Nunca antes na história deste país um charlatão foi tão longe, diz Estadão sobre Lula

lula

Um editorial publicado semana passada no Estadão – no qual são feitas duras críticas ao lulopetismo – circula com intensidade nas redes sociais. Condenado veementemente por quem cultiva uma admiração pelo líder político e seu chamado legado e elogiado aos montes por aqueles que compartilham do pensamento e das argumentações apresentadas.

O texto diz que Lula é uma farsa, um charlatão e que, agora, após o fim da Era PT, será preciso saber como um demagogo que explorou de forma inescrupulosa a imensa pobreza nacional para se colocar moralmente acima das instituições republicanas. No editorial, ele é acusado de querer sequestrar a democracia e desmoralizar o debate político, como um gangster sindical.

Lula construiu meticulosamente a fraude segundo a qual seu partido tinha vindo à luz para moralizar os costumes políticos e liderar uma revolução social contra a miséria no País” diz o jornal.

Depois de ler e repassar para colegas, vi e li, em segundos, debates acalorados, argumentações que ratificam a ideia do editorial e que refutam o bombardeio ao lulopetismo.  Resolvemos trazê-lo para esta espaço. Concorde ou se revolte.

Abaixo o texto na íntegra

O fim do torpor

O impeachment da presidente Dilma Rousseff será visto como o ponto final de um período iniciado com a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, em que a consciência crítica da Nação ficou anestesiada.

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Dilma fala em consulta popular para novas eleições e dispara contra “mesquinharia e atraso”

Logo depois da audiência pública nesta quarta-feira (15), na Praça do Povo do Espaço Cultural, em JP, a presidente afastada Dilma Rousseff  concedeu entrevista à imprensa. Quatro perguntas. Apenas quatro questões feitas por jornalistas sorteados, entre dezenas deles que ocuparam o Teatro Paulo Pontes. Era quatro ou nada, disse um assessor.  Dilma não sentou no sofá colocado no meio do palco. Em pé, rodeada pelos profissionais, respondeu as perguntas. A fisionomia variava entre o abatimento e a força – as palavras e os seus alvos determinavam o perfil.

DILMA 2 compactado

A presidente afastada começou falando da possibilidade de um plebiscito, no qual a população poderia escolher se queria ou não novas eleições. Dilma afirmou que não cabe a ela fazer a convocação de um referendo, mas do Legislativo – Senadores e Deputados. Não negou, nem afirmou querer a consulta popular. Mas afirmou que prefere consulta à tomada do poder pela “usurpação”. Segundo ela, as instituições brasileiras foram atacadas por processos parasitários.

Conspiração de Temer e Cunha

Respondendo a segunda pergunta, afirmou que está ficando cada vez mais clara a relação entre o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o presidente interino, Michel Temer (PMDB).  Ela insinuou que a ligação dos políticos foi construída com dois objetivos: implantar uma “solução Temer” e barrar a Lava Jato.

Acho que esse toma lá da cá já deu o que tinha que dá”

A presidente afirma que o presidencialismo de coalizão fracassou. E usou como exemplo ministros que foram de seu governo e que pularam de barco e hoje fazem parte da gestão Temer. Segundo ela, se voltar ao Palácio do Planalto, terá de fazer um ministério diferente, com outro padrão. “Acho que esse toma lá da cá já deu o que tinha que dá”, afirmou.

Dilma criticou “confisco” de recurso do Viaduto do Geisel

Para Dilmdilma 05 compactadoa, parasitas contaminaram a árvore democrática e eles precisam ser “mortos ou extintos”. Fazia referência aos políticos que, segundo ela, conspiraram contra a democracia e o voto popular. Rousseff mostrou descontentamento com as medidas do governo consideradas mesquinhas, como evitar que ela use o avião da Fab.

Também considerou grave o bloqueio que o Ministério das Cidades fez nos recursos (R$ 17,5 milhões) para conclusão do Viaduto do Geisel, em JP. O dinheiro foi liberado por ela antes de sair.

Uma coisa grave aconteceu aqui na Paraíba (…) é uma volta ao passado. O Lula mudou e eu mudei. Nós mudamos as relações com os governadores”

No caso da parcela do governo federal para o Viaduto do Geisel, Dilma só não lembrou que nada disso teria acontecido se ela, nesse um ano e meio de segundo mandato, tivesse atendido aos apelos do governo para liberação do dinheiro. Sentou em cima.

 

 

 

 

Audiência pública com Dilma deve reunir mais de cinco mil pessoas

A audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da PB com a presidente afastada Dilma Rousseff deve reunir mais de cinco mil pessoas. É o que espera a organização. O evento será na Praça do Povo, no Espaço Cultural, em João Pessoa, no próximo dia 15, às 15 horas.

A presidente já confirmou presença e vai falar sobre a situação política, seu afastamento provisório e sobre a democracia. São esperados integrantes de movimentos sociais de várias cidades da Paraíba e de estados vizinhos, como Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Além de movimentos sociais, como Cut , MST e MTST, estão sendo convidados para participar da audiência senadores e deputados federais e prefeitos paraibanos que defendem a permanência da presidente Dilma no Planalto. Os convites para as autoridades já começaram a ser distribuídos.

Os deputados que se inscreverem para falar terão um tempo determinado. Estão sendo programadas ainda intervenções do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB); do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); da presidente afastada e de representantes de pelo menos três movimentos sociais e sindicais.

Após a audiência, grupos artísticos se apresentarão no palco.