Ações para retirar “contra-ataque” de Cartaxo do guia são para intimidar

As últimas representações da equipe jurídica da candidata a prefeita de JP, Cida Ramos (PSB), contra as propagandas do candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), são simplesmente um instrumento de intimidação.

Abordamos esse assunto porque não acredito que o grupo achava, mesmo, que conseguiria um direito de resposta ou retirar as propagandas do ar com justificativa tão ruim.

Nas inserções e vídeos feitos para o guia, narrados pelo candidato a vice Manoel Júnior (PMDB), a equipe de campanha de Cartaxo contra-ataca, afirmando que não praticou nepotismo com a contratação e promoção da irmã.

Por outro lado, diz que teria sido a socialista que usou da prática, mantendo uma irmã trabalhando na Secretaria que ela chefiava.

“Na boa”, as propagandas de Cartaxo para se defender e revidar são muito, muito mais fracas, diria tímidas e medrosas, menos nocivas a imagem da candidata do que as veiculadas pelo coligação  socialista.

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Cássio tira licença sem vencimento e deve entrar nas campanhas a partir da semana que vem

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O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vai tirar licença de 120 dias, sem vencimento, a partir do próximo dia 08 de setembro, quando o suplente deve assumir. A parada é para fazer um procedimento cirúrgico e participar de campanhas eleitorais pelo Estado. Na próxima segunda, Cássio viaja para São Paulo, onde fará um consulta médica e, em seguida, desembarca de vez na Paraíba. A licença será solicitada na terça, como quarta é feriado, o suplente do senador, Deca do Atacadão, também do PSDB, deve tomar posse na próxima quinta-feira (08).

A expectativa é pela participação do tucano na campanha de Cartaxo (PSD), candidato à reeleição em João Pessoa; e de Romero Rodrigues, candidato de seu partido na sua cidade natal, Campina Grande.  Segundo Cássio, no caso da capital, o apoio à candidatura do prefeito é incondicional.

Na espontânea, 38% dos eleitores de JP não sabem em quem votar ou não responderam

ibope

Muitos números da pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira (25) pela TV Cabo Branco, dão uma certa tranquilidade ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD), apesar das indefinições naturais.

Entre esses números bons do candidato à reeleição, uma aprovação de 64% e um índice de pessoas que acham a gestão boa ou ótima de 45%. Sem falar na intenção de voto (estimulada): 52% de Cartaxo contra 23% da segunda colocada, Cida Ramos (PSB).

Apesar de, no geral, os números serem positivos para LC, um deles precisa ser visto com cautela e atenção. É a porcentagem daqueles que não sabem ou não responderam na pesquisa espontânea.

Ou seja, quando o pesquisador apenas perguntou em quem o entrevistado votaria, mas sem dizer nome de ninguém.

Resultado

Nesse caso, 38% não sabem ou não responderam. Cartaxo, por sua vez, tem a preferência de 31% e Cida 11%. Dois por cento disseram outros nomes.

Mas por que o alerta? É que dentro desse grupo há, com certeza, uma boa parte que poderia ter dito espontaneamente que vota no atual prefeito porque é conhecido, tem obras feitas, outras em andamento, porque reconhece o trabalho do gestor.

Mas, mesmo assim, eles declararam que ainda não sabem ou não quiseram responder. Ou seja, ainda não tem convicção, nem certeza, não avalizam “de pronto” a gestão atual.

Sinal amarelo

Em outras palavras: ainda têm muita gente que está indecisa, visto que, se tivessem absoluta certeza, mesmo numa espontânea, diriam que o voto é de quem está no comando.

A dúvida dos eleitores na pesquisa espontânea, neste caso, pesa menos para Cida. Afinal, ela não é conhecida e não tem trabalho a ser reconhecido.

Alguém pode dizer: mas esse número não importa tanto? O que vale é a intenção estimulada, é a aprovação.

Tudo bem que, em tese, é assim. Mas não dá para ficar em berço esplêndido quando se constata que 38% dos eleitores estão sem saber, sem querer responder, mesmo conhecendo o trabalho que já foi feito.

Professor Charlinton e Victor

Na pergunta sobre as intenções de voto, sem dizer os nomes dos candidatos, Professor Charlinton (PT) e Victor Hugo (Psol) não  pontuaram. Parece-nos que isso aconteceu porque ainda não têm os nomes deles internalizados ou não os conhecem o suficiente para, espontaneamente, citar e lembrar do nome. A partir desta sexta-feira (26), com o começo do guia eleitoral de rádio e televisão e o início das entrevistas e debates nas emissoras de tv abertas, a situação deve melhorar para os dois.

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RC vai apostar no discurso, na militância, nele mesmo, contra as forças “tradicionais”

rc

Depois do anúncio do rompimento da aliança entre PMDB e PSB feito ontem (30), sem cerimônias, pelo senador José Maranhão, ficou a pergunta: qual será a reação do governador Ricardo Coutinho? Se fosse um jogo de lideranças, teríamos hoje uma espécie de 3×1. Os senadores Cássio, Maranhão e o prefeito Luciano Cartaxo contra RC.

Com relação às alianças, os socialistas não têm muito o que fazer. Talvez cortejar o PP, que voltou a reclamar da forma que o vice de Cartaxo foi escolhido, dando prioridade a Manoel Júnior do PMDB e ao PSDB.

Pode ainda, e deve, assediar mais o deputado federal Wilson Filho (PTB), que passou o fim de semana no Sertão participando de convenções. Já disse aqui no blog, em outros momentos, que  vários socialistas da cúpula acreditam que ele é o nome ideal para vice.

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Convenção do PT de JP vai ter Lula, criticas a Cartaxo e Fora Temer

charlinto FRANCISCO FRANÇA

Com certeza, a convenção do PT de João Pessoa, neste sábado (30), terá a presença de deputados estaduais Anísio Maia e Frei Anastácio, do deputado federal Luiz Couto e dos militantes que resistiram. O professor Charlinton Machado, que será confirmado candidato do partido, afirmou que quem vai marcar presença por meio de um vídeo é o ex-presidente Lula, que deixará sua mensagem para a militância, lembrando das lutas, da força do PT e da resistência necessária para o momento.

O que também não irão faltar na convenção petista são críticas a chamada “traição” do prefeito Luciano Cartaxo, que deixou o PT para se filiar ao PSD; de quebra, disparos contra o “chapão”, que tem o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), José Maranhão (PMDB) e Cartaxo (PSD) como protagonistas.

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O chapão é para barrar “superpoderes” de RC

A propósito dos últimos fatos do cenário político de João Pessoa e declarações sobre alianças, ficamos instigados a fazer alguns registros. Nada de verdades absolutas, apenas observações e reflexões.

Um delas tem a ver com o chamado “chapão”, que uniu o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e o PMDB comandado pelo senador José Maranhão (esse último ainda em cima do muro).

De fato, o grupo se juntou porque quer dar um tombo seguro no governador Ricardo Coutinho (PSB). Ou melhor, quer evitar que Coutinho se fortaleça ainda mais.

Ele tem uma boa avaliação e imprimir, por tabela, uma derrota na principal cidade do Estado, seu reduto, é essencial para o futuro de todos do chapão: Cássio, Maranhão (lideranças consagradas), que perdem espaço com a atuação socialista, e Cartaxo, que busca ampliar, para todo Estado, seu raio de influência.

Ricardo com “superpoderes” é péssimo para todos eles.

No caso de Cássio, por exemplo, RC forte prejudica projetos de reeleição da senatoria e o fortalecimento de seu grupo político, dos seus espaços de atuação.

Pensando nisso, ficou mais fácil “esquecer” que Maranhão foi o responsável por arrancá-lo do Palácio da Redenção, em 2009. A aliança, agora, é mais que estratégica. É manutenção de poder.

Se um dia foi conveniente para o tucano se juntar com Ricardo para se vingar do peemedebista, agora é preciso se juntar com o peemedebista para derrotar RC.

No caso de Cartaxo, com Ricardo forte na capital, ele terá muito mais trabalho em se tornar uma quarta força política do Estado. Ficará amarrado e o projeto de ser governador terá que ser adiado para um cenário incerto.

No caso de Maranhão, impera a desconfiança, o medo da ingratidão e da suposta falta de “consideração” de RC. Essa altura, Maranhão até queria partilha, mas está começando a acreditar que RC só divide quando o projeto dele se estabelece. Não confia.

O que há de errado nesse método? Para mim, nada. Mas é preciso estar disposto a aceitar e pagar o preço.

No final das contas, o grupo está realmente com “medo” de uma vitória de RC, por meio de Cida Ramos. O governador, por sua vez, já está afinando o “tom” do discurso. Lembrou nesta quarta (27) que a aliança não é a favor do povo, mas uma ação orquestrada, motivada por “ódio e inveja”, por revanchismo. Foi a primeira alfinetada para diluir os efeitos simbólicos do chapão. Falo disso em breve.

Tese de “autonomia municipal” garante PMDB de JP com Cartaxo

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A estratégia do senador José Maranhão (PMDB) é a mais simples de todas. Lembrar aos aliados atuais e aos que querem apoio do PMDB que é “cada um no seu quadrado”.

Ou seja, na tese dele, os diretórios municipais têm autonomia para decidir quem vai apoiar, de acordo com as realidades locais.

Não dá, de acordo com suas últimas posições dele, para fazer “pacotões”, desrespeitando decisões dos membros das executivas dos municípios. Aquelas, claro, que tem autonomia formalizada.

A regra vale, inclusive, para João Pessoa. Mesmo que a decisão tomada aqui, de alguma forma, repercuta em outras cidades. É uma postura conveniente neste momento, mas que convence.

Caso de JP 

Em outras palavras, no caso aqui de João Pessoa, onde a decisão já é de apoio a Cartaxo, o senador está avisando que não vai negociar uma aliança com os socialistas em troca de apoios em Guarabira, Patos, Campina Grande e outras cidades, mesmo querendo o apoio do PSB nesses locais.

Vale lembrar que nos municípios citados, o PMDB tem candidaturas competitivas e com chances reais de ganhar, com ou sem o PSB. Talvez, no segundo turno, o apoio socialista seja essencial, mas nesta outra etapa, outros acordos são feitos.

Manoel Júnior lembrou disse

Na reunião desta segunda-feira à noite (25), quando aparentemente parecia que Manoel Júnior estava sendo “emparedado” pela cúpula estadual (a favor da aliança com PSB), o deputado federal foi no “nervo”.

Lembrou aos colegas que ele não “meteu o bedelho” na eleição de Campina, nem se meteu na de Guarabira, nem muito menos na de Patos ou Cajazeiras e quer que os diretorianos estaduais respeitem a decisão do executiva municipal. Instância que tem autonomia para tomar a decisão.

Talvez por isso o recuo formal de Raimundo Lira, dos Paulino, mesmo opinando sobre o cenário de JP. Eles, de fato, admitem que não podem interferir diretamente na decisão, apenas influenciar. Algo, que a essa altura do campeonato não devem conseguir mais.

Então, caro leitor, para não me alongar mais. Se Maranhão não quiser usar a “força bruta”, a decisão está tomada. Na capital, o PMDB está com o prefeito de JP, Luciano Cartaxo, candidato à reeleição.

Manoel Jr. é o único nome do PMDB para vice de Cartaxo

Os nomes da ex-vereadora de JP, Nadja Palitot, e do suplente do senador José Maranhão, o advogado Rossevelt Vita, foram cogitados, mas não vingaram   

 

Caiu por terra, hoje, mais um obstáculo que poderia impedir que o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) aceitasse ser o candidato a vice do prefeito de João Pessoa, na chapa encabeçada por Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição.

Foi a Brasília para votação de escolha do novo presidente da Câmara Federal e deve voltar no fim da semana com o anúncio. Nesta terça (12),  reúne-se, mais um vez, com os senadores Cássio e Maranhão. Já não questiona o desmonte discursivo de sua pré-candidatura.

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Manoel até pensou em indicar alguém, junto com o senador. Um nome de confiança do PMDB para ocupar a vaga de vice. Mas, olhou para um lado, para outro, e não tinha nome.

O PMDB não tem um vereador de expressão e de confiança. Não tem dirigente partidário, de peso, com uma relação forte com João Pessoa. Aliás, restaram duas opções no tablado: a ex-vereadora de JP, Nadja Palitot, e o suplente do senador José Maranhão, o advogado Rossevelt Vita.

Mas Manoel não viu vantagem. Sairia fragilizado, afinal defendia a candidatura própria do PMDB com unhas e dentes. E, o pior, não teria oportunidade de ser prefeito de JP, como aposta.

É essa perspectiva, a médio prazo, que o estimula. Vai apostar na vitória do “chapão”. Só assim, pode assumir a prefeitura em 2018, quando Cartaxo, se ganhar agora, entrega o cargo para concorrer ao governo do Estado.

Manoel vai na confiança.

Eduardo Cunha diz que é vítima e renuncia à presidência da Câmara

Charge: Chico Caruso/O GLOBO

Com instantes de muita emoção, agradecendo à família e acusando de ser vítima de uma ação orquestrada, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) leu a carta de renúncia.

Cunha afirmou que é hora da Câmara retomar o protagonismo que tinha quando ele estava à frente da Casa e aceitou a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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O rame-rame do 13º

Cartaxo convidou a imprensa para anunciar a antecipação de parte 13º salário do servidores municipais. Ricardo critica a forma que o adversário fez o anúncio, em compensação, não apenas autoriza o pagamento de “seus servidores”, como faz questão de dizer que DETERMINA o pagamento. Ambos no mesmo nível.  Não é heroísmo. É rame-rame demais para apenas cumprir uma obrigação. Tudo por causa a disputa eleitoral. O pior é imaginar, só imaginar, que  isso ainda pode influenciar um eleitor.