Sem os votos em branco e nulos, Cartaxo chega a 66% e Cida a 29%

cidaQuando considerado só os votos válidos, sem os nulos e os em branco, a vantagem do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) sobre a candidata adversária, Cida Ramos (PSB), dispara para 37%.

O candidato à reeleição chega a 66% das intenções de voto e  a socialista 29%. Os dados são da pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira (24) pela TV Cabo Branco.

Os votos válidos são utilizados para calcular o resultado das eleições e, a preço de hoje, o candidato Cartaxo estaria reeleito com sobra. No cálculo dos votos válidos, Professor Charlinton (PT) fica com 2% e Victor Hugo, do Psol, com 3%. Victor-Hugo

Nessa simulação, o prefeito chega a 73% da preferência do eleitor mais jovem: entre 16 e 34 anos. Justamente, onde Cida tem uma queda para 23%.

A redução da socialista no eleitorado que está nessa faixa etária é percebido em quase toda pesquisa. O mesmo acontece naqueles que têm menos escolaridade.

As possíveis motivações das subidas e quedas

No que se refere ao público mais jovem, há quem diga que é aí que deve entrar o vice-prefeito do socialistas, Wilson Filho (PTB), que acabou de completar 27 anos. Pesa contra Cida também a queda considerável no público de baixa renda.

O que de certa forma é uma contradição porque a candidata é ex-secretária de Desenvolvimento Humano da PB, responsável pelos programas sociais do Estado, como Habilitação Social, abono natalino, décimo terceiro do Bolsa Família. charlinton

A candidata cresce bem entre os que tem ensino superior e médio e em renda maior. Provavelmente, resultado da sua ação como professora universitária e entre os “intelectuais”, com atuação entre a classe média, média alta, que têm com maior grau de escolaridade.

Em todos os cenários, Cartaxo vai muito bem entre os jovens, como disse. Há quem atribua o bom resultado aos votos das mães e pais jovens que têm filhos nas creches construídas na gestão, às ações como climatização das escolas, dando mais conforto aos estudantes; restauração de parques e praças e construção de campos de futebol nos bairros.

????????????????????????????????????

Do outro lado, Cartaxo tem um queda considerável entre os que tem 35 a 54 anos, com 59% da intenções.  Difícil conjecturar sobre os motivos, sem uma análise qualitativa, mas o senso comum nos faz lembrar que o problema está na população economicamente ativa, que precisa pegar ônibus lotado, que reclama do trânsito, do atendimento nos postos de saúde, da demora na marcação de exames e cirurgias.

Charlinton e Hugo

No caso de Charlinton e Hugo, algumas observações podem ser feitas. Na tabela de votos válidos e em boa parte das simulações, Professor Charlinton pontua bem no eleitorado que tem nível superior. Chega a 6% em uma delas. Em compensação, Victor Hugo só tem 1% nesse grupo. O candidato do Psol cresce, no entanto, em todas as simulações no grupo dos que têm ensino médio, chegando em uma das tabelas a 5% das intenções de voto.votos validos

Enfim, não há aqui verdades absolutas. Apenas reflexões.

 

LEIA MAIS

Ricardo dispara contra proibições de campanha; algumas “prejudicam” mais seus candidatos

 

rcO governador Ricardo Coutinho (PSB) detonou hoje (22) de manhã algumas proibições das campanhas eleitorais, que já estão colocadas em prática nas ruas.

Em solenidade no Palácio da Redenção, Coutinho afirmou que é preciso discutir melhor as questões da campanha eleitoral para não correr o risco de “matar” a política. O alvo principal das críticas foram os espaços que se tem para as divulgação de “ideias”.

Apesar da queixa pertinente, o governador usou um exemplo contestável: o tamanho dos cartazes e adesivos. Foi uma espécie de crítica certa com exemplo errado.

Hoje em dia não pode nada. A lei diz até o tamanho de uma cartaz que vai colocar num canto, até o tamanho do adesivo que vai colocar no carro. Daqui a pouco tão dizendo se coloca do lado esquerdo do lado direito. Ou seja, é algo antipolítico, é algo apolítico”, generalizou RC.

Sabemos que o tamanho dos adesivos e cartazes e o controle da utilização de materiais gráficos têm a ver com a tentativa de diminuir a força poder econômico em algumas campanhas. Principalmente aquelas ricas, com a máquina estatal ou municipal, como principal fonte.

As limitações, de fato, impõem barreiras  e evitam o derrame de dinheiro, tornando a campanha, nesse ponto específico, mais equilibrada. Adesivos e cartazes não vendem ideias, apenas personagens. O exemplo de RC é passional.

O governador  também reclamou dos comunicados que precisam ser feitos à Justiça Eleitoral durante a campanha, nas visitas, caminhadas, panfletagens e outras atividades. Neste caso, RC tem mais razão e consegue exemplificar melhor a crítica pontual.

Se você vai estar numa esquina a tal hora, você precisa comunicar que vai estar na esquina em tal hora para poder entregar um panfleto. Não dá né?. Isso não culpa da Justiça. Isso é efetivamente o Congresso que precisa olhar com outros olhos a política. Porque eu acredito que através da política você tem capacidade…aliás é o único instrumento que temos para fazer avançar este país que não pode parar, nem muito menos retroceder”, argumentou.

Prejudica seus candidatos

O governador RC tem todos os motivos para reclamar, principalmente porque seus principais candidatos só se prejudicam com a nova legislação eleitoral. Nas duas principais cidades do Estado, são desconhecidos, precisam de mais tempo para se projetar, mais espaços para aparecer.

O governador sente, no cenário atual, os prejuízos de uma campanha rápida e cheia de limitações.  Apesar das críticas, algumas que devem ser lavadas em conta, não pode dizer que todas as modificações foram ruins. O debate de ideias continua tendo bom espaços. Mas, de fato, o tempo de reação de uma candidatura que começa atrás é muito menor.

Empreender

Aproveitando para registrar que nesta segunda-feira o governador liberou créditos do Empreender PB para beneficiários de João Pessoa e do Conde.  Uma iniciativa com base legal, periódica, e importante para quem precisa de capital para “tocar” um  negócio.

Em qualquer período, a ajuda não seria contestada, mas agora, às vésperas de um votação, em duas cidades com candidatos competitivos do governador, não sei se é mera coincidência ou benevolência. Talvez, um bom planejamento. É só ver o histórico dos benefícios nesses períodos eleitorais.

 

 

Manoel Jr. não quer PMDB de JP com Ricardo e Maranhão vai “levando”

Maranhão. Marco Aurélio Ag. Senado

Já deu para perceber que quem dá boa parte das cartas no PMDB é o senador José Maranhão. Poucos ousam contestar.
Na última semana, contrariando os sinais, não confirmou formação do chapão (PMDB, PSD, PSDB), nem muito menos disse que o candidato a vice do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), será do PMDB.

Também não fechou as possibilidades de negociação com PSB. Deixou tudo escancarado. “Tudo pode acontecer”, disse ele. Nesse jogo, um movimento é claro: Manoel Júnior, que (ainda) pode ser o candidato do PMDB em João Pessoa, não vai deixar seu partido se aproximar de Ricardo Coutinho na capital. Este enlace, ele não quer.

LEIA MAIS

O que o PSB de Ricardo vai oferecer ao PMDB de Maranhão?

Ricardo-Coutinho-Temer-e-Maranhão

A semana começa com a expectativa da reunião entre o senador José Maranhão (PMDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB), na próxima quarta-feira (20). O socialista tenta fazer o peemedebista abandonar a ideia do “chapão” de JP, articulação para  o PMDB indicar um vice na chapa do PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, com apoio do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O vice pode ser o deputado federal Manoel Júnior ou um nome da Executiva Municipal.

Mas o que Ricardo pode oferecer a Maranhão para que ele desvie o caminho e volte a pensar numa aliança com a candidata dele, Cida Ramos? Como não custa nada imaginar, vamos fazer esse exercício.

LEIA MAIS

De mansinho, Galdino já juntou sete partidos ao redor de sua candidatura

adrianogaldinoNinguém gosta de perder. Mas quando um político não tem obrigação de vencer e consegue surpreender, ganha moral para projetos futuros. O candidato a prefeito de Campina Grande, Adriano Galdino (PSB), passeia por esse cenário.

Pode fazer muito mais que o esperado na disputa eleitoral em CG, mas entra no jogo sabendo que não será fácil desbancar a polarização Romero Rodrigues (PSDB)  versus  Veneziano Vital (PMDB), mesmo tendo a máquina do governo estadual a seu favor.

O fato é que de mansinho, com jeito de “matuto esperto”, já juntou ao redor da sua candidatura sete legendas, além do PSB. Três, vão anunciar apoio na próxima terça-feira (12), às 9h30, durante entrevista coletiva, na sede da Associação Campinense de Imprensa (ACI). Estarão com ele, o PRTB, PSL e PRP e já estão o PT, PT do B, PDT e PC do B.

Claro que esses partidos já estão na base do governador Ricardo Coutinho (PSB) e se sentem meio que pressionados a seguir junto, apoiando, por tabela, o nome ungido pelo comandante. Mas não há como negar que o jeito agregador de Galdino tem ajudado. Se fosse outro, com resistência, já teria morrido por inanição.

Sem falar que ele é o presidente da AL, com poder na mão, com a caneta do Legislativo e comandando várias lideranças que precisam da sua “bondade” do presidente. Vários ingredientes que dão uma espécie de vitaminada na sua candidatura.

Para quem era apenas um opção, caso Veneziano recuasse, o ex-prefeito de Pocinhos, está se saindo melhor que encomenda. Ainda tem resistência do campinense bairrista. Mas, para muitos, já tirou o ranço de forasteiro.

Se nasceu como uma simples ameaça ao PMDB, resistente em fazer aliança com o PSB em JP, “trocando” os apoios, Galdino já se superou e pode fazer acender a luz “laranja” na Rainha da Borborema. Agora é aguardar para saber até onde ele vai. Há quem diga que, nas pesquisas internas, subiu bem. Mas, caro leitor, pesquisas acertam e, de vez em quando, enganam.  É acompanhar.