Semob precisa proibir tráfego de ônibus na ladeira do Cabo Branco

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Chegou a hora da Semob proibir o tráfego de ônibus na ladeira do Cabo Branco. Esta semana, mais um parte da barreira se foi, num trecho a poucos metros da descida – essa parte já recebeu uma cerca de proteção, evitando a aproximação de quem está a pé.

Não precisa ser especialista para perceber que o veículos grandes, ônibus de linha e de turismo, que sobem e descem com frequência, só aumentam o impacto sobre aquela área “doente”. Sem falar no risco para os passageiros. Quando o ônibus desce faz uma curva fechada que aproxima o veículo de um “abismo”.

Se os desmoronamentos continuarem no ritmo que estão, em breve, veículos pequenos também terão que ser proibidos. Ou, no mínimo, com trânsito permitido numa única direção: subindo.

Então, se não estão fazendo, é hora de pensar numa alternativa sem a ladeira do Cabo Branco. O projeto de revitalização não sairá, pelo visto, antes que toda aquela área esteja proibida para veículos.  Os alertas estão lá.

Veja situação em vídeo

Ministérios, prefeitura de JP e Estado discutem situação da falésia do Cabo Branco

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Integrantes dos Ministérios do Turismo, do Meio Ambiente e da Integração Nacional debatem, nesta segunda-feira (11), a situação da falésia do Cabo Branco com a prefeitura de João Pessoa e o governo do Estado. A “mesa redonda” será no Cabo Branco Atlântico Hotel, e vai acontecer depois de uma vistoria que os órgãos farão na barreira, às 9 horas.

A visita deve contar ainda com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), do Ministério Público e de entidades ambientais. A ação é promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. Numa iniciativa do deputado federal Wilson Filho (PTB).

“Queremos colocar todos os responsáveis frente a frente para que se possa fazer algo de efetivo e salvar esse   patrimônio do Brasil”, disse Wilson Filho, que, em 2012, destinou uma emenda parlamentar de R$ 6,5 mi para recuperação da área.

Há duas semanas, a Sudema liberou licença para que a prefeitura de JP faça estudos e inicia a abertura do processo de licitação para contratação da empresa que vai executar o projeto para conter a erosão e recuperar a área.

Foto: Felipe Gesteira/Secom-JP

JORNAL DA PARAÍBA faz alerta e PMJP reabre caminho para ciclistas e pedestres no Cabo Branco

De maneira sensata, alguém percebeu que fechar as duas vias próximas ao mirante do Cabo Branco era desnecessário. O BLOG LC e o JORNAL DA PARAÍBA alertaram, no último sábado (18), que a interdição total da área com uma cerca de arame farpado impediria, inclusive, a passagem de ciclistas, corredores e pedestres. Nesta segunda-feira (20), a prefeitura recuou e abriu caminho para quem usa o espaço para fazer atividade física e relaxar.

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Não precisava ser especialista para perceber que, se a interdição fosse parcial, pedestres e ciclistas não corriam perigo com a queda da barreira. É que o desmoronamento atinge parte de uma das pistas, a mais próxima do mirante. Fechar um dos trechos é uma precaução necessária. Mas interditar “tudo” não pareceu razoável. Até porque não foi dada nenhuma opção segura para quem usa aquela área.
O desvio para carros deve ser entregue na quinta-feira (23), de acordo com informação repassada, nesta segunda-feira (20), a Rádio CBN. A interdição voltou a gerar uma polêmica entre prefeitura e Sudema (governo estadual). O órgão alega que o município entregou o projeto de recuperação da área incompleto. Os responsáveis da prefeitura rebatem.

Mais fiscalização para os infratores

ladeiraCom o novo acesso para motos, carros e veículos grandes pavimentado, com sinalização e iluminação, a prefeitura espera que motoristas e motociclistas, que estavam “quebrando” o bloqueio com manilhas, deixem o espaço para pedestres e ciclistas; evitando o impacto que a circulação de veículos motorizados pode provocar.

De qualquer forma, agentes da Semob poderiam intensificar a fiscalização para intimidar os infratores.  Agora, é a aguardar por uma solução definitiva. Não só para a contenção e retardo da erosão da barreira, como para reurbanização da área para uso de pessoenses e turistas, que esperam ter mais um espaço para o lazer e contemplação da cidade.