‘Escola Sem Partido’: projeto que censura professores é apresentado na Câmara de JP

Jhonathan Oliveira

O controverso projeto ‘Escola Sem Partido’, que tem o objetivo de censurar os professores dentro de sala de aula, proibindo a discussão de conteúdos políticos e de gênero, por exemplo, acaba de desembarcar em João Pessoa. A proposta de implantação na rede municipal de ensino chegou à Câmara Municipal da capital pelas mãos da vereadora Eliza Virgínia (PSDB), maior representante da bancada evangélica na Casa.

Fruto de um movimento nacional, criado pelo advogado Miguel Nagib, o ‘Escola Sem Partido’ já foi apresentado em diversas partes do país, inclusive tendo sido implantado em Picuí. A ideia central do programa é proibir a ‘doutrinação’ dos alunos por parte dos professores. O projeto apresentado por Eliza, que segue a linha geral da iniciativa, diz que os educadores não poderão se “aproveitar” da audiência cativa dos alunos “para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias”.

O ‘ESP’ é fundamentado em uma base religiosa tradicional e também cria polêmica ao estabelecer que os professores devem tratar os alunos com base na “identidade biológica de sexo”. Isso quer dizer que estudantes transgêneros, por exemplo, não podem ser tratados pelo gênero com o qual se identificam. Obrigando assim os educadores a serem todos preconceituosos.

“Entendemos que é necessário e urgente adotar medidas eficazes para prevenir a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas, e a usurpação do direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”, afirma Eliza Virgínia, na justificativa do projeto. A vereadora bem que poderia explicar melhor o que é moral e o que não é.

O que Eliza Virgínia talvez não saiba, é que o ‘Escola Sem Partido’ é considerado inconstitucional. A leitura neste sentido foi feita pela Advocacia Geral da União (AGU) em uma ação, no Supremo Tribunal Federal (STF), que questiona a implantação do projeto como lei em Alagoas. Para a AGU, a iniciativa legisla sobre uma área de competência exclusiva da União e infringe o artigo 206 da Constituição, que garante a pluralidade de ideias no ambiente de ensino.

O projeto foi apresentado na segunda-feira (13) e deve começar a tramitar nas comissões da Câmara Municipal nos próximos dias. A questão é esperar para saber se os parlamentares vão atropelar a Constituição para garantir a aprovação da polêmica proposta.

 

25 Comente ‘Escola Sem Partido’: projeto que censura professores é apresentado na Câmara de JP

  1. Adriano Bezerra Disse:

    Eu vejo não como ‘preconceito’. Por quê a palavra subentende um conceito pré concebido. Na realidade é necessário que a escola ensine as atribuições que lhes são devidas. Educação é principio constitutivo da família. Eu, como pai, é que assumo a responsabilidade de educador dentro dos princípios que acredito serem o certo. A doutrinação político-ideológica dentro das escolas, principalmente a pública, é uma realidade. Agora, não adianta trocar ‘seis por meia-dúzia’.

  2. Ismael Melo Disse:

    Você acha que “promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias” não devia ser censurado? O professor deve mostrar ambos os lados da moeda, no mesmo nível de conhecimento, de apresentação sem que exalte o lado de sua preferência. Assim seria transmitido o conhecimento nivelado, permitindo ao aluno formar sua própria opinião.

  3. joao paulo martins Disse:

    Dep. Eliza , pelo amor de Deus se assim vc entende que estamos no seculo 21 .. Não vamos deixar que esse retrocesso chegue a Paraíba. Alunos aprendendo o básico do básico na escola por conta de uma mulher que se diz evangélica .. sendo assim , se tranque em uma igreja junto com a sua corja de de políticos neoliberais e fascistas ..vocês querem mesmo é a proliferação da discoirdia em nosso pais

  4. Fernanda Beraldo Disse:

    Vc está desinformando as pessoas!!! O projeto não visa a censura!!! Isso é um absurdo!!! Vá estudar e ler, seu esquerdopata de uma figa!!!

  5. Demétrio Disse:

    Em cada núcleo familiar existem distintas realidades, há aqueles que ensinam a tolerância, enquanto outros a intolerância. A discussão de gênero perpassa as discussões sobre os papéis de homens e mulheres na sociedade, por exemplo, a conquista do voto ou do mercado de trabalho pelas mulheres. Agora pense, se em cada lar se ensina como convém a família, todas as concepções atingem a sala de aula, ou aqueles que propõem tal ideologia de escola sem partido acreditam que os alunos são estátuas, que não trazem suas próprias concepções? – infelizmente muitos que falam sobre a escola e sistema educacional não se qualificam, trazem suas próprias concepções de mundo.

    • Fernandes Disse:

      E você esta estabelecendo que direito da família de educar seus filhos é menor do que o do professor de falar o que bem deseja ? Já imaginou se o professor um nazista ? Já pensou se o professor for um fanático religioso ? Não né. E sabe porque não, porque você egoisticamente esta pensando em suas ideologias políticas.
      Na questão de gênero deixo-lhe somente um exemplo para que aprenda que a ciência não é tolerante com idealistas políticos. Imagine um transgênero que de homem se “sinta” mulher. Imagine esta pessoa envolvida em um acidente aonde ela faleça em um incêndio e como resultado seu corpo fique irreconhecível. A identificação só poderá ser feita por seu esqueleto e exame de DNA. O que a ciência dirá ? Que ele era “mulher” como pensava ou homem como seu corpo grita ?

    • Alvaro Disse:

      A diversidade consiste nisso, na divergência de opinião, se você quer impor agendas ideológicas, com é feito atualmente, vai ter resistência sim, vai ter pessoas que discordam e a liberdade de expressão seddá também nisso. Inclusive há legislação que dá à família certas prerrogativas que o governo via ativistas tentam tomar-lhe

  6. Kelly Oliveira Disse:

    Esse projeto é uma aberração. Na mesma linha de outras propostas da vereadora. Respeitar a identidade sexual das pessoas, a orientação religiosa e esclarecer sobre questões políticas é uma necessidade. É absurdo ver quantas pessoas hoje atuam pela alienação do povo, temerosas que a população se torne mais esclarecida e saia de suas rédeas. O povo não deve ser tratado como gado senhora vereadora e não adianta tentar iludir a população esclarecendo que é pelo bem dos alunos. Crianças e adolescentes devem ser orientados a respeitar uns aos outros e não apenas àqueles que compartilham das mesmas crenças que as suas.

    • Alvaro Disse:

      Aberração é ver escola servir de palanque ideológico, de professor impor sua opinião em detrimento do educação familiar, quem da apoio para que o governo imponha uma agenda ideológico sem a permissão sós país busca implantação de um regime totalitário, a tal ditadura covil, é assim que vejo, eu, como pai, dou apoio a limitar a atuação de professores sim, inclusive existe lei para isso, o projeto escola sem partido corta as asas da doutrinação que tem sido feita há décadas e é por isso que leva ao desespero quem quer forçar uma agenda cultural goela abaixo. Professor tem que ensinar português, matemática, física, química, oratória, inglês, espanho, ccoisas da vida compete a família.

  7. Glaucio Alves Disse:

    “Censura” e “impede debates na sala de aula”? Esta matéria é criminosa. Deveria ao menos ler o conteúdo do projeto! Credibilidade zero, a não ser que se retrate.

  8. Isaac Disse:

    Só poderia vir de alguém do P$DB. Mais uma proposta vinda diretamente da idade média.

  9. Gerson Floriano Disse:

    Uma aberração, o livre pensar é garantido na constituição cidadã você ouve o que quer, quando quer e como quer,quem forma cidadão é a escola!

  10. Jader Porfirio Disse:

    Creio que dentro da sala de aula o professor não tem a chamada “liberdade de expressão” pois ele é pago para dar aula da matéria que ele se propôs a dar na entidade. Ele pode se manifestar no Facebook, numa praça, no sindicato. Mas dentro da sala de aula NÃO. Pois, falar que o capitalismo é um lixo dentro de uma escola particular é no mínimo doentio.

  11. Olga Disse:

    Uma perguntinha básica: quem vai tutelar essa “vigia” pra saber que os professores nao serão “doutrinadores”? E quem julgaria isso, e baseado em que ou quem?
    Ditadura mandou lembranças, viu!

  12. Fabio Nogueira Disse:

    Inconstitucional ou não, o Escola sem Partido é fundamental para o progresso do país. Enquanto a escola for um local de doutrinação política de esquerda ao invés um espaço de formação de pensamento e de capacidade analítica, nós iremos caminhar para trás, formando militantes e não cidadãos. A pressão popular irá impedir que esse fenômeno nefasto continue prejudicando nosso país

    • sandra Disse:

      Tudo que o ESP quer é que os alunos conheçam seus direitos e os deveres de seus professores. O professor tem a obrigação de exercer seu ofício com responsabilidade e não divagar da matéria que deveria ensinar. Você já imaginou se quando contrata um pedreiro para uma reforma, ao invés de fazer o serviço para o qual foi contratado ele sentasse e ficasse expondo suas opiniões políticas, éticas ou morais? Mesmo que este fosse o mais bem intensionado, não estaria prestando o serviço para que foi contratado. Imagine também um pai que quer criar seus filhos dentro de uma concepção de mundo voltado ao comunismo e na escola um professor de direita ataca com veemência as idéias de Max, desconstruindo tudo que este pai acredita, você seria a favor deste professor? Porque você imagina que o contrário é válido? O projeto ESP quer somente que o professor execute seu trabalho com eficiência sem desviar o foco ou interferir no direito que os pais tem de educar seus filhos conforme suas próprias convicções como, aliás, determina a lei!

  13. jorge Disse:

    Esta na hora de colocar estes professores vermelhinhos no seus devidos lugares. Professor é pago para ministrar aulas. Emitir conceitos políticos e ideológicos podem ser feitos fora do colégio, no face, menseger, nas reuniões da petezada, na divisão da mortadela com prazo de validade vencido, enfim na sua vida particular. Nenhum pai de família que tem a decência de querer o melhor para seus filhos, aceita esses imbecis querendo transformar as crianças em zumbis, doutrinados numa ideologia que iguala a todos na miséria e que não deu certo em lugar nenhum.

  14. Sâmia Disse:

    E outra coisa. Li alguns comentários aqui a respeito de “GÊNERO”. Gênero é o humano. E o gramatical. SEXO? Masculino e feminino. PONTO FINAL. Quem quer distorcer as evidências científicas em prol do enfraquecimento da identidade moral das crianças é, antes de tudo, um desonesto, falando em tolerância. Transfobia? Homofobia? Palavras da novilingua do marxismo cultural, que quer terminar o serviço e arrasar o núcleo da civilização ocidental. Ideologia de gênero é um crime bárbaro. É da vontade de um homem decidir se relacionar com outro homem. E ele deve assumir isso, com maturidade e não ficar esperando ser posto numa redoma. Isso vale também pra mulheres. Seja homem. Seja mulher. Mas ensinar que vc pode ser os dois ao mesmo tempo a CRIANÇAS é uma CRETINICE.

  15. André Disse:

    Mais uma matéria de quem NÃO CONHECE E NEM LEU O PROJETO. O ESP tem como objetivo exatamente o contrário do que esse tipo de mídia alienante diz. Quer o fim da militância ideológica em sala de aula, quer que professores ensinem os conteúdos escolares sem fomentar visão singular política. Se abordar assuntos políticos, que não parta de premissas esquerdistas e sim que informe os alunos conforme as diversas perspectivas de compreensão do assunto. O que ocorre hoje são professores que usam a sala de aula pra promover as suas visões próprias de como deve ser o mundo, a política e etc… É algo criminoso.

  16. Liz Disse:

    Tem que censurar sim!
    Professor que subverte os alunos tem que ser é demitido!
    E os alunos junto aos seus pais deveriam entrar em greve e não voltar as aulas enquanto esses doutrinadores malditos se fizerem presente nas escolas.
    #EscolaSemPartido já!

  17. Liz Disse:

    #EscolaSemPartido Já!

  18. Marcelo Costa Disse:

    Matéria tendenciosa e mentirosa! Vergonha! Isso não é jornalismo!

  19. Roberto Disse:

    Existe doutrinação sim, isso eh proibido pela constituição. Apoiada vereadora por uma escola sem partido já!

  20. José Jorge Mendes Disse:

    Quem leu e entendeu a proposta do projeto Escola sem Partido, percebeu claramente, a menos que seja um analfabeto funcional, que o quê se propõe não é nem de longe algo que venha ferir os princípios de qualquer que seja. Pensa e entender diferente disso, aí sim, é querer fazer é imaginar que todos são tolos e insensatos que se deixam levar a manipulação dessa minoria acachapante. Eu não preciso, meus filhos não precisam e nem aceitam que ninguém pense por nós, somos capazes.

  21. Ivan G. Junior Disse:

    Qual a parte do texto do Programa Escola Sem Partido que propõe censura? Pelo contrário, ele propõe que os professores têm que respeitar todos os pontos de vista, de forma o mais imparcial possível. Basta ler o texto do Programa. Aliás, que “Lei da Mordaça” é essa que obriga o professor a fazer seu trabalho e não sonegar informações aos alunos?

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *