Barbosa e Buba se licenciam da AL e abrem vaga para Arthur e Raoni

BUBA RICARDO BARBOSA

Na próxima semana, os deputados Ricardo Barbosa e Buba Germano, ambos do PSB, devem tirar licença. O processo já começou a tramitar na AL. Não tem nada a ver com doença, apenas uma manobra para “arrumar” a ação política em torno do debate eleitoral de João Pessoa. É que com a licença de dois parlamentares, assumem o vereador de Cabedelo, Arthur Cunha Lima Filho (PRTB), e o parlamentar de JP, Raoni Mendes (DEM). No lugar deste último, entra a suplente Sandra Marrocos (PSB), pré-candidata a vereadora. A articulação faz parte da manobra para fortalecer a oposição ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). No mínimo, são dois bons atacantes no front.

Buba Germano já havia dito que estaria disponível para o sacrifício. Quer ajudar os prefeitos da sua base. Barbosa havia resistido, mas como voltou a ficar bem próximo do governador e foi convencido pelo mestre.

Ele vai assumir a Secretaria de Governo em Brasília, no lugar do deputado Lindolfo Pires (Pros) e afirmou que o governador Ricardo Coutinho o convidou pela experiência que acumulou nos cargos que ocupou em Brasília, nos trâmites das demandas governamentais com os órgãos federais.

“Estamos vivendo um ano difícil, de contingenciamento de recursos, e assumo a pasta com a missão de envidar os maiores esforços no sentido de garantir e ampliar a liberação de recursos para obras do Estado, respeitadas as dificuldades pelas quais passa o país”, explicou.

Barbosa informou que ficará no cargo somente até o final do ano, já que em 2017 assumirá a primeira-secretaria da Assembleia Legislativa.

Fotos: Ascom/AL

 

Parecer do Iphaep pediu redução do píer, alega prefeitura

 

pier grande

A obra da Lagoa, de maneira geral, já foi aprovada pela população. É fato. Foi entregue à cidade um espaço importante e é mérito da gestão Cartaxo ter assumido a responsabilidade de intervir. Mas a polêmica sobre o tamanho do píer ainda continua na boca do povo e nas redes sociais.

Em nota nesta terça-feira (14), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba lamentou que a prefeitura de João Pessoa tivesse tentado utilizar “intervenção” do órgão como justificativa para amenizar as críticas da população a respeito da reurbanização do Parque Solon de Lucena.

Mas a prefeitura voltou ao front. Divulgou agora à tarde, um parecer do Iphaep, de 14 de maio de 2015, que no seu ítem seis propõe a redução do píer. Diz o ponto: “Reduzir as dimensões do trapiche e executá-lo do tipo flutuante”. E continua: “as comparações do trapiche foram reduzidas em comparação ao projeto anterior e foi proposto do tipo flutuante”, registra o parecer. A prefeitura alega que neste ponto fica claro que o órgão pede a redução do trapiche e que ele deve ser flutuante e que por isso, o projeto foi modificado.

Mas ainda ficou uma dúvida: o pedido de redução do trapiche é baseado em um projeto mais realista ou o parecer fala daquele “gigante” usado no material publicitário? Para o Iphaep só existe esse projeto que foi executado, sem intervenção do órgão. Para prefeitura, não.

Nesse parecer, o órgão pede aumento da área verde, usar espécies vegetais nativas e no caso de corte fazer o replantio do dobro; manter intacto a obra que homenageia o Quarto Centenário da PB; e ainda fazer alterações no projeto dos quiosques e em parte do Cassino da Lagoa. Tudo foi acatado.

Início da polêmica

A prefeitura de JP apresentou à população um projeto com um píer amplo e com a possibilidade de colocar equipamentos de ginástica sobre ele. Um espaço de contemplação e atividade física. Era ele que todos esperavam. Mas, na prática, o que vimos foi uma pequena passarela flutuante. Muito diferente do que havia sido divulgado num primeiro projeto, apresentado em 2014.  A gestão alegou que a mudança foi uma determinação do Iphaep e, por isso, fez a alteração; e que executou exatamente o projeto que foi aprovado pelo órgão. Mas o Iphaep afirmou que não recebeu nenhum projeto com um píer mais “robusto”, mais “pomposo”.

Governo Temer não pode ser responsabilizado por um possível atraso na obra do Viaduto do Geisel

 

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foto: divulgação

O Governo do Estado garante que vai entregar o Viaduto Geisel, em João Pessoa, no prazo previsto: agosto de 2016. Antes da eleição. Para poder vitaminar a campanha eleitoral por aqui. Há quem ache difícil, mas vamos esperar. O que o governador Ricardo Coutinho (PSB) e seus auxiliares não podem fazer é culpar o governo Temer por um possível atraso na entrega da obra. Ou possível entrega parcial.

Semana passada, Coutinho acusou o ministro das Cidades tucano, Bruno Araújo, de ter “confiscado” R$ 17 milhões da obra, liberados pelo governo Dilma às vésperas de sua saída. Depois de muitas versões e divergências vitaminadas por politicagem, de ambos os lados, o Ministério das Cidades liberou R$ 3,8 milhões, referentes à medição feita e entregue à CEF (22%), banco responsável pelo repasse do recurso após, confirmação de andamento do trabalho.

O que é preciso registrar, no entanto, é que lá na frente, quando num discurso político-eleitoral algum socialista alegar que a obra não ficou pronta por causa da retaliação do governo interino, de Bruno Araújo e do tucanato, não acredite. É mentira.

A culpa é do governo Dilma

O segundo mandato do governo Dilma, até o afastamento, durou um ano e cinco meses. Durante esse tempo, o Governo Federal liberou apenas R$ 200 mil para o viaduto. Com o pires na mão o governador RC foi várias vezes a Brasília pedir a liberação de recurso para essa e para outras obras que estão sendo tocadas apenas com dinheiro estadual. Mesmo sendo aliado, mesmo defendendo a presidente afastada, não vinha nada. Para nenhuma obra. Se gestão não tivesse sido capaz ou não tivesse obstinada a entregar essa obra, ela não estaria com mais de 55% dos trabalhos executados. Tudo feito, segundo o governador, com dinheiro do Tesouro Estadual.

Em resumo, a culpa é do governo de Dilma que no tempo certo não fez repasses. Segurou, segurou e quando viu que estava de saída, liberou o dinheiro para o aliado de primeira ordem, o governador RC. Então, fica o registro: a demora, o possível atraso na conclusão não tem nada a ver com a suposta retaliação de agora, ou bloqueio de valores recentes, mas com uma “amarração” antiga. É consequência do contingenciamento que o governo Dilma teve que fazer por causa do rombo que provocou nas contas. Fica o registro.

 

Nova Lagoa é entregue à população

Prefeitura explicou que o projeto apresentado e aprovado pelo Iphaep foi executado na sua plenitude. O desenho mais “pomposo”, com pier estendido e grades ao redor do Parque Solon de Lucena, era uma peça publicitária, apresentada à imprensa um ano antes da aprovação do projeto original ser avalizado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Estadual.

 

Ministério das Cidades liberou dinheiro para obra não licitada da prefeitura de JP, diz oposição

Firmes na tese de que o Ministério das Cidades está retaliando o governo da Paraíba, aliados e auxilares do governador Ricardo Coutinho (PSB) dizem que estão sendo usados dois pesos e duas medidas no que se refere à liberação de dinheiro para os gestores.

É que de acordo com eles, o governo federal repassou mais de R$ 9 milhões à prefeitura de João Pessoa para pavimentação de ruas, sem que as obras tivessem sido licitadas. “Como é que se bloqueia dinheiro de uma obra em andamento (Viaduto do Geisel) e se libera dinheiro para obra sem licitação?”, questionou um auxiliar de Coutinho.

A alegação só “apimenta” o embate e fortalece o argumento socialista de que há revanchismo, segundo ele. A informação foi uma tréplica e veio depois que o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), por meio de nota, afirmou que os R$ 17 milhões liberados por Dilma para a construção do Viaduto do Geisel foram bloqueados porque a gestão estadual não tinha feito a mediação da obra. De acordo com o ministério, só 22% estavam executados. O ministro disse ainda que o valor total só foi liberado por Dilma porque o Estado da Paraíba estava recebendo um tratamento privilegiado.

Na última sexta, o governador RC disse que o bloqueio não tinha justificativa e foi um possível ato de retaliação. Neste sábado, em entrevistas, e por meio de nota, o governador Ricardo Coutinho foi mais duro, “colocou sangue no olho” e partiu para o ataque. Afirmou que as medições já foram feitas e mais de 50% da obra já foram executados. Ele criticou e lamentou o tom político dado à nota do Ministério. Na nota, o governador fez questão de lembrar que a maioria das obras hoje executadas no Estado depende muito mais dos recursos do Tesouro estadual do que da União.

A moído está só no começo porque a nota oficial do governo da Paraíba também tem um tom político. “o Governo do Estado não hesitará, um segundo sequer, em lutar para que seja concluída. Mesmo diante de bloqueios e boicotes injustificáveis”, diz.

Nas próximas horas, aliados do governador prometem apresentar documentos para mostrar que o caso do Viaduto do Geisel recebeu um tratamento diferenciado, provavelmente por causa do postura pró-Dilma de Coutinho. Para ricardistas, a prefeitura de João Pessoa só esta sendo beneficiada por causa da relação amigável do PSD com o ministro Araújo, que já foi do partido.

 

 

Até agora o alvo é Cartaxo, mas quem vai disparar primeiro contra Cida?

O alvo principal de todos os pré-candidatos a prefeito de João Pessoa, por enquanto, é atual prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O bombardeio vem de várias frentes, afinal, o candidato à reeleição continua favorito. Lá na dianteira, de acordo com pesquisas de consumo interno.

Mas quem vai disparar primeiro contra a pré-candidata do PSB, Cida Ramos? Quem vai mudar o alvo primeiro? Abençoada pelo governador RC, com perspectiva de receber ajuda da máquina estadual, Cida é a que mais tem chances de avançar e continua sendo poupada.

Manoel Júnior (PMDB) tem dito que é a verdadeira oposição e que Cida é uma marionete do governador. Não passa disso. Wilson Filho (PTB) evita, por enquanto, entrar nos embates. Entende que o eleitor moderno não quer a crítica pela crítica, mas propostas, ideias. Charlinton Machado (PT) apenas relembra o “ex-petismo” de Cartaxo e de suas obras. Victor Hugo (Psol) ainda não entrou no debate.

O fato é que para chegar em Cartaxo, Wilson e Manoel, principalmente, precisam evitar que Cida cresça e eles ainda não sabem como fazer isso. Não encontraram o tom, não acertaram a “mão” para atingir a socialista antes que ela avance no protagonismo e deixe os dois para trás.

Ciumeira da Lagoa

Tudo bem que o governador RC sabe que tudo que ele fala vira manchete, mas usar seu precioso tempo para criticar os problemas pequenos da reforma da Lagoa, é “feio”. Parece picuinha provocada pela ciumeira. Ele tinha que deixar isso para os vereadores de oposição, para Cida que é a pré-candidata; para os mensageiros.

Olhando assim parece que realmente está com receio do efeito eleitoral que a obra pode provocar.  É como colocar defeito na namorada do amigo, quando o sentimento é de frustração porque não conseguiu tê-la.

Uma hora péssima para criminalizar as gravações

O projeto do deputado federal Vital do Rego Filho (PMDB), que prevê prisão para responsáveis pela gravação de voz, filmagem e divulgação de áudio ou vídeo sem autorização das “vítimas” foi apresentado ano passado. Bem antes das “explosões” provocadas pelos áudios que derrubaram Delcídio do Amaral e que, agora, com Sérgio Machado, tem atordoado a cúpula do PMDB.

A questão é que o projeto foi publicizado agora e é inevitável a interpretação de que Veneziano apresentou uma proposta de lei para evitar que “futuros delatores” e de outras “ações” tenham provas dos crimes alheios.

Talvez seja hora de adaptar o projeto, fazer modificações ou até retirar do debate. Não tem fundamento levantar essa discussão agora contra a opinião pública. Será fácil colocar a pecha de que o deputado quer calar o jornalismo investigativo, impedir o combate a corrupção. Bem como gravações que são importantes para a “coletividade”, como essas que podem derrubar Rena, Jucá e Sarney.

Não deve ter sido essa a intenção quando apresentado em 2015, mas na “temporalidade errada” parece.

 Sem nome próprio, foi o jeito

Retribuindo o apoio que o DEM sempre deu ao PSB, o governador Ricardo Coutinho foi a Cabedelo anunciar apoio ao pré-candidato a prefeito do Democrata na cidade, o vereador Fernando Sobrinho.  Vale ressaltar que também não tinha muito que fazer. Sem um nome próprio, Sobrinho era o que mais “se encaixava” com o projeto girassol.

Definições no Sertão: oposição se une em Sousa e Chica desiste da reeleição em Patos

O fim de semana foi de definições no Sertão do Estado. Em Sousa, o imprevisível aconteceu: a oposição se uniu para enfrentar André Gadelha (PMDB). Na verdade, as duas principais lideranças oposicionistas, o empresário Zenildo Oliveira (PSD) e ex-prefeito Fábio Tayrone (PSB), que já foram sócios e nos últimos anos “duelavam”, deixaram de lado o conflito e as diferenças e usaram o pragmatismo. Separados, não tinham a mínima chance de desbancar o peemedebista.

A união inclui ainda o presidente do Pros, Lindolfo Pires, e o governador Ricardo Coutinho (PSB). Neste caso, uma curiosidade: Coutinho e o deputado federal Rômulo Gouveia, principal liderança do PSD e que estão rompidos desde 2014, unem-se. Também agem de maneira pragmática. São as realidades locais se sobrepondo às divergências das lideranças partidárias. O nome do “cabeça de chapa” só será definido depois de pesquisa.

 Nabor vai substituir Chica

Em Patos, aconteceu o previsível. O deputado estadual Nabor Wanderley foi oficializado candidato a prefeito pelo PMDB. Assume o posto depois que a atual prefeita, Chica Motta, desistiu de ir para reeleição. O grupo evita falar que a avaliação da prefeita não é boa, mas esse seria o motivo da mudança. O principal adversário, o deputado Dinaldo Wanderley vai usar a mudança para expor uma suposta fragilidade no grupo.

 Articulação em Campina

O pré-candidato a prefeito de Campina Grande, Adriano Galdino,  já dá como certo o apoio de nove partidos na Rainha da Borborema. Com esta base, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba pode ter o maior tempo de guia eleitoral. Adriano, tem se mostrado rápido nas articulações, com o governador dando o aval.

A briga continua

A briga entre o governo do Estado e o Ministério das Cidades não parou ainda. O governo da Paraíba quer mostrar que há dois pesos e duas medidas no que se refere à liberação de recursos e já busca prova de que o tratamento para aliados do ministro Bruno Araújo é bem melhor. Novidades já, já.

Cássio anuncia que Temer vai sancionar MP que beneficia produtores rurais do NE

 

Em vídeo divulgado pelas redes sociais na tarde desta terça-feira (07), o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) afirmou que o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), vai sancionar Medida Provisória 707/15, que vai beneficiar produtores rurais. Segundo ele, o presidente também reafirmou que irá concluir as obras de transposição do Rio São Francisco até dezembro. Outra medida anunciada atinge os pescadores. De acordo com Cássio, “os verdadeiros pescadores vão receber o seguro defeso”.

A informação foi dada depois do senador tucano sair de uma reunião de trabalho com o presidente interino. As medidas serão anunciadas por Temer no próximo dia 14, em Arapiraca, Alagoas.

MP 707

A Medida Provisória 707/15 reabre prazos e concede benefícios para a quitação ou renegociação de dívidas rurais. A MP original prorrogava prazos para evitar que mutuários com pagamentos em atraso fossem cobrados judicialmente ou suas dívidas encaminhadas à Dívida Ativa da União. A data final de dezembro de 2015 passou a ser dezembro de 2016

Uma das emendas aprovadas concede anistia de multas pelo atraso na entrega da Guia de Recolhimento do FGTS no período de 27 de maio de 2009 a 31 de dezembro de 2015.

Informações sobre MP: Agência Brasil

Eleições 2016: PROS fecha com PRTB

O PROS fechou aliança com o PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) na chapa proporcional para as eleições 2016, em João Pessoa. Esta é a primeira participação da legenda na disputa eleitoral.

Na capital, a coligação trabalha para eleger três vereadores. São 41 pré-candidatos confirmados. “Firmamos uma boa parceira e essa coligação haverá de fazer a diferença na proporcional em João Pessoa. Vamos fortalecer ainda mais o PROS com uma política diferenciada, da qual filiados e simpatizantes possam contribuir com o crescimento e os ideais  do partido”, destacou Eurípedes Leal, presidente municipal do PROS.

A aposta do dirigente é que a Câmara passe por uma grande renovação nas eleições pontuou Eurípedes Leal.