Integração Nacional libera R$ 15 mi para governo “tocar” Acauã-Araçagi

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O Ministério da Integração Nacional informou na noite desta quinta-feira (07) que liberou R$ 15 milhões para que o governo do Estado desse continuidade às obras da Vertente Litorânea (PB), também conhecida como Canal Acauã-Araçagi, na PB. O dinheiro será usado para finalização da primeira etapa, que oferece perspectiva de segurança hídrica para seis cidades de médio porte, bem como para a área de produção de grãos e de frutas na região litorânea.

Por meio da assessoria, o ministro Helder Barbalho disse que o Governo Federal trabalha neste momento para concluir as obras estruturantes em andamento e que podem ser concluídas no menor prazo possível.

Nós triplicamos, por exemplo, o repasse de recursos para as obras complementares, que receberão as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco, neste primeiro no primeiro mês”, ressaltou Barbalho.

Segundo o governo estadual, Araçagi-Acauã está com 55% de execução, é composta de 112,5 quilômetros de canais e vai fornecer água para consumo humano, uso industrial e projetos de
irrigação.

Audiência com Barbalho

ministério integração1 (1)O governador Ricardo Coutinho se reuniu, ontem (07), em Brasília, com o ministro da Integração. O encontro que foi acompanhado pelo secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado, João Azevedo, e pelo secretário Institucional do Governo em Brasília, Ricardo Barbosa. Foi lá que o ministro se comprometeu em retomar as obras do canal Acauã-Araçagi, particularmente a primeira etapa, que vai de Acauã até Gurinhém.

Coutinho disse que a carteira de investimentos que a Paraíba tem com o Ministério da Integração é muito alta, tanto no que se refere aos investimentos federais como a contrapartida do Estado.

Engate rápido

Já com relação às adutoras de engate rápido, o governador disse que está sendo aguardada uma decisão do Tribunal de Contas da União sobre a autorização de créditos extraordinários para esse tipo de investimento. Ele adiantou que essas adutoras pressupõem solução para Piancó, Monte Horebe e São José de Piranhas.

Fotos: Divulgação

 

Temer dá uma sobrevida aos Estados e RC reclama de barriga cheia

O presidente interino Michel Temer (PMDB) conseguiu dar uma sobrevida aos governadores e evitou uma rebelião, num momento já sensível e instável dessa sua interinidade. Não precisa de mais problemas, não é? Delações, Lava Jato, pedidos de prisão já são suficientes.

Ao suspender o pagamento da dívida dos Estados por seis meses e escalonar o pagamento das parcelas nos próximos dois anos (de 5% a 100% do valor das parcelas), o presidente, mais uma vez, utiliza a política do “vamos acalmar a turma, depois a gente vê o que faz”. Fez isso quando apoiou o projeto de aumento de salários dos servidores dos três Poderes. No caso dos governadores, para não desagradar, aumentou o rombo nas contas em mais R$ 50 bilhões, disseram os economistas. Há quem acredite que não havia o que fazer. Precisa dar resposta aos gestores. O que Dilma, já sem força política, não fez.

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Foto: Marcos Corrêa

Para os governantes não havia o que fazer. Com corda no pescoço, era isso ou mais um mês tirando milhões das receitas em queda para amortizar o valor real e para pagar os juros. Aqui na Paraíba, só de juros e encargos, de janeiro a junho deste ano, já foram pagos cerca de R$ 81,7 milhões.
Outros R$ 145 milhões foram usados para amortização da dívida. Ou seja, juntando os dois, em média, por mês, o Estado usa R$ 37 milhões. Valor que nos próximos seis meses, de acordo com a negociação feita, ontem, em Brasília, deve dar um fôlego ao caixa.
Veja informações completas no link: http://transparencia.pb.gov.br/despesas/consulta-despesa

As cobranças e alfinetadas de Coutinho

O governador Ricardo Coutinho contestou, mas teve que aceitar. Primeiro, a firmou que os estados que conseguiram fazer o dever de casa com relação às contas ganharam pouco. O tratamento diferenciado foi para quem já está “quebrado ao meio”. Segundo, fez uma crítica velada à ajuda feita ao Rio de Janeiro. Cobrou dinheiro para salvar os sertanejos da seca. De acordo com ele, isso é que é calamidade. Uma referência, clara, ao decreto de calamidade pública do Rio motivado pelo rombo nas contas.

Se aprovarem os aumentos que o Congresso está votando nesses dias, nós vamos ter a condição de talvez cobrir, com essa renegociação, o aumento dos outros poderes. Rio Grande do Norte e Ceará da mesma forma. Ou seja, aqueles estados que estavam sem sobra de caixa, porém um pouco mais equilibrados em função talvez da própria forma de gestão, foram minimamente contemplados, e os estados que têm os maiores problemas foram mais contemplados, cinco ou seis estados. Então eu creio que é preciso complementar isto”, argumentou Ricardo Coutinho.

Mas o governador RC reclama de barriga cheia. Não tinha nada e, pelo menos nos próximos seis meses, terá sobrando no caixa, aproximadamente, R$ 37 milhões. Dá para “tocar” muita obra pelo Estado afora. Obras que serão essenciais para ajudar a eleger seus candidatos. Essenciais para sedimentar seu futuro político.