformar a vida das pessoas, mas um ato de “ódio e inveja”.

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Ricardo não pode criticar alianças porque já usou e abusou de todas

Se tem uma pessoa que não pode criticar alianças esdrúxulas para ganhar eleição é RC. Em 2004, com altíssimo grau de “esquerdismo”, fez o impensável, esqueceu que Maranhão era representante da “velha política”, que tanto criticou, e conseguiu o objetivo: virar prefeito da capital.

Em 2010, com a mesma regra: “os fins justificam os meios”, fez uma aliança impensável mais uma vez; aliou-se com Cássio e Efraim Morais. PSB, DEM e PSDB juntos. Com o DEM até hoje.

Em 2014, quase isolado, conseguiu apoio de uma ala do PT que estava sendo rifada pelo PMDB e no segundo turno, depois de anos sendo “agredido” por deputados peemedebistas, entre eles Gervásio Maia, e criticando duramente José Maranhão, esqueceu as arestas e se uniram para derrotar Cássio.

Esse breve resumo, mostra que se RC vier com esse discurso de que o chapão é uma aliança com a “política velha”, com a “política tradicional”, blá, blá, blá, vai subestimar a inteligência de alguns mais sensatos.

RC precisou de todos para mostrar que é um bom gestor. Na capital, elevou o grau de exigência do cidadão com relação a obras e serviços públicos. E isso é bom.

Mas alguém tem que lembrar que ele precisou de todos, usou e abusou das alianças, para alertar a si mesmo que não se ganha eleição sozinho.

A conjuntura e a necessidade de frear o empoderamento de RC promoveram o nascimento do chamado “chapão”. É fato. Mas não há demérito nisso. Há política. A mesma que Coutinho fez para se tornar maior liderança política do Estado e fará para conseguir colocar seus projetos em prática.

A propósito dos projetos, se perguntarem sobre os “enlaces”, ele sempre diz que não se aliou a ninguém, mas que foi procurado para estabelecer aliança. Não deixa de ser verdade. Uma verdade interior.

Acordos políticos tem dessas coisas.  Precisam de verdades: a que leva ao objetivo; a que vai para a imprensa, a que pode ser compartilhada entre amigos e a que alimenta a alma.

O perigo do candidato ficar “menor” do que a aliança e do salto subir

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Ninguém tem dúvida que o chapão formado pelo PSD, PMDB e PSDB (com outras legendas menores) para eleição de JP é muito competitiva. São três grupos fortes, que têm um bom capital eleitoral, mirando no mesmo alvo. Num mesmo projeto.

Mas o condutor desse processo, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição, precisa evitar que se cristalize a ideia, de fácil proliferação, de que uma possível vitória dele depende, essencialmente, de tais acordos.

Ele está na proa. Candidato “menor” que a aliança perde o rumo e o respeito. E se as alianças são (sem dúvida) importantes politicamente, simbolicamente, não podem se sobrepor ao que mais conta na avaliação do eleitor comum: a capacidade de gestão e de liderar. Cartaxo tem o que mostrar e os troféus não são os senadores Cássio e Maranhão, apesar de suas importâncias no processo.

Para todos os efeitos: são aliados, que aceitaram o “convite” da parceria porque avalizam o trabalho e acreditam na gestão. Nos bastidores, pode até não ser. Mas se deixar “vender” a ideia de que é um “acordão” de cavalheiros para lotear as vagas das próximas eleições, pode ter rebordosa.

Concretizada a formação do bloco, tem a tarefa de evitar que a força da coalizão enfraqueça a liderança. Afinal, ao seu lado, com interesses comuns, mas também com os próprios, estarão dois “tradicionais” líderes.

O salto alto dos aliados

Também se ouve por aí que a formação do “chapão” chancela uma vitória no primeiro turno. Será? É bom arrancar logo cedo o salto alto dos correligionários e apoiadores. É bom não subestimar a capacidade de reação do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Aliás, em 2014, foi em Cartaxo e em Maranhão, que Coutinho encontrou a capacidade de reação. Virou o jogo quando a torcida já estava comemorando. Uma torcida grande, uma grande “coalizão”, capitaneada pelos tucanos. O final você já conhece.

 

Cenário fictício não engana eleitor

O cenário fictício não vai enganar o eleitor de JP.  A constatação já está nas ruas. Um exemplo: socialistas e opositores do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), precisam tomar cuidado com o grau de críticas que vão fazer à gestão. Explico. É que, se exagerarem na “tinta”, como já fazem, podem criar uma realidade que não existe na rotina de quem vive a cidade. O eleitor, então, vai desconfiar que é muita ficção. Ficção eleitoral.

Tudo bem que tem a história do “vale tudo” na eleição, da frase de efeito, pronta e forte, mas dizer que a administração atual é um “caos total”, “desastrosa”, que a população está abandonada, entregue à incompetência, que estamos chegando ao apocalipse e vivemos “numa terra arrasada” é exagero eleitoreiro que não vai colar.

Principalmente naqueles que veem a gestão pública sem paixões partidárias. Afinal, sem a cegueira dos “amores” ( ou a perspectiva de um bom cabide de emprego) fica mais fácil olhar de maneira racional.

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PSB tenta convencer Durval a deixar Cartaxo

foto cartaxo e duval

É hora de conversar, conversar e tentar convencer. De prometer “tudo e mais um pouco” para ampliar as alianças. De insistir, inclusive com aqueles que já disseram onde vão estar na eleição deste ano.

Uma das vítimas desse “assedio eleitoral” é o presidente da Câmara de Vereadores de João Pessoa, Durval Ferreira (PP). Durval, que anteontem estava na inauguração de uma escola municipal com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), continua sendo sondado pelos socialistas. O PSB acredita que pode convencer Durval a deixar Cartaxo.

São conversas para cá, encontros para lá. Dois mensageiros-articuladores se destacam nessa tentativa, Waldson de Sousa, e o vice-prefeito de JP, Nonato Bandeira (PPS), que é amigo de Durval. Os dois teriam sido escalados para levantar os argumentos e plantar a dúvida na “cabeça” do presidente da Câmara.

Interlocutores dizem que uma das promessas é a de ser o vice da candidata socialista à prefeitura da capital, Cida Ramos (PSB). Vale lembrar que Durval, havia um tempo, pareceu gostar da ideia de ser o vice, mas naquela época de Cartaxo.

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