‘É interessante’, diz Kevin Spacey sobre comparação entre Underwood e Eduardo Cunha

O ator Kevin Spacey falou pela primeira vez sobre a comparação que fazem entre o personagem Frank Underwood, que ele interpreta na série House of Cards, com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB). Ele disse que considera ‘interessante’ a comparação com o peemedebista cassado, que está preso em Curitiba, e com outros políticos.

House of Cards estreia no canal Paramount na terça-feira (Foto: Reprodução)

A comparação entre Underwood e Cunha foi bastante usada nas redes sociais no auge do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e chegou a ser citada pela imprensa internacional quando o ex-presidente da Câmara foi preso. “Como ator, eu não posso fazer um julgamento moral sobre um personagem. […] Tem sido interessante ver que, independente da política, o personagem tem sido visto de formas diferentes”, afirmou Spacey em entrevista a jornalistas da América Latina para divulgar o lançamento dda primeira temporada da série da Netflix no canal pago Paramount Channel.

Spacey afirmou que ficou surpreso ao descobrir que algumas pessoas veem Underwood como um ‘combatente da corrupção’, da mesma forma que muitos enxergavam Cunha no Brasil. O ator mencionou que há espectadores que enxergam o personagem por um ângulo heroíco, como alguém que ‘quebra todas as regras’ na política e luta contra o poder estabelecido.

Fica na cadeia: Fachin rejeita pedido de liberdade de Eduardo Cunha

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou mais um pedido de liberdade feito pelo ex-deputado Eduardo Cunha, que se encontra preso preventivamente em Curitiba desde outubro de 2016, por decisão do juiz Sergio Moro.

Desta vez, Fachin negou o prosseguimento de um habeas corpus protocolado pela defesa de Cunha em dezembro e que já havia sido rejeitado pelo ministro Teori Zavascki, relator anterior da Lava Jato, que morreu em uma queda de avião, em janeiro.

Os advogados de Cunha recorreram da decisão monocrática de Teori, mas Fachin a confirmou sob os mesmos argumentos: de que o STF não poderia julgar o pedido de liberdade antes de ele ter seu mérito apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em fevereiro, o plenário do STF decidiu rejeitar um outro pedido de liberdade de Cunha. O resultado, com placar de 8 a 1, coincidiu com o voto do ministro relator Edson Fachin, que na ocasião também defendeu a manutenção da prisão do ex-deputado.

A prisão preventiva de Cunha foi decretada em outubro por Moro na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.

Ricardo esquece o “lado” Eduardo Cunha de Wellington Roberto

A política e cunhasuas façanhas. Nela, sintomas da amnésia vêm e voltam de acordo com as conveniências eleitorais. O governador Ricardo Coutinho (PSB), por exemplo, até tem uma sintonia política com Wellington Roberto (PR) no quesito Dilma Rousseff. Os dois acham que a presidente não deveria ter sido afastada.
Mas RC, recebendo o apoio do PR para eleições em JP e em CG este ano, preferiu esquecer que WR é um dos principais defensores do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha.  A relação Cunha Wellington, neste caso, não causou repulsa. Aliás, Wellington não se sentiu nem um pouco constrangido em defender Cunha nas entrevistas que deu em um evento de Ricardo segunda-feira. A assinatura da Ordem de Serviço do Parque Parahyba.
“Numa boa”, Coutinho quer mesmo é o tempo de TV, porque nem base eleitoral em JP Wellington Roberto tem.