‘Eleição presidencial de 2018 já começou’, diz Dilma na Suíça

“A eleição de 2018 começou agora no Brasil”. A declaração foi dada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante entrevista a um canal de TV da Suíça, país onde a petista está cumprindo uma agenda de encontros. Na conversa, ela também deixou claro que não tem nenhuma intenção de tentar voltar ao comando do país e defendeu o ex-presidente Lula. As informações foram divulgadas em reportagem do jornal ‘O Estado de São Paulo’.

“Eu não vou voltar à presidência. Eu vou continuar fazendo política todos os dias de minha vida”, afirmou. “De agora até 2018, quero assegurar que o Brasil tenha um encontro correto com a democracia. E que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa concorrer”, completou Dilma.

A ex-presidente começou sua agenda na Suíça na sexta-feira (11). Ela foi recebida por entidades internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em uma programação que acontece no mesmo momento em que o Brasil reassumiu uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Segundo o ‘Estado de São Paulo’, representantes da diplomacia brasileira não gostaram do tratamento que foi concedido pelas entidades à petista. Ela ainda deve conceder entrevistas a vários veículos de imprensa da Europa e vai falar em seminários para uma plateia de centenas.

Deputado quer Lula e Dilma na inauguração da Transposição na PB

Jhonathan Oliveira

Para o deputado, sem Lula e Dilma a obra não existiria Foto Michel Filho/Agência O Globo

O deputado estadual Jeová Campos (PSB) protocolou um requerimento na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) solicitando que o órgão convide os ex-presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) para participarem de visitas técnicas, audiências públicas e entrega das obras de transposição de águas do Rio São Francisco na Paraíba. O parlamentar argumenta que a presença dos dois é uma questão de justiça, por eles serem os principais responsáveis pela obra

“Este empreendimento, que é a maior obra hídrica de infraestrutura do Brasil, que beneficiará mais de doze milhões de pessoas, nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, só foi iniciada pela determinação do ex-presidente Lula e teve grande avanço nas gestões de Dilma, de forma que não seria justo que eles não participassem do momento mais importante da ação que é a chegada das águas na Paraíba”, defende Jeová.

O parlamentar, que já foi filiado ao PT, criticou a atuação do governo de Michel Temer e de seus aliados em relação à obra, classificando-os, inclusive, de oportunistas. “Quem de fato foi o responsável por concretrizar esse sonho, acalentado desde o Império, não tem o devido espaça para ser reconhecido. Acho isso injusto, por isso resolvi fazer essa solicitação”.

“Se não fossem eles [Lula e Dilma], essa obra não existiria esta verdade precisa ser dita em qualquer lugar e a todo tempo”, completou Jeová.

O Ministério da Integração Nacional confirmou que as águas do São Francisco vão chegar à cidade de Monteiro no próximo sábado (11). O presidente Michel Temer vai participar da solenidade que vai comemorar o momento.

 

 

Nunca antes na história deste país um charlatão foi tão longe, diz Estadão sobre Lula

lula

Um editorial publicado semana passada no Estadão – no qual são feitas duras críticas ao lulopetismo – circula com intensidade nas redes sociais. Condenado veementemente por quem cultiva uma admiração pelo líder político e seu chamado legado e elogiado aos montes por aqueles que compartilham do pensamento e das argumentações apresentadas.

O texto diz que Lula é uma farsa, um charlatão e que, agora, após o fim da Era PT, será preciso saber como um demagogo que explorou de forma inescrupulosa a imensa pobreza nacional para se colocar moralmente acima das instituições republicanas. No editorial, ele é acusado de querer sequestrar a democracia e desmoralizar o debate político, como um gangster sindical.

Lula construiu meticulosamente a fraude segundo a qual seu partido tinha vindo à luz para moralizar os costumes políticos e liderar uma revolução social contra a miséria no País” diz o jornal.

Depois de ler e repassar para colegas, vi e li, em segundos, debates acalorados, argumentações que ratificam a ideia do editorial e que refutam o bombardeio ao lulopetismo.  Resolvemos trazê-lo para esta espaço. Concorde ou se revolte.

Abaixo o texto na íntegra

O fim do torpor

O impeachment da presidente Dilma Rousseff será visto como o ponto final de um período iniciado com a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, em que a consciência crítica da Nação ficou anestesiada.

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Dilma fala em consulta popular para novas eleições e dispara contra “mesquinharia e atraso”

Logo depois da audiência pública nesta quarta-feira (15), na Praça do Povo do Espaço Cultural, em JP, a presidente afastada Dilma Rousseff  concedeu entrevista à imprensa. Quatro perguntas. Apenas quatro questões feitas por jornalistas sorteados, entre dezenas deles que ocuparam o Teatro Paulo Pontes. Era quatro ou nada, disse um assessor.  Dilma não sentou no sofá colocado no meio do palco. Em pé, rodeada pelos profissionais, respondeu as perguntas. A fisionomia variava entre o abatimento e a força – as palavras e os seus alvos determinavam o perfil.

DILMA 2 compactado

A presidente afastada começou falando da possibilidade de um plebiscito, no qual a população poderia escolher se queria ou não novas eleições. Dilma afirmou que não cabe a ela fazer a convocação de um referendo, mas do Legislativo – Senadores e Deputados. Não negou, nem afirmou querer a consulta popular. Mas afirmou que prefere consulta à tomada do poder pela “usurpação”. Segundo ela, as instituições brasileiras foram atacadas por processos parasitários.

Conspiração de Temer e Cunha

Respondendo a segunda pergunta, afirmou que está ficando cada vez mais clara a relação entre o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o presidente interino, Michel Temer (PMDB).  Ela insinuou que a ligação dos políticos foi construída com dois objetivos: implantar uma “solução Temer” e barrar a Lava Jato.

Acho que esse toma lá da cá já deu o que tinha que dá”

A presidente afirma que o presidencialismo de coalizão fracassou. E usou como exemplo ministros que foram de seu governo e que pularam de barco e hoje fazem parte da gestão Temer. Segundo ela, se voltar ao Palácio do Planalto, terá de fazer um ministério diferente, com outro padrão. “Acho que esse toma lá da cá já deu o que tinha que dá”, afirmou.

Dilma criticou “confisco” de recurso do Viaduto do Geisel

Para Dilmdilma 05 compactadoa, parasitas contaminaram a árvore democrática e eles precisam ser “mortos ou extintos”. Fazia referência aos políticos que, segundo ela, conspiraram contra a democracia e o voto popular. Rousseff mostrou descontentamento com as medidas do governo consideradas mesquinhas, como evitar que ela use o avião da Fab.

Também considerou grave o bloqueio que o Ministério das Cidades fez nos recursos (R$ 17,5 milhões) para conclusão do Viaduto do Geisel, em JP. O dinheiro foi liberado por ela antes de sair.

Uma coisa grave aconteceu aqui na Paraíba (…) é uma volta ao passado. O Lula mudou e eu mudei. Nós mudamos as relações com os governadores”

No caso da parcela do governo federal para o Viaduto do Geisel, Dilma só não lembrou que nada disso teria acontecido se ela, nesse um ano e meio de segundo mandato, tivesse atendido aos apelos do governo para liberação do dinheiro. Sentou em cima.

 

 

 

 

Audiência pública com Dilma deve reunir mais de cinco mil pessoas

A audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da PB com a presidente afastada Dilma Rousseff deve reunir mais de cinco mil pessoas. É o que espera a organização. O evento será na Praça do Povo, no Espaço Cultural, em João Pessoa, no próximo dia 15, às 15 horas.

A presidente já confirmou presença e vai falar sobre a situação política, seu afastamento provisório e sobre a democracia. São esperados integrantes de movimentos sociais de várias cidades da Paraíba e de estados vizinhos, como Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Além de movimentos sociais, como Cut , MST e MTST, estão sendo convidados para participar da audiência senadores e deputados federais e prefeitos paraibanos que defendem a permanência da presidente Dilma no Planalto. Os convites para as autoridades já começaram a ser distribuídos.

Os deputados que se inscreverem para falar terão um tempo determinado. Estão sendo programadas ainda intervenções do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB); do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); da presidente afastada e de representantes de pelo menos três movimentos sociais e sindicais.

Após a audiência, grupos artísticos se apresentarão no palco.